segunda-feira, 8 de junho de 2009

Estudo desvenda porque modismos acabam

Publicado no Terra em junho de 2009
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Você já parou para pensar porque determinado modelo de calça começa a ser vendido loucamente e de repente ninguém mais quer? E com os penteados, gravatas, carros, relógios, música? A primeira reação das pessoas ao se deparar com essa questão é responder: tudo é culpa do marketing. Ou ainda de novas tecnologias que enterram produtos ultrapassados. Obviamente que estes dois fatores são importantes para definir modismos, mas os pesquisadores Jonah Berger da Universidade da Pensilvânia e Gaël Le Mens das Universidades de Stanford e Pompeu Fabra em Barcelona, dedicaram-se a estudar outros agentes que influenciam para que algo saia de moda.

No resultado final, a conclusão do trabalho foi que quanto mais rápido algo se tornar popular, mais rápido será seu declínio. Para chegar a isso, os dois pesquisadores utilizaram a popularidade de primeiros nomes em bebês americanos e franceses entre os anos de 1900 e 2004. Nomes vêm carregados de modismos (quantos Mateus ou Gabriel você viu aparecer nos últimos tempos?) e não dependem de fatores tecnológicos ou comerciais para serem considerados "na moda". Na segunda parte da pesquisa, reuniram grupos de futuros pais e pediram-lhes para escolher nomes de uma lista, mostrando a curva de popularidade de cada um. Desta vez, o critério de escolha foi mais cuidadoso. Os pais não queriam dar ao filho um nome que acende muito rapidamente como popular, temendo que fosse considerado "brega" no futuro.

Pessoas gostam de se sentir exclusivas em seus gostos e posses e ver nessas posses a reflexão de sua identidade. E gosto por determinado tipo de produto vai gerar boca-a-boca e propaganda indireta e o sucesso está garantido. Obviamente quando o produto em si passa a ser usado por grupos de identidades diferentes, a pessoa prefere abandoná-lo. Ou seja, quando muitas pessoas estão utilizando algo que não mais reflete uma identidade em si, ela perde seu valor e acaba por afastar potenciais possuidores, até virtualmente morrerem. Outro detalhe levantado na pesquisa é que em produtos onde o abandono é mais trabalhoso e envolve despender muito dinheiro (como carros e nomes), as pessoas são mais hesitantes em abraçar um modismo.

O estudo ("How adoption speed affects the abandonment of cultural tastes" - ou Como a velocidade de adoção afeta o abandono de um gosto cultural) é particularmente importante para aqueles que desejam desenvolver um constante fluxo de adotantes, seja de um produto ou teoria, de uma maneira persistente e bem-sucedida e pode ser baixado gratuitamente no site da Proceedings of the Nacional Academy of Sciences of the USA (Pnas.org).

domingo, 7 de junho de 2009

Amigos mudam a cada sete anos, diz pesquisa

Publicado no Terra em junho de 2009
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"Todos os dias agradeço aos deuses por poder escolher meus amigos, já que os demônios me empurraram os parentes", diz um provérbio chinês e o sociólogo holandês, Gerald Mollenhorst da Universidade de Utrecht foi justamente atrás do conhecimento sobre como se escolhem os amigos - formando a rede de relacionamentos de uma pessoa - e como eles se mantém no decorrer do anos.

Ele conduziu uma pesquisa com 1.007 pessoas entre 18 e 65 anos e as contatou sete anos depois. Do grupo original, 604 pessoas foram localizadas e entrevistadas e responderam a perguntas como "com que você conversa sobre suas questões pessoais?", "quem lhe ajuda com problemas em casa?", "quem você visita?" e assim por diante.

Os resultados mostraram que, ao contrário de uma pesquisa americana realizada anteriormente, o tamanho da rede social de um indivíduo se mantém, mas com uma renovação de cerca de 52% das pessoas. Somente 48% dos antigos amigos continuam com o mesmo status. Também foi provado que não há diferença nas condições sociais ao se conhecer amigos, parceiros ou conhecidos e que no caso de parceiros (namorada, marido etc) existe uma busca maior por similaridade de personalidade que nas outras situações.

Mollenhorst também confirmou que o network pessoal não se forma apenas baseados em escolhas pessoais e sim são limitadas pela oportunidade de se encontrar, além disso geralmente a escolha de um novo amigo é feita por algum contexto pelo qual a pessoa já se utilizou anteriormente, ao escolher outro amigo. Sendo assim, valorize os amigos que tem hoje. Pelo menos, enquanto eles ainda forem seus amigos.

sábado, 6 de junho de 2009

Vinte e cinco filmes para entender a Segunda Guerra

Publicado no Terra em junho de 2009
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Há exatos 65 anos, no dia 6 de junho de 1944, começou a grande ofensiva aliada que daria um fim às pretensões nazistas de dominar toda a Europa. Era o Dia D, ou Operação Overlord, que consistiu em um maciço desembarque de forças inglesas e americanas na costa da França, mais especificamente nas praias da Normandia. A partir daí, mais e mais países foram sendo libertados, culminando com a rendição alemã, em maio de 1945, e a dos japoneses, em 14 de agosto do mesmo ano.

Obviamente o cinema retratou de várias maneiras diferentes o conflito que mudou a face do mundo e deixou o planeta menos ingênuo (nas palavras de John Kenneth Galbraith), seja através de filmes fantasiosos e maniqueístas até chegar a um recente revisionismo histórico. Confira abaixo uma lista de grandes obras clássicas que podem ajudar a entender o que foi a II Grande Guerra:

O Dia D
O Mais Longo dos Dias (1962): um dos maiores épicos já produzidos, estrelado por 52 astros de primeira grandeza encabeçados por John Wayne, mostra o desembarque na Normandia. Ganhou Oscar de Fotografia em Preto e Branco e Efeitos Especiais.

O Resgate do Soldado Ryan (1998): para contar a história de um grupo de soldados que tem como missão salvar um soldado cujos irmãos morreram em combate, Spielberg abriu o filme com a recriação mais real, cruel e sanguinolenta da batalha na praia de Omaha já vista. Nenhum filme de guerra foi o mesmo depois dele.

Grandes batalhas
Uma Ponte Longe Demais (1977): elenco estelar (James Caan, Michael Caine, Sean Connery, Anthony Hopkins) para contar a história da Operação Market Garden, um dos maiores fiascos aliado da II Guerra, que causou mais baixas que no próprio Dia D.

Os Canhões de Navarone (1961): grupo de soldados da resistência tenta explodir os poderosos canhões nazistas localizados na costa do Mar Egeu. Com Gregory Peck, David Niven e Anthony Quinn.

Patton (1970): cinebiografia, vencedora de sete Oscars, do mais controverso general americano, George S. Patton (magistralmente interpretado por George C. Scott) e sua guerra pessoal de egos contra o alemão Rommel, no Egito, e o inglês Montgomery, na liberação da Itália.

Por dentro de campos de prisioneiros
Fugindo do Inferno (1963): um grupo de prisioneiros ingleses e americanos tenta escapar de um campo alemão à prova de fugas. No elenco, Steve Mcqueen, Charles Bronson, James Coburn e Richard Attenborough.

A Ponte do Rio Kwai (1957): prisioneiros ingleses são obrigados a construir uma ponte para os japoneses e, para provar a superioridade técnica dos britânicos, quase acabam por ajudar o inimigo. Destaque a música-tema, Colonel Bogey March, que ficou famosíssima (lembra dos britânicos assobiando a melodia?), e pelas interpretações de Alec Guiness e William Holden.

O Império do Sol (1987): tocante filme de Spielberg com a história do filho de um funcionário público inglês que é mantido prisioneiro em campo de concentração japonês. Foi o primeiro filme de Christian "Batman" Bale e ainda tem John Malkovich e Miranda Richardson no elenco.

