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sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Dez ótimos filmes de viagem no tempo
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quinta-feira, 30 de junho de 2011
10 motivos pelos quais John Wayne é uma lenda masculina
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Ontem comemorou-se 104 anos do nascimento do grande John Wayne, o ‘Duke’, um dos maiores mitos do cinema e seguramente um dos grandes símbolos masculinos do século XX . Era um ator de um papel só, mas que preenchia a tela com seu carisma e força e se tornou um homem muito maior que seus 1,93m de altura. Mesmo com todas as polêmicas que cercaram sua vida (em especial uma entrevista à Playboy onde afirmou que os antepassados fizeram bem em tirar as terras dos índios e que os negros poderiam ter o mesmo direito dos brancos, desde que soubessem se comportar), ele ainda é tão querido pelos norteamericanos, que em 2011 ficou em terceiro lugar na pesquisa realizada anualmente pelo Harris Institute, abordando os artistas favoritas da América. Ele é o único falecido da lista a aparecer desde 1994. Aqui vão mais 10 fatos sobre ele:
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
10 grandes gafes do Oscar
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5. A verdade nua e crua
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
15 coisas bizarras sobre nomes em filmes
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Vamos a La Playa – 12 filmes passados na areia
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10 coisas para se comemorar em 2011
A todos, uma grande passagem de ano.
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
10 grandes musas do cinema italiano
Publicado no site da revista Alfa em dezembro de 2010quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Parabéns, Woody Allen!
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Woody Allen completa 75 anos hoje e temos que tirar o chapéu para ele. Ele é o homem que mais entende da alma feminina. Duvida? Ele conseguiu retratar os anseios da mulher de cinquenta anos com perfeição em A Outra de 1988 e vinte anos depois realizou o filme mais feminino já produzido, Vicky Cristina Barcelona, e ainda mostrou que toda mulher tem um pouco de Vicky, um pouco de Cristina e um pouco de Maria Elena, sempre em diferentes proporções. Sem contar que ele escolhe a dedo a beldade que vai colocar em seus filmes. Foi assim com Mariel Hemingway em Manhattan, a charmosíssma Diane Keaton em muitas de suas obras, Barbara Hershey em Hannah e suas Irmãs e recentemente Mira Sorvino (Poderosa Afrodite), Charlize Theron (O Escorpião de Jade), Scarlet Johansson (Match Point, entre outros) e Evan Rachel Wood (Tudo Pode Dar Certo).
- 80% do sucesso depende de você aparecer.
- Como posso acreditar em Deus se na semana passada minha língua se prendeu ao rolo de uma máquina de escrever elétrica?
- Eu não quero conseguir a imortalidade pelo meu trabalho e sim por não morrer.
- Eu não tenho medo da morte. Só não quero estar lá quando ela chegar.
- Eu fico impressionado pelas pessoas quererem conhecer o universo quando você mal consegue se achar em Chinatown.
- Basicamente minha ex-mulher era imatura. Toda vez que eu estava na banheira, ela vinha e afundava meus barquinhos.
- Eu acredito que exista algo lá fora nos observando. Infelizmente é o governo!
- Eu não acho que meus pais gostavam de mim. Eles puseram um ursinho de verdade no meu berço.
- Sua falta de educação é mais do que compensada por uma desenvolvida falência moral.
- Se você não está falhando de vez em quando, é um sinal de que você não está fazendo nada de muito inovador.
- Estou muito orgulhoso do meu relógio de bolso de ouro. Meu avô, em seu leito de morte, me vendeu este relógio.
- Na minha casa, eu sou o chefe. Minha mulher só toma as decisões.
- Parece que o mundo foi dividido em pessoas boas e más. As boas dormem melhor, enquanto os maus parecem aproveitar muito mais os momentos despertos.
- Sexo sem amor é uma experiência de sentido, mas na medida em que sentido vai, a experiências pode ser muito boa.
- Há coisas piores na vida que a morte. Você já passou uma noite com um vendedor de seguros?