O ataque a Pearl Harbor
Tora!Tora!Tora! (1970): o ataque a Pearl Harbor do ponto de vista japonês e do ponto de vista americano em um filme com direção mista (Kinji Fukasaku e Richard Fleischer), além de grandes atores, como Martin Balsam, Joseph Cotten e E.G. Marshall.

A Um Passo da Eternidade (1953): ganhador de oito Oscars, mostra a vida em um campo militar americano no Havaí antes do ataque japonês. A cena do beijo entre Burt Lancaster e Deborah Kerr à beira-mar ficou famosíssima. Além disso, seria o filme que Frank Sinatra usou de seus contatos na máfia para conseguir um papel e inspirou o Johnny Fontaine de O Poderoso Chefão. Com Ernest Borgnine e Montgomery Cliff.

O absurdo da Guerra
Os 12 Condenados (1967): o diretor Robert Aldrich, conhecido pacifista, mostra a insanidade dos conflitos na história do batalhão formado por 12 sociopatas condenados em uma missão suicida. Elenco para ninguém botar defeito com Lee Marvin, John Cassavetes, Charles Bronson e Telly "Kojak" Savallas.

Inferno no Pacífico (1968): mais uma vez Lee Marvin aparece em um libelo antiguerra. Em uma ilha no Pacífico, um oficial americano e um soldado japonês travam uma batalha pela sobrevivência, um contra o outro, até que descobrem que a única maneira de ficar vivo é se aliarem. O grande ator japonês, Toshiro Mifune, dá um show à parte.

O sofrimento judeu
O Pianista (2002): o diretor Roman Polanski, sobrevivente de um campo de concentração, conta a história do pianista judeu Wladyslaw Szpilman e sua luta para sobreviver nos guetos de Varsóvia. Adrian Brody ganhou o Oscar de melhor ator por sua atuação.

A Lista de Schindler (1993): um dos melhores e mais comoventes filmes de Steven Spielberg na trajetória de Oskar Schindler, empresário que, nas palavras do diretor, fracassou em todos os negócios que teve antes e depois da Guerra. Durante o conflito, porém, foi muito bem-sucedido em salvar centenas de judeus dos campos de concentração.

Enxergando o lado alemão
Cruz de Ferro (1976): Sam Peckinpah inovou mostrando grandes atores americanos e ingleses interpretando alemães nessa trama que envolve o conflito entre um sargento e um capitão obcecado em ganhar uma medalha ¿cruz de ferro¿ durante a invasão da União Soviética. Com James Coburn, James Mason, Maximillian Schell e David Warner.

O Barco - Inferno no Mar (1981): claustrofóbico drama dirigido por Wolfgang Petersen. O filme acontece dentro de um submarino alemão e mostra a tripulação tentando escapar da marinha britânica.

A Queda (2004): os últimos dias de Hitler em seu bunker, do ponto de vista de Traudl Junge, secretária do Führer. Filme tenso, pesado e com a magistral interpretação de Bruno Ganz.

Entendendo o lado japonês
Cartas de Iwo Jiwa (2006): dirigido por Clint Eastwood, faz dobradinha com o filme A Conquista da Honra e mostra o desespero, o fanatismo e a obsessão dos japoneses quando os aliados invadem a ilha de Iwo Jima, importante ponto para o ataque a Tóquio.

Vivendo em tempos de guerra
Adeus Meninos (1987): a infância do diretor Louis Malle na França, em 1944, e o impacto em sua vida quando seu colégio passa a abrigar crianças judias perseguidas pela Gestapo.

Esperança e Glória (1987): a vida em Londres em meio a ataques aéreos alemães, na visão do menino Bill Rohan, no divertido e tocante filme de John Boorman, baseado em sua própria experiência pessoal. A última cena é impagável.

Casablanca (1942): em um dos maiores clássicos do cinema, romance e dramas pessoais se misturam no Rick´s Americain Café, no Marrocos, pertencente ao misterioso e ranzinza Humphrey Bogart. A cena onde os alemães cantando no bar são encobertos pelos franceses e sua Marseillaise (o hino nacional francês) é uma verdadeira batalha campal.

Resistência x Colaboracionismo
Roma, Cidade Aberta (1946): grande expoente do neo-realismo italiano, Roberto Rossellini mostra a resistência italiana contra a presença alemã, inspirado na vida de Dom Luigi Morosini, um pároco que abrigava refugiados políticos.

Lacombe Lucien (1974): o diretor Louis Malle mais uma vez mostra o impacto da guerra na vida cotidiana através de Lucien, jovem e iletrado camponês que depois de ser recusado pela resistência francesa, passa a colaborar com os invasores nazistas.

A vida no pós-guerra
Julgamento em Nuremberg (1961): um dos mais brilhantes filmes sobre os aspectos políticos e sociais da guerra e o início da guerra fria, dirigido soberbamente por Stanley Kramer e com um elenco fenomenal (Burt Lancaster, Montgomery Cliff, Spencer Tracy, Maximillian Schell, Judy Garland, Marlene Dietrich, entre outros) narra o julgamento de juízes nazista condenados por garantir a perseguição indistinta de judeus na Alemanha.

Os Melhores Anos de Nossa Vida (1946): ganhador de sete Oscars, é um dos primeiros filmes a mostrar três ex-combatentes quando de seu retorno aos Estados Unidos e a difícil readaptação à vida civil. O ator Harold Russell, que não tinha as duas mãos na vida real, interpretava um marinheiro que havia sido mutilado em uma batalha.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Cinco drinques que todo homem deveria saber fazer

Publicado no Terra em junho de 2009
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Sem entrar em psicologia barata, podemos afirmar que um drinque define um homem. Você pode impressionar sua companhia se pedir algo mais trabalhado e chique ou juntar-se à massa e beber cerveja em lata, a decisão é sua. Só que para realmente ser um sucesso entre os amigos e principalmente a mulherada, você deve saber preparar perfeitamente alguns desses clássicos etílicos e ainda conhecer em que tipo de copo servi-los. Aqui vão cinco receitas fáceis:

A brasileiríssima caipirinha
Em qualquer churrasco, comemoração, reunião para ver XV de Piracicaba x Bangu etc., a caipirinha vai se fazer presente. Segundo o artigo 4º da Instrução Normativa 55 de 2008, a mistura de açúcar (ou adoçante), limão e cachaça deve seguir uma proporção correta, sendo que o único adendo permitido é água potável para aqueles que não estão acostumados a bebê-la e gelo. Em todo o caso, vamos na receita mais famosa.

Ingredientes: limão previamente lavado e cortado ao meio ou em quatro pedaços, açúcar ou adoçante, cachaça ou pinga e gelo.

Você vai precisar de: coqueteleira de metal (não tem uma? macho que é macho faz em qualquer lugar, mas homem de verdade não dispensa uma), socador de madeira, colher de sobremesa, copo baixo.

Como fazer: coloque 5 a 6 gomos de limão na coqueteleira, adicione primeiramente cinco colheres de sobremesa rasas de açúcar (depois você pode adicionar mais, se preferir). Com o socador, amasse o limão e deixe o suco misturar com o açúcar. Adicione duas doses de cachaça e gelo. Tampe e agite para misturar. Sirva em um copo preferencialmente baixo e use uma rodela de limão para decorar.

Vodca Martini: a preferida de James Bond
Desde a primeira aventura escrita do agente 007, o livro Cassino Royale de 1953, que esse drinque entrou no imaginário popular como algo muito sofisticado. Na obra, a receita de Bond era bem complicada e ele deu o nome de Vésper em homenagem a Vesper Lynd: três medidas de gin Gordon, uma de vodca e meia medida de Lillet Blanc (um aperitivo francês) batidos na coqueteleira com muito gelo e servido em taça de champagne com uma lasca de casca de limão. Para muitos puristas um drinque como esse nunca deve ser batido e sim misturado, mas se você assistiu ao filme com Daniel Craig pode usar a mesma frase que ele: "e eu me importo com isso?". Vamos a uma receita bem mais simples e comumente encontrada:

Ingredientes: vodca de boa qualidade, vermute seco, gelo, azeitona.

Você vai precisar de: coqueteleira de metal (não falei para comprar uma?), copo de Martini.

Como fazer:misture uma dose e meia de vodca com ¾ de dose de vermute seco na coqueteleira com muito gelo. Agite bem e sirva no copo de Martini e adicione uma azeitona. Diga "Meu nome é Bond, James Bond" ao servir.

Manhattan: o sofisticado drinque masculino
Aí está um drinque feito para o homem, ou como definem, forte urbano e simples de preparar. Criado na Big Apple no final do século 19, uma teoria atribui a invenção a um barman chamado Black e outra como uma novidade criada em um banquete promovido pela mãe de Winston Churchill em homenagem a um candidato presidencial. De qualquer maneira, é um drinque que permite ao barman inovar e colocar seu toque.

Ingredientes: Bourbon whiskey, vermute branco seco, angostura ou maraschino, gelo.

Você vai precisar de: um copo alto, um copo de Martini, bastão para mexer.

Como fazer: no copo alto adicione 3 doses de Bourbon, 1 dose do vermute e 3 a 5 gotas de angostura e o gelo. Misture com o bastão e sirva no copo de coquetel com uma cereja no fundo da taça, sem o gelo. Faça isso rápido para não aguar demais o coquetel. Se quiser pode experimentar com vermute tinto também. Não se esqueça de fazer cara de conteúdo ao segurar o copo.

Direto do Harry´s Bar: o Bellini
Toda moçoila adora um coquetel de frutas, mas você pode servir um criado no, Harry´s Bar de Veneza, preferido de Ernest Hemingway e frequentado pelo maestro e compositor Arturo Toscanini, o inventor do rádio Guglielmo Marconi, o gênio Charlie Chaplin, o escritor Truman Capote, o milionário Aristóteles Onassis, e os cineastas Woody Allen e Orson Welles. Aliás foi nesse bar que o mundo também foi apresentado ao Carpaccio. O Bellini original levava purê de pêssegos marinados em vinho, mas vamos dar uma receita um pouco mais acessível:

Ingredientes: néctar de pêssego gelado (pode ser de caixinha), prosecco a 8oC (em último caso champagne) e eventualmente suco de framboesa.

Você vai precisar de: copos de champagne.

Como fazer: no copo de champagne coloque uma parte de suco de pêssego e 3 partes de prosseco. Se quiser dar uma coloração mais rosada adicione uma colher de sobremesa de suco de framboesa e misture. Conte a história do Harry´s Bar para a menina, mas saiba antes quem foi Hemingway.

Negroni: ame ou odeie
Aí está um coquetel que divide opiniões. Forte, amargo e colorido, o drinque foi criado para o Conde Camillo Negroni na Florença de 1919. O figura era admirador do "Americano", beberagem com campari, vermute e club soda, mas um dia, em busca de fortes emoções, pediu ao barman que inovasse e este resolveu adicionar o perfumado gin. Foi um verdadeiro sucesso e hoje é comum encontrá-lo no cardápio de muitos bares.embora assuste os incautos com seu gosto forte e marcado.

Ingredientes:Campari, Martini Rosso, Gin, gelo e talvez água gaseificada.

Você vai precisar de: copo old fashioned, bastão para mexer

Como fazer:no próprio copo, coloque 1 dose de gin, ¾ de dose de vermute, ½ dose de Campari e pedras de gelo. Mexa delicadamente. Se quiser, acrescente água com gás e decore com uma fatia de laranja. Grite "mama mia" após cada gole.

Em tempo, se quiser aprender a fazer uma legítima Margarita e conhecer mais sobre a tequila clique aqui.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Guia online mostra produtos usados pelas celebridades

Publicado no Terra em junho de 2009
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Desde que o mundo é mundo, as pessoas precisam de modelos a serem seguidos, daí as lendas antigas envolvendo feitos extraordinários de heróis, mitológicos ou não. Desde o século XX, na falta de alguém que enfrente um dragão ou derrube um minotauro, o público se fia na imagem das celebridades, sejam elas provenientes da TV, do cinema ou do esporte. E estas, sempre prontas para ganharem um tostão a mais, estampam seus rostos e corpos em propagandas de revistas e televisão, assinando em baixo de produtos ou nos tie-in (que no Brasil recebe o errôneo nome de merchandising), onde um produto é inserido em uma cena mediante grande quantia de dinheiro.

Reza uma lenda que muitos atores de novela se negam a interpretar vilões porque estes não fazem 'merchan'. Às vezes essa inserção é subliminar. No filme O Vingador do Futuro, ficou famosa a cena em que aparece um luminoso deslumbrante da Coca-Cola na capital da cidade e uma placa de ferro enferrujada com o logo da Pepsi em Marte. Ou em Náufrago, onde a Fedex teria patrocinado o filme mas Tom Hanks jura de pés juntos que a Wilson não o fez (ele teria escolhido a marca em homenagem à esposa, Rita Wilson, única pessoa que levaria para uma ilha deserta).

Com tudo isso em mente, o site coolspotters.com é uma rede social que mostra o que as celebridades usam, não só nas telas como fora delas. Aí você vai aprender, por exemplo, que se quiser ter um celular igual ao da atriz Cristina Ricci, então deve comprar um Blackberry Curve. Já a deslumbrante Jessica Biel foi vista na rua com uma jaqueta de couro William Rast, enquanto o rapper Will.i.am usa óculos de sol Dior 2151.

Esse templo online do consumismo exagerado ainda dá a chance do internauta de se registrar, criar sua página e seu perfil, marcar os seus ídolos, desenvolver listas e ainda fornecer informações ao site. E é óbvio que cada produto tem seu link para compra (em US$).

Ganhe para ser você mesmo
E como tem gente que se recusa a usar roupas de marca com a filosofia de que o dono da marca é que deveria pagar para uma pessoa fazer propaganda dela e não o contrário, um site resolveu atender a seus pedidos. O everydaymodels.net recompensa seus usuários para serem modelos, no dia-a-dia, dos produtos de seus clientes.

Criado por dois ex-estudantes da Universidade de Nottingham, James Brookner e Matt Garcia, o site paga para você usar determinada camiseta, boné, adesivar seu carro, e ainda seleciona modelos e promotores de venda em todo o mundo. Além disso, compra espaço em sua rede social (seja Linkedin, Facebook, blog etc.) para divulgação de produtos. Basta entrar na página e se registrar.

Louvado pelas revistas especializadas como a mais inovadora idéia de 2009 em termos de marketing, é uma saída criativa para esses tempos de crise, mesmo porque você será pago para continuar a ser você mesmo.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Sete cursos para se dar bem com o sexo feminino

Publicado no Terra em junho de 2009
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Se você fizer uma faculdade tem chances de arrumar um emprego. Agora, se você, além da faculdade, falar mais de um idioma, ter cursos de especialização, MBA etc, então suas chances de uma boa colocação aumentam. A mesma regra pode valer para aumentar seu valor frente à mulherada.

Sendo uma pessoa apresentável, agradável e com um bom papo, e ainda dominando as 11 habilidades básicas masculinas (não sabe qual é? Clique aqui: Habilidades que todo homem deve ter), você já está com meio caminho andado para fazer com que a moçoila se interesse por sua pessoa. Acontece que, se tiver algumas outras aptidões, a coisa pode ficar ainda mais memorável. Confira a lista:

Curso de gastronomia: saber preparar na cozinha algo além de arroz com ovo cozido já é um diferencial interessante. Convidar a guria para sua residência e preparar um delicioso risoto de queijo brie com prosciutto de Parma e rúcula, já vai dar outra impressão à noite e você seguramente vai sair como um cara descolado e independente.

Curso de enologia: você não precisa se tornar aqueles chatos que ficam discorrendo durante horas sobre o tipo de uva utilizada no vinho, seu método de cultivo e colheita, e nem precisa fazer aquele ritual de decantação na hora de servir, mas saber escolher o vinho certo, de uma boa safra e pedi-lo na temperatura adequada é um desses diferenciais que mostram o quanto sofisticado e exigente você é. Sem contar que pode dar um porre na menina, não é mesmo?