- E se tudo é uma ilusão e nada existe? Nesse caso, eu definitivamente paguei demais pelo meu tapete.
- Por que o homem mata? Ele mata por comida. E não apenas por alimentos: freqüentemente, deve haver uma bebida.
- Sexo é sujo? Somente se for bem feito.
- Não fale mal de masturbação. É sexo com alguém que eu amo.
- Minha vida amorosa é terrível. A última vez que estive dentro de uma mulher foi quando visitei a Estátua da Liberdade.
- Eu sou um amante tão bom, porque pratico muito comigo mesmo.
- O principal problema da morte é o medo que pode não haver vida após a morte – um pensamento deprimente, sobretudo para aqueles que se preocuparam em fazer a barba. No lado positivo, a morte é uma das poucas coisas que pode ser feito facilmente, somente se deitando.
- Um cara bateu no meu pára-choque no outro dia, e eu lhe disse: “Sede fecundo e multiplicai”. Mas não exatamente com essas palavras.
- Meu cérebro é meu segundo órgão favorito.
- Por que arruinar uma boa história com a verdade?
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
10 carros famosos do cinema
Publicado no site da revista Alfa em outuro de 2010Link
O Salão do Automóvel está aí e nada mais apropriado do que falar dos carros que encantaram as platéias no cinema, mesmo porque automóveis e filmes tem uma relação de longa data. No cinema mudo, por exemplo, o carro era usado para fazer rir, como no caso dos Keystone Kops de Mack Sennet. Já alguns deles se tornaram “parte intergrante do pacote” como o Aston Martin de James Bond (o de Goldfinger foi leiloado ontem) e outros são verdadeiros personagens do filme, como a Kombi de Pequena Miss Sunshine. Existe até mesmo um completo banco de dados sobre o assunto no site imcdb.org (Internet Movie Cars Database). Aqui vão 10 que fizeram nossa alegria:
A Ferrari 1961 GT 250 de Curtindo a Vida Adoidado era, na verdade, uma réplica feita em fibra de vidro. Como somente 104 unidades foram produzidas, a montadora italiana recebeu inúmeras cartas de proprietários revoltados achando que o filme havia mesmo destruído um dos carros.
Agarra-me Se Puderes de 1977 trazia Burt Reynolds, mas quem ficou famoso foi o Pontiac Trans Am. Por causa do filme, as vendas dobraram em dois anos e na cena em que o carro salta uma ponte quebrada, os técnicos acabaram adaptando um motor da Chevrolet no carro para dar mais potência.
Bullit de 1968 ficou famoso por sua perseguição em San Francisco. Nela, o bandidão estava em um Dodge Charger R/T 440, que conseguia correr tanto quanto o Mustang 390 GT de Steve McQueen. Dois de cada modelo foram usados na filmagem, mas no final só sobrou um Mustang para contar a história.Um Charger foi também usado por Kurt Ruissel em À Prova de Morte de Tarantino.
Os Blues Brothers, em sua missão divina, andavam no seu indefectível “Bluesmobile” e arrasavam tudo o que encontravam na frente, de neonazistas a banda de country music. O carro era um Dodge Mônaco 1974 Sedan e ficou tão famoso que tem até website dedicada a ele, o bluesmobile.net.
No roteiro original de De Volta para o Futuro, a máquina do tempo seria uma geladeira, mas com medo que crianças se sufocassem brincando de Marty McFly, os produtores optaram por um De Lorean DMC 12, feito em aço inoxidável, justamente por seu design parecer alienígena e que assustaria as pessoas de 1955.
Os Caça-fantasmas, comédia de 1984 que no ano que vem ganha sua terceira edição, combatiam o sobrenatural em uma ambulância Cadillac de 1959 , a Ecto-1, que originalmente seria toda preta, mas como eles trabalhavam mais à noite. foi repintada de branco.
Cada década tem o Batman e o batmóvel que merece. Enquanto no filme de 1989 e em Batman Begins, o herói usava carros desenvolvidos especialmente para a produção, o Homem-Morcego utilizou um Lincoln Futura, um modelo conceitual – não vendido em série – adaptado, na série de TV e no longa de 1966.