Curso de massagem: hoje em dia existe uma série de regras e legislação para você cursar e praticar profissionalmente a milenar arte da massagem, mas ainda assim não há quem resista a uma boa pegada nas costas ou nos pés. E, por ser algo que mexe com a troca de energia e físico, imagine o fim da brincadeira.

Curso de dança: saber dançar vários ritmos e não somente se chacoalhar numa danceteria também pode ajudá-lo a se dar bem com o público feminino. Só o fato de você ter a condução e a pegada na dança, mostra à sua parceira que tipo de homem você é, além de funcionar como uma fantástica forma de sedução. Se quiser saber mais sobre o assunto, clique aqui: Ela dança eu danço

Curso de mergulho: muitas moças adoram caras que se aventuram em esportes radicais, mas o mergulho ainda tem aquela aura de mistério e romance envolvendo estar em outro mundo, com vida, sons e paisagens diferentes. E o mais legal nisso tudo é que não é caro e dá para se fazer a dois! Saiba mais aqui: Entre de cabeça na prática do mergulho

Curso de vôo livre ou paraquedismo: se você faz o tipo com a cabeça nas nuvens, o vôo livre, seja em asa-delta ou parapente, vai não só te dar muita adrenalina como assunto para muitas histórias emocionantes sobre como viu o mundo lá de cima. Existem escolas espalhadas no Brasil inteiro, mas tome cuidado para não fazer como aquele padre e se amarrar em um monte de bexigas só para virar notícia.

Curso de sexo tântrico: o Tantra é uma filosofia oriental em que a mulher é encarada como divindade e sua prática adia ao máximo o orgasmo com o objetivo de obter prazer prolongado. Quem pratica com fervor, acha o máximo. E, pelo jeito, pode ajudar os mais apressadinhos a entender que o prazer dela é tão ou mais importante quanto o seu.

Falar com mulheres deixa homens mais burros, diz pesquisa

Publicado no Terra em junho de 2009
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A comediante americana Rita Rudner já disse que ter peitos grandes não faz uma mulher estúpida e sim faz os homens mais burros. Agora, psicólogos holandeses conseguiram provar a teoria. O doutor Johan C. Karremans, da Radboud University of Nijmegen nos Países Baixos, promoveu duas pesquisas, publicadas no Journal of Experimental Social Psychology, para mostrar que interações entre sexos causam uma queda temporária nas funções cognitivas do cérebro.

Nos testes, homens e mulheres tiveram que conversar com estranhos de ambos os sexos e, ainda, preencher testes matemáticos e de associação de palavras antes e depois da interação. O público masculino apresentou uma sensível queda em sua performance depois de conhecer mulheres e quanto mais atraente for a moçoila, maior o declínio nos resultados. O efeito é o mesmo seja o macho casado, solteiro ou comprometido.

Quando eles falam com outros homens, porém, o resultado não se altera. Para as moçoilas, não importa o sexo do parceiro, não há alterações em suas provas.

Os pesquisadores acreditam que existam dois grandes motivos para essa performance masculina. Primeiramente, o histórico papel masculino de conduzir a relação entre os sexos acaba por exigir mais das funções cognitivas do homem para atuar de acordo com as expectativas.

Além disso, quando comparado às mulheres, os homens tem uma tendência maior de enxergar interações interssexuais como um jogo de sedução e com isso seu cérebro é automaticamente levado a um esforço no sentido de impressionar a fêmea, mesmo porque tem que administrar e monitorar o comportamento alheio e o de si próprio.

E o que muda na vida das pessoas com essa pesquisa? Os holandeses afirmam que o estudo pode alterar a maneira como a questão do assédio sexual é encarada hoje e até mesmo reascender a discussão sobre colégios mistos versus colégios exclusivos para um sexo.

Os próximos passos porém, são estudar se essa interferência nas funções cognitivas do cérebro ocorre também em crianças (ou seja, em fase pré-sexual) ou nas mulheres fora de uma condição laboratorial. De qualquer maneira, se sua performance no trabalho diminuir você agora pode culpar aquela sua colega de trabalho estonteante.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Estudo mostra que Brasil é o 2º país mais otimista do mundo

Publicado no Terra em maio de 2009
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O Brasil ocupa a segunda colocação em uma pesquisa que avaliou os países mais otimistas ao redor do mundo. Os dados partiram de um estudo realizado pelo instituto Gallup em 140 países. Cerca de 150 mil pessoas foram entrevistas e o material foi analisado por estudantes da Universidade de Kansas, nos Estados Unidos. À frente do Brasil, a Irlanda aparece como o país em que mais pessoas acreditam que sua vida vai melhorar daqui pra frente.

De acordo com a pesquisa, o otimismo é universal. Aproximadamente 95% dos entrevistados acredita que sua vida daqui a cinco anos será melhor que a que tinha há cinco anos. Matthew Gallagher, estudante de psicologia da universidade e idealizador do estudo, disse que a inspiração da esperança é o maior fator para mudanças. Apesar de todas as mazelas do mundo, como crise econômica, desemprego, guerras, mortes e epidemias, as pessoas continuam a acreditar no melhor, segundo Gallagher.

Iniciada há seis meses, a pesquisa envolveu telemarketing e visitas presenciais em países com acesso telefônico limitado. As pessoas responderam perguntas sobre acesso a condições básicas de sobrevivência, qualidade de vida, percepção sobre o governo e o que pensa sobre o futuro. No resultado final, a Irlanda aparece como o país com maior nível de otimismo, seguido do Brasil, Dinamarca e Nova Zelândia. Os Estados Unidos aparecem em décimo lugar e Egito, Haiti, Bulgaria e Zimbábue nas últimas posições.

O estudo mostrou, também, que os jovens são mais otimistas que os mais velhos. As pessoas que possuem mais bens têm mais esperança sobre o futuro que os mais pobres e as mulheres são ligeiramente mais otimistas que os homens. "Nós achávamos que o otimismo era generalizado mas nos impressionamos com a proporção mundial. Até em países africanos e sul-americanos que hoje apresentam graves problemas econômicos e as pessoas se vêem diante de incertezas, o nível foi muito alto", disse Gallagher.

A pesquisa foi apresentada no último dia 24 de maio, em São Francisco, na reunião anual da Association for Psychological Science. As informações são do ScienceDaily.com.


Há 35 anos morria o jazzista Duke Ellington

Publicado no Terra em maio de 2009
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Ninguém que admire música, seja o ritmo que for, consegue evitar colocar o jazzista Edward Kennedy Ellington em um panteão sagrado, ao lado de Mozart, Bach, Beethoven e Tchaikovsky. Ele foi seguramente um dos maiores compositores americanos e deixou um legado de mais de 2.000 obras-primas como Sophisticated Lady, Take the A Train, Don't Get Around Much Anymore e Caravan.

Nascido em Washington em 19 de abril de 1899, Ellington teve uma infância atípica para um músico de jazz. Seu pai era mordomo, chegando a trabalhar na Casa Branca e sua mãe, uma dona de casa de classe média. Ambos eram pianistas e procuraram fazer o filho aprender a tocar o instrumento, mas a grande paixão do menino era baseball e nunca levava as lições a sério. Devido a seus trajes e modos elegantes, foi apelidado de Duke (Duque) e a alcunha o acompanhou até o fim de sua vida.

Para poder assistir aos jogos de baseball, Ellington trabalhou como vendedor de amendoins nos estádios e considerava esse primeiro emprego como o responsável por tê-lo feito perder o medo do público, já que a venda exigia que gritasse muito e interagisse com as pessoas.

Em 1914, trabalhando como um "soda jerk" (balconista de lanchonetes), criou sua primeira composição de ouvido, já que não sabia ler ou escrever música, Soda Fountain Rag . Encantado pelos pianistas dos esfumaçados salões de bilhar, Duke resolve levar seus estudos a sério e é matriculado na Armstrong Manual Training School. Foi nessa época que começou a tocar em bares, cafés e clubes. Fã do gigante do jazz Fats Waller, foi conhecer o estilo tocado no Harlem, em Nova Iorque, mais swingado e melodioso que o ragtime, imortalizado por artistas como Louis Armstrong e Sidney Bechet.

Dez anos depois de formar sua primeira banda, The Washingtonians, teve a primeira oportunidade de ser líder de uma banda em 1927, quando o então líder Joe "King" Oliver entrou em conflito com a mítica e prestigiada casa de shows Cotton Club. O duque o substituiu e começou a imprimir sua marca no estilo da banda, mais notadamente o jungle style, onde os metais da banda tocam mais fortemente e com mais expressão, dando um ar de selvageria às composições. Outra característica de Ellington era não só aceitar músicas compostas pelos integrantes de sua banda como também adaptar suas próprias canções ao estilo de quem estava solando como o saxofonista Johnny Hodges ou o trompetista Cootie Williams.

Tornando-se um sucesso nas rádios e sendo transmitido para todo o país, Ellington ganhou notoriedade e dinheiro e excursionou na Europa entre 1933 e 1939, ficando encantado com o tratamento que recebia pelos estrangeiros, que não se importavam com o fato de que o gênio era negro, ao contrário de seus compatriotas americanos. De volta aos EUA em 1939, Duke conheceu seu mais fiel colaborador musical, Billy Strayhorn. Mesmo com personalidades completamente opostas, o primeiro com formação popular e o segundo com formação clássica, Ellington disse em uma entrevista: "Strayhorn é meu braço direito, meu braço esquerdo, todos os olhos atrás da minha cabeça, minhas ondas cerebrais na sua cabeça e as dele na minha".

Apesar de nunca ter abandonado o estilo que o tornou famoso, Duke sempre buscou experimentações e novas sonoridades gravando com nomes de vanguarda como Charles Mingus, John Coltrane e grandes vocalistas como Frank Sinatra, Ella Fitzgerald, Rosemary Clooney e Louis Armstrong. Como band leader, Ellington adorava fofocar entre os músicos, jogando um contra o outro, para criar o que ele considerava um ambiente de competição saudável e assim conseguir performances memoráveis nos shows.

Um de seus maiores momentos foi no festival de Newport em 1957 pois, apesar de sua fama e capacidade, o compositor na época encontrava-se no ostracismo e viu nesse show uma oportunidade de reerguer. Segundo o excelente documentário Jazz de Ken Burns, a platéia estava começando a deixar o local do show no meio de uma música que Duke compôs especialmente para o festival, quando o band leader começou os acordes de uma de suas composições mais antigas e complexas: Dinimuendo and Crescendo in Blue. O saxofonista Paul Gonçalves, embalado pela música, solou de improviso por mais de seis minutos e quase provocou um tumulto, já que a platéia, entusiasmada, não respeitava mais os lugares marcados e dançava até em cima do palco.

No mesmo documentário, o grande jazzista Dave Brubeck conta que ao excursionar com Ellington em 1954, foi acordado de madrugada pelo Duke, emocionadíssimo, porque Dave era capa da revista Time. Brubeck conta que foi o dia mais infeliz de sua carreira, porque achava que o gênio das bandas de jazz é que merecia essa distinção. Apesar desse "desprezo" da mídia nos anos 50, Ellington acabou ganhando vários prêmios Grammy em sua carreira, incluindo o de Conjunto da Obra (1966) e de melhor trilha sonora para o filme Anatomia de um Crime de Otto Preminger de 1959. Além disso, recebeu em 1972 uma Medalha da Liberdade do presidente Nixon, foi agraciado com a Legião de Honra da França em 1973 e foi nomeado para um prêmio Pulitzer em 1965.

Ellington faleceu em 24 de maio de 1974, um mês depois de completar 75 anos, por conta de um câncer no pulmão e uma pneumonia. Mais de 12.000 pessoas foram ao seu funeral e inúmeros memoriais foram erigidos em sua homenagem. No fim de sua vida, afirmou que "música é como eu vivo, porque eu vivo e como serei lembrado". Não podia estar mais correto.

domingo, 24 de maio de 2009

Programe-se para celebrar o Dia do Orgulho Nerd

Publicado no Terra em maio de 2009
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A todos aqueles que seguem os preceitos jedis, que sabem o que é a Nebulosa de Mutara e conhecem a fisiologia kriptoniana como ninguém, rejubilem-se! Amanhã é dia de encarar o mundo de frente (especialmente seus pais) e gritar com orgulho: sou nerd! Isso porque um bando de espanhóis em 2006 fixou o 25 de maio como o Dia do Orgulho Nerd, em homenagem ao lançamento de Guerra nas Estrelas - Uma Nova Esperança, em 1977. Todos sabem o que o filme significou e as portas que abriu unindo aventura de capa-e-espada, filosofia mitológica de Joseph Campbell e efeitos especiais de primeira qualidade. Criou não só um universo próprio, como também uma legião de fanáticos.

Por enquanto não existe parada nerd, mesmo porque desconfiamos que os geeks não vão querer deixar a frente da tela do computador para ir para as ruas, mas o canal Multishow promove uma maratona de programas com temática geek durante todo o fim de semana.


Vale lembrar que que muita coisa mudou no mundo geek. Para começar, eles conquistaram o mundo e Bill Gates, Steve Jobs, Quentin Tarantino, Kevin Smith e muitos outros estão aí para provar a teoria. Além disso, aquele mundo estranho de gente de roupas coladas e máscaras invadiu as telonas e blockbusters com X-Men, Homem-Aranha, Batman, Jornada nas Estrelas, 300 de Esparta, Superman e Arquivo X. Os filmes baseados em vídeo-games também fazem a alegria da molecada e enchem os bolsos dos produtores de dinheiro. Sem falar nos reality shows como As Gostosas e os Geeks e comédias geniais como The Big Bang Theory, na TV, mostrando que nerd não morde, pelo contrário.

Pesquisas também já mostraram que o nerd é melhor amante, que tem mais papo e até mesmo, em um estudo de 2008, que possue melhor esperma por ser mais saudável e não "se ligar" em drogas. Enfim, ser um legítimo geek hoje é cool, entender de Batman é hype e ler gibis não é um crime passível de zombarias na escola ou faculdade.

Os criadores do movimento pelo Dia do Orgulho Nerd chegaram a lançar um divertidíssimo manifesto que exige direitos como o de não sair de casa, o de se manter virgem, o de não gostar de futebol e ainda o de dominar o mundo. Entre os deveres há o de tentar ser mais nerd do que qualquer um, nunca deixar de entrar em uma discussão de assuntos nerds, assistir a qualquer filme nerd na noite de estreia ou comprar qualquer livro nerd antes de todo mundo.

Se você quiser, só para comemorar o dia, conhecer um legítimo übergeek (mais que um mega-nerd), entre no site www.magicdragon.com. Seu autor, o americano Jonathan Vos Post, é professor em astronomia, ciência da computação, composição inglesa, matemática, física, antropologia, ecologia, literatura, filosofia, entre outras, e possui mais de 820 trabalhos publicados, como um tratado de 57 páginas sobre "Quais números podem ser feitos com quatro noves", 1.370 páginas em HTML com uma lista de escritores de ficção científica, além do livro "Como falar com um extra-terrestre". Apesar de horroroso, o site tem 200 mil visitantes por mês e possui 4.307 páginas, de acordo com o live.com.

Em tempo: parece que, desde 2001, no dia 25, também comemora-se o Dia da Toalha, homenageando o livro "O Guia dos Mochileiros das Galáxias", de Douglas Adams, clássica obra literária nerd. Portanto, "não entre em pânico" (quem é nerd sabe do que estou falando).