O Interceptor de Mad Max era um Ford Falcon GT 1973, modelo de grande sucesso na Australia. Para o segundo filme, os produtores utilizaram o mesmo carro do primeiro e hoje ele está exposto no Cars of the Stars Motor Museum da Inglaterra.
O Gran Torino é praticamente um ator. Foi o carro do Dude em O Grande Lebowski, era o automóvel de James Gardner em Arquivo Confidencial e da dupla Starsky e Hutch no famoso seriado dos policiais durões e virou nome de filme (sensacional, diga-se de passagem) de Clint Eastwood.
Aqui abro uma exceção para falar de um caminhão e não de um automóvel, já que este foi um dos veículos mais assustadores da história da sétima arte, o Peterbilt 281 de 1955 do filme Encurralado, primeiro longa metragem de Steven Spielberg. Na história um caminhão persegue um infeliz motorista pelas estradas da California. Não há menor explicação do porque e como o caminhoneiro nunca aparece de corpo inteiro é a máquina que se transforma em uma força maligna. Muitos filmes já foram feitos com carros do mal, como Christine ou carros do bem como Herbie, mas nenhum deles tem a força e o impacto visual do caminhão de Encurralado.
10 frases geniais de John Cleese
Publicado no site da revista Alfa em outubro de 2010Link
Hoje é aniversário de John Cleese, um dos fundadores do Monty Python ou o sucessor de “Q” do James Bond de Pierce Brosnan ou o homem que emprestou a voz para o rei sapo de Shrek. Advogado formado por Cambridge, Cleese preferiu voltar sua dedicação ao humor escrevendo para programas de rádio ingleses e para a televisão até que em 1969 criou, com outros roteiristas, o Monty Python´s Flying Circus, um programa humorístico onde o surreal dava o tom, ao melhor estilo da comédia inglesa. A série teve três temporadas na TV e quatro longas, O Cálice Sagrado, A Vida de Brian, Ao Vivo no Hollywood Bowl e O Sentido da Vida. O comediante continuou na TV com o seriado Fawty Towers, de sua autoria, e ganhou fama internacional com o hilariante Um Peixe Chamado Wanda. Depois disso vieram os filmes de Bond, o Ned Sem Cabeça de Harry Potter e o Lyle Fynster, um dos maridos de Karen do seriado Will & Grace e chegou ainda a colaborar em um gibi do Superman que zombava da Inglaterra. Em homenagem aos seus 71 anos, aqui vão 10 afiadas frases do ator, que aliam sabedoria e sarcasmo como ninguém.
“Na Inglaterra as garotas são ou brilhantes ou atraentes. Nos Estados Unidos é diferente. Elas são as duas coisas”
“[na eulegia que fez a Graham Chapman, quando de sua morte] E eu acho que estamos todos pensando como é triste um homem de talento, um homem de tal capacidade e bondade, de inteligência incomum, assim de repente, ser levado na idade de apenas 48 anos, antes que ele tivesse conseguido muitas das coisas que era capaz, e antes que ele tivesse se divertido muito. Bem, eu sinto que eu deveria dizer: “Bobagem!” Boa viagem para ele, bastardo folgado, e eu espero que ele frite.”
“Por que alguém que nunca cometeu um crime deveria ser obrigado a escutar música country é algo além da minha compreensão”
“Eu costumava desejar muitas, muitas coisas, mas agora só tenho um desejo: me livrar de todos os outros desejos”
“Se Deus não desejava que comessemos animais, por que os fez de carne?”
“Acho que é bastante fácil de retratar um homem de negócios. Ser desagradável, cruel e incompetente vem naturalmente para mim. “
“Quem ri muito, aprende melhor. Se eu conseguir fazer você rir comigo, você vai gostar mais de mim, o que o torna mais aberto às minhas idéias. E se eu puder persuadi-lo a rir num determinado assunto que quero explicar, por