Pesquisa diz que geeks são menos egoístas na cama

Publicado no Terra em maio de 2009
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Atenção meninas, esqueçam a danceteria e corram para a primeira sessão de Star Trek que encontrarem para paquerar aquele cara nerd que está vibrando com o Sr. Spock. Tudo isso porque o site inglês 'PS3 Price Compair', especializado em vídeo-games e consoles, resolveu pesquisar entre os internautas suas opiniões sobre sexo. O resultado foi que aqueles que trabalham com tecnologia são menos egoístas na cama e são mais abertos a usar acessórios e brinquedos sexuais na relação, enquanto os bonitões que malham ou que trabalham com fitness se preocupam mais consigo mesmo do que com a parceira.

Ao entrevistar anonimamente mais de 2000 pessoas (56% homens e 44% mulheres), o site verificou que 82% dos tecnólogos colocam a parceira em primeiro lugar na cama, seguido dos profissionais de escritório com 74%, desempregados com 69%, trabalhadores manuais (53%), empresários (49%) e por fim, profissionais de fitness e esportistas com 41%. No quesito brinquedos, 80% dos geeks são adeptos, enquanto os saradões mais uma vez ficaram em último lugar com 30%. Os nerds de carteirinha só perderam na freqüência de relações sexuais. Somente 38% transam mais de três vezes por semana (pelo jeito valorizam qualidade sobre quantidade).

O principal desenvolvedor do site, Mike Elsmore, afirmou que a pesquisa começou como uma brincadeira entre ele e amigos da área para ver se sua vida afetiva era tão diferente assim dos outros tipos de profissionais, mas a preferência deste público em usar gadgets sexuais foi o que o fez rir mais, embora pareça meio uma tendência óbvia, uma vez que os caras são loucos por tecnologia de ponta.

As informações são do site sourcewire.com.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Pai de Sherlock Holmes, Conan Doyle nasceu há 150 anos

Publicado no Terra em maio de 2009
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Ele criou um dos maiores ícones da ficção mundial e revolucionou a maneira de se escrever contos de mistério, além de ter se aventurado em poesia, ficção científica e romances históricos. Estamos falando de Sir Arthur Conan Doyle, o escritor escocês que brindou o mundo com o lógico e sensacional detetive Sherlock Holmes.

Nascido em Edimburgo na Escócia em 22 de maio de 1859, Doyle foi educado em uma escola católica de jesuítas, mas acabou rejeitando o catolicismo e tornando-se agnóstico. Estudou medicina e já na faculdade começou a escrever para jornais locais. Depois de ter sido médico em um navio na costa africana e ter se aventurado em um consultório com um ex-colega de faculdade, sem muito sucesso, foi para Portsmouth, na costa sul da Inglaterra, em 1882.

Como a prática de medicina não estava indo bem e os pacientes eram escassos, começou a escrever para passar o tempo, assim surgiu o livro Um Estudo em Vermelho, o primeiro caso do famoso detetive, personagem baseado em um de seus professores, Joseph Bell. Até mesmo o autor de A Ilha do Tesouro, Robert Louis Stevenson chegou a proclamar a semelhança entre o personagem fictício e o professor real, apesar de algumas más línguas proclamarem que Doyle se baseou em Auguste Dupin, criação de Edgar Allan Poe para a obra Os Crimes da Rua Morgue. Holmes era mostrado como um homem que se atenta para os mínimos detalhes ao resolver um caso, mas não dispensa a criatividade e a imaginação ao pensar em uma solução. Isso fica latente em sua frase mais famosa: "Quando você elimina o impossível, o que sobra, por mais incrível que pareça, só pode ser a verdade". As histórias eram narradas pelo seu fiel escudeiro, Watson, também médico, que nada mais era que o alter ego de Sir Arthur.

O sucesso popular das aventuras de Holmes trouxe fama e dinheiro a seu criador, mas Conan Doyle se incomodava com o fato do personagem "tirar sua atenção para coisas mais importantes", como por exemplo os romances históricos. Assim, em 1893, tanto Sherlock, como seu nêmeses, Professor Moriarty, caíram para a morte em uma cachoeira no conto O Problema Final. Na época, a mãe de Doyle alertou-o que ele poderia fazer o que bem quisesse, mas as pessoas não aceitariam aquilo passivamente. Não deu outra e a pressão popular o fez "ressuscitar" sua criação em A Casa Vazia com a explicação que somente Moriarty morreu na queda. Holmes, no final, estrelou 56 contos e quatro romances de seu autor e virou figura lendária.

Doyle ainda teve tempo de estudar oftalmologia, defendeu a participação britânica na Guerra dos Boers na África do Sul (a Inglaterra estava sendo massacrada pela imprensa mundial devido ao ocorrido), foi feito Cavaleiro do Império em 1902 e se interessava ardorosamente por direito e justiça, tendo investigado pessoalmente dois casos. Casou-se duas vezes, a primeira com Louise Hawkins, que faleceu de tuberculose e com Jean Elizabeth Leckie. Com a morte de Louise, de seu filho Kingsley e de seu irmão, Conan Doyle entrou em depressão e se converteu ao espiritismo, tendo inclusive lançado em 1926 o livro The History of Spiritualism. Faleceu em 7 de julho de 1930 em sua casa em Sussex.

Sherlock Holmes é personagem constante no cinema, na TV e em HQs

Publicado no Terra em maio de 2009
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O maior personagem de Conan Doyle sobreviveu ao criador e é figura recorrente em muitos filmes, HQs e contos. Levado para o cinema, foi cristalizado na figura do ator Basil Rathbone como o detetive em 14 longas produzidos pela Fox e depois pela Universal entre 1939 e 1946.

Nas telinhas foi imortalizado pelo britânico Jeremy Brett, que o interpretou por 10 anos em quatro séries feitas pela televisão inglesa. Até mesmo a TV soviética chegou a fazer uma série de sucesso com o personagem entre 1979 e 1986 com Vasily Livanov como Holmes.

Além disso, outras obras fantásticas utilizaram o personagem em seus roteiros, como Visões de Sherlock Holmes, onde o detetive se consulta com Sigmund Freud e descobre que seu ódio por Moriarty se originava do fato do professor ter sido amante de sua mãe; O Enigma da Pirâmide, fantasia produzida por Spielberg com um suposto encontro entre Holmes e Watson ainda no colégio e até o nacionalíssimo O Xangô de Baker Street, de Jô Soares, onde Holmes vem ao Brasil Imperial e resolve um caso para Pedro II e a atriz Sarah Bernhardt.

Para este ano, teremos uma aventura do detetive com Robert Downey Jr. como Holmes e Jude Law como Watson, com direção do ex-marido de Madonna, Guy Richie, baseada em uma HQ de Lionel Wigram, que foca no lado mais aventureiro e briguento do personagem.

Por falar em HQ, Alan Moore, o criador de Watchmen, usou Moriarty e o irmão de Sherlock, Mycroft Holmes, na primeira aventura da Liga dos Cavaleiros Extraordinários. Holmes, na aventura, já havia falecido.

Além disso, o estilo de Holmes é visível em personagens modernos de televisão, como o detetive com transtorno obsessivo-compulsivo, Monk de Tony Shaloub ou o ranzinha Gregory House, cujo Watson é seu amigo Wilson (a referência é tão forte que Holmes morava no número 221b da Baker Street, enquanto House mora em um apartamento de número 221b). No final das contas, mais moderno do que nunca, Sherlock Holmes entrou no livro dos recordes, o Guinness, como o personagem mais interpretado do cinema, com cerca de 70 atores o personificando em mais de 200 filmes.

Dez coisas que você acha que vão te deixar descolado, mas não vão

Publicado no Terra em maio de 2009
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Quando um pavão macho quer conquistar uma fêmea, ele abre sua magnífica cauda e a deixa deslumbrada com as cores. Já a fragata macho, infla o peito vermelho fazendo com que a fragata fêmea o considere "o cara". O bowerbird, ou pássaro-arquiteto e o o pássaro-da-pérgula da Nova Guiné, constrõem um ninho bem transado para mostrar à pretendente. O sapo macho canta mais alto e mais afinado para atrair a parceira.

Com o ser humano macho é mais complexo. Com a filosofia de vida baseada em "o meu é maior do que o seu", ele insiste em acreditar em modismos e corre para adquirir uma série de acessórios ou assumir certas atitudes, justamente para fazer o que os animais tem por instinto, com a diferença é que dificilmente um sapo vai passar ridículo frente à fêmea.

Com toda essa coisa de Animal Planet na cabeça, fomos consultar moçoilas do Rio e de São Paulo para saber quais são os elementos que o homem insiste em utilizar para parecer muito descolado e "in", mas que são legítimas queimaduras de filme. Apesar das diferenças culturais entre as duas cidades, as respostas foram praticamente as mesmas e com mais uma coisa em comum: o grande problema não é ter algo, mas sim se pavonear (viu de onde veio a expressão?) e ficar exibindo seus atributos. Confira abaixo as 10 gafes mais comuns:

1) Iphone e similares: todo mundo quer um, já que dá para acessar internet, ler e-mails, consultar o GPS, assistir filmes e até mesmo, em último caso, fazer ligações. Acontece que o pessoal mais macho fica excitadíssimo em usá-lo na cintura ou colocá-lo sobre a mesa com aquela cara de "eu tenho, você não tem". Isso sem contar aqueles que andam com três celulares, atendendo um ou outro a todo o momento, fazendo cara de preocupado e se portando como se o destino do mundo livre estivesse em suas mãos. Lembre-se que não é só o telefone da Apple. A regra vale para qualquer blackberry ou aparelho faz-tudo do mercado. Não importa a marca, isso não vai te fazer um descolado.

2) Fone de ouvido sem fio com conexão Bluetooth: aqui parece que o mané tem aquela fantasia de pré-adolescente de querer parecer a Uhura do Jornada nas Estrelas, com aquela coisa azul pulsando em sua orelha. É bacana ter as mãos livres quando se fala ao celular, mas isso não vai te fazer um descolado.

3) Som do carro no último volume: eu gosto de ouvir música alto porque isso me distrai do som caótico da cidade e porque eu aprecio boa música. O problema são os caras que acham que tocar funk, pagode ou techno no carro, com uma potência tal que atinge um raio de três quarteirões, vai fazer a mulherada cair em cima. Transformar seu carro em um trio elétrico não vai te fazer um descolado.

4) Desfilar em carro importado: havia uma comédia dos anos 80 onde um publicitário, internado em uma casa de saúde, cria uma campanha para a Porsche com o slogan mais ou menos assim: "Porsche, pequeno demais para se transar nele, mas você vai transar assim que sair dele". Pode até ser verdade, mas acredite quando eu digo que é preferível alguém que tem um carro esporte porque gosta de carros do que um que acha que será o tal por dirigir uma Ferrari. As moças espertas, aquelas que cativam nossos corações, seguramente sabem diferenciar os tipos. Agora se seu negócio é uma moçoila com composição química 100% corpo/0% cérebro, pode apostar que o carrinho ajuda muito. Só que, mesmo com ela, isso não te fará um descolado.

5) Ringtone engraçadinho: todo mundo quer personalizar suas coisas e deixar uma marca por onde passa e obviamente seu celular não vai escapar dessa tendência, especialmente aqueles que permitem a você escapar do terrível midi para o sensacional MP3 na hora de escolher o toque. O chato é o cara achar que vai ser considerado o máximo se colocar o hino do seu time, o tema do James Bond ou barulhos nojentos no aparelho. E para ser mais inconveniente, ele deixa o celular tocar à exaustão, só para todo mundo ouvir. Personalizar o celular é interessante, mas isso não te fará um descolado.

6) Excesso de jóias: o look "sou bicheiro mas sou feliz" parece pegar alguns marmanjos, já que fazem questão de usar anéis, cordão de prata, relógio com pulseira alargada e coisas do gênero. As meninas até aceitam que o cara apareça com um anel apenas, de preferência liso, mas emular Jece Valadão nos anos 70, não te fará um descolado.

7) Ser refém da moda e das marcas: todos sabem que uma boa marca de roupa é sinônimo de qualidade e bom gosto e é óbvio que o caimento vai ser bem melhor. Também é consenso que a moda vai mudando e algumas ousadias só caem bem para aqueles que combinam com o estilo. O problema é quando esse dois elementos viram obsessão e dá-lhe overdose de tênis Puma vermelho com qualquer traje e situação. Acredite, você pode colocar um smoking num jegue, mas ele vai continuar a ser um jegue. E o asno não consegue ser descolado.

8) Mostrar que é sarado: parece que todas as dores provocadas, suores derramados e cataflans ingeridos têm que ser compensados com camisetas baby-look/regatas ou poses que destaquem os bíceps do "bombado". A gente sabe que as meninas tanto gostam de um cara com um corpão quanto nós babamos em cima das gurias com linhas arrojadas, mas propaganda demais acaba por fazer a coisa reverter contra você e com certeza você não parecerá descolado.

9) Ser um sabe tudo: como disse uma das meninas consultadas, não há coisa mais irritante que um cara que "entende, em proporções geométricas, de qualquer campo da vida". Mesmo porque, por achar que é mais esperto que a maioria dos ursos (nas imortais palavras de Zé Colméia), o palhaço acaba se irritando com os outros. Inteligência é afrodisíaco sim, mas ser arrogante em relação a ela não vai te fazer ser descolado.

10) Ser metrossexual assumido: precisa mesmo explicar?

terça-feira, 19 de maio de 2009

Dia dos namorados no Brasil começou como campanha publicitária

Publicado no Terra em maio de 2009
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Ao contrário de boa parte do mundo, que comemora o Dia dos Namorados em 14 de fevereiro, dia de São Valentim (veja a história dele e da comemoração americana deste ano aqui ), o Brasil só foi definir uma data há exatos 60 anos, numa jogada de marketing que se tornou lendária.

Junho era um mês fraco de vendas, um hiato entre o dia das mães e o dia dos pais. Em 1949, o publicitário João Dória, que na época desenvolvia uma campanha publicitária para as hoje finadas Lojas Clipper, fixou-se no santo casamenteiro brasileiro, Santo Antônio. Como se comemora a efeméride do franciscano português em 13 de junho, Dória fixou o dia anterior como motivo para se trocar presentes entre os amantes e ainda colocou um slogan bem bacana: "Não é só de beijos que se prova o amor". A campanha teve a benção da Associação Comercial de São Paulo e, hoje, a data é a terceira mais lucrativa para as lojas - perdendo para o Natal e o dia das mães.

O interessante é ver que cada país celebra o Dia dos Namorados de um jeito. Na Inglaterra, São Valentim virou Jack Valentine e dá doces às crianças. No País de Gales, é Sto. Dwynwen que abençoa os amantes em 25 de janeiro. Na Catalunha, ao contrário do resto da Espanha, existe a festividade de São Jorge para esse fim. Na Suécia, assim como o Brasil, o "Dia de Todos os Corações" foi criado por vendedores de flores na década de 60 e é celebrado em 14 de fevereiro. Na Finlândia e na Estônia, comemora-se a amizade e não a paixão (o que faz sentido). Já na Romênia, os amantes trocam presentes em 24 de fevereiro para celebrar o Dragobete.

As coisas são mais ritualísticas no Japão, onde as mulheres e homens dão presentes em dias diferentes - graças, mais uma vez, à voracidade dos varejistas. Na década de 60, uma das maiores doceiras japonesas instituiu o 14 de fevereiro para as mulheres darem chocolates aos homens, sem necessariamente serem namorados ou maridos. Um mês depois, em 14 de março, foi criado o Dia Branco, onde os homens entregavam os doces às mulheres. A coisa toda tem dois aspectos bizarros. O primeiro é que é uma obrigação para a mulher oferecer o chocolate aos homens. Sem falar que a popularidade de um indivíduo é medida pela quantidade de chocolates que recebe.

Para aqueles que estão solitários e aos que não gostam do aspecto mercantilista da comemoração, a boa notícia é que nos Estados Unidos existem duas datas anti-valentines que podem ser facilmente importadas para cá. Em 15 de fevereiro comemora-se lá o Dia da Consciência Solteira e também o St. Skeletor’s Day.

Erótika Fair quebra tabu e mostra que erotismo é bom negócio

Este resumo não está disponível. Clique aqui para ver a postagem.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Há 10 anos o Brasil perdia Dias Gomes

Publicado no Terra em maio de 2009
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Todos conhecem Dias Gomes graças ao brilhantismo que imprimiu nas novelas da rede Globo, transformando-as em mania nacional. Mais do que simplesmente um homem da TV, Gomes foi um brilhante autor teatral, que começou sua carreira muito cedo, escrevendo sua primeira peça, A Comédia dos Moralistas, aos 15 anos de idade e sendo premiado pelo Serviço Nacional do Teatro.

Alfredo de Freitas Dias Gomes nasceu em Salvador em 19 de outubro de 1922, filho de uma família de classe média que desde cedo o incentivava à cultura. Radicado no Rio de Janeiro nos anos 30, foi descoberto pelo monstro do teatro brasileiro, Procópio Ferreira, que não só conseguiu liberar sua peça, Pé de Cabra, acusada de libelo marxista, como também a encenou em várias capitais brasileiras. É interessante notar que Dias Gomes, na época, foi taxado de comunista sem nunca ter lido Marx. Na verdade, o autor era extremamente preocupado com as questões sociais brasileiras e só anos mais tarde iria se filiar ao Partido Comunista.

Escrevendo muitas peças para Ferreira (com quem acabou brigando por questões políticas), acabou sendo convidado por Oduvaldo Viana a ir para São Paulo, onde trabalhou como redator na rádio Panamericana e nas Emissoras Associadas. De volta ao Rio, dedicou-se ao mundo do rádio atuando como escritor e ator de radionovelas e programas humorísticos e trabalhando também na direção administrativa, ao mesmo tempo em que escrevia peças de teatro. Foi no ambiente das rádios que conheceu sua primeira esposa e que anos mais tarde se tornaria uma das maiores autoras de novelas da TV brasileira: Janete Clair.

Nos anos 50 foi perseguido por suas convicções socialistas e continuou a trabalhar, mas sem assinar seus textos, até que, em 1959, surgiu sua maior obra: O Pagador de Promessas. A adaptação da obra para o cinema foi o primeiro filme brasileiro a concorrer a um Oscar, além de levar a Palma de Ouro em Cannes.

Com o regime militar, Dias Gomes caiu na lista negra do governo e viu sua peça O Berço do Herói ser proibida no dia da estréia. A obra foi a base de Roque Santeiro, que também foi censurada nos anos 70 e só pôde ir para a TV a partir de 1985 com o fim da ditadura. A perseguição que lhe foi imposta pelos militares acabou causando sua demissão da Rádio Nacional. Depois disso, Gomes não teve outra escolha a não ser aceitar o convite de José Bonifácio Sobrinho, o Boni, e ir para a Rede Globo.

Em 1972, escreveu seu primeiro sucesso para a TV, Bandeira 2, obra que retratava o subúrbio carioca e o submundo do jogo do bicho. No ano seguinte foi a vez de O Bem Amado, a divertidíssima e ácida crítica ao coronelismo nordestino retratados na cidade de Sucupira, que tinha Odorico Paraguassu como prefeito. Ainda nos anos 70, tratou de desmatamento e crescimento desorganizado das cidades em O Espigão. E ainda flertou com o realismo fantástico em Saramandaia.

A partir dos anos 80, voltou a se dedicar ao teatro, colaborando apenas com algumas novelas e minisséries, como Mandala, Carga Pesada, além de Roque Santeiro. Em 1983, perdeu sua esposa, Janete Clair, vítima de um câncer de intestino. No ano seguinte, casou-se com a atriz Bernadeth Lyzio.

Nos anos 90, escreveu minisséries como As Noivas de Copacabana (1992), Decadência (1995) e Dona Flor e Seus Dois Maridos (1998). Em 18 de maior de 1999, morreu num trágico acidente de automóvel em São Paulo. Na época, estava preparando uma minissérie sobre os anos Vargas, baseada em sua peça teatral Dr. Getúlio, Sua Vida, Sua Glória. Deixou cinco filhos e uma imensa galeria de tipos brasileiros tão especiais como Zeca Diabo, Artur do Amor Divino, Sinhozinho Malta, Viúva Porcina, Dona Redonda e tantos outros.

Sonhar acordado ajuda a resolver problemas, diz estudo

Publicado no Terra em maio de 2009
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Toda a pessoa que fica vagando com a mente, imaginando mil e uma coisas na cabeça enquanto trabalha acaba sendo taxado de preguiçoso e sonhador, certo? Agora existe um motivo especial para continuar com essa prática: um novo estudo mostra que sonhar acordado estimula o setor de cérebro responsável por soluções de problemas, segundo o site LiveScience.

Kalina Christoff, da University of British Columbia no Canada, analisou, através de ressonância magnética, voluntários realizando rotinas simples como apertar botões quando números apareciam em uma tela. A pesquisadora analisou o grau de atenção segundo-a-segundo e a performance individual.

Até agora os cientistas acreditavam que somente a parte do cérebro ligada a soluções fáceis e de rotina era ativada quando a mente vaga, mas este teste mostrou que mesmo resoluções mais complexas são alcançadas nos devaneios.

Segundo Christoff, o estudo mostrou que nosso cérebro é mais ativo no sonhar acordado do que realizando tarefas rotineiras. "Quando você sonha acordado, você pode não conseguir alcançar um objetivo imediato, mas sua mente está trabalhando em questões importantes como sua carreira ou vida pessoal", afirma a especialista. A pesquisa publicada na revista especializada Proceedings of the National Academy of Sciences acaba sendo de extrema importância, mesmo porque estudos anteriores mostraram que passamos pelo menos 1/3 de nossas vidas desperta sonhando acordado.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Médico americano inventa cueca que não precisa ser lavada

Publicado no Terra em maio de 2009
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Não existe coisa pior que cueca suja, não é? Pois um estudante americano de medicina, Rob Libfeld, vendo como seus pacientes ficavam envergonhados por usar roupas de baixo cheias de marcas quando precisavam ficar muito tempo no hospital, inventou algo muito criativo: a NO-WASH UNDERWEAR ou literalmente cueca que não precisa ser lavada.

A coisa é extremamente simples, ela é amarela na frente e marrom escura atrás. Assim, as manchas provocadas pela "última gota" ou as traseiras ficam misturadas à cor da cueca. Segundo Libfeld, cuecas brancas "entregam" o usuário por qualquer mancha, e sua idéia é poder livrar as pessoas de constrangimentos. Ao preço de US$9,99, a peça de vestuário deu o que falar nos Estados Unidos e é vendida, em seu site www.nowashunderwear.com, como um ótimo presente para zombar de alguém.

Enquanto isso no Japão, cientistas desenvolveram a J-Ware, uma cueca que elimina odores, mata bactérias, absorve água e seca rápido. Além disso, é não-inflamável, anti-estática e ainda por cima é confortável. Koichi Wakata, o primeiro astronauta japonês a morar em uma estação espacial, está testando amostras desde março. Segundo Koji Yanagawa, um oficial da Agência Aeroespacial Japonesa, Wakata pode usar a mesma peça por uma semana, sem necessidade de trocá-la. "Os outros astronautas ficam muito suados, mas ele não. E não precisa estender a roupa para secar". A idéia é não só fornecer as roupas depois para a NASA, reduzindo a carga de vestuário que as missões espaciais exigem, como também vendê-la para o público em geral.

A questão que fica agora é o que acontecerá com o mercado se juntarem a J-ware com a No-Wash Underwear? Uma coisa é certa, vai ter muito homem com apenas duas cuecas no armário, para usar o ano todo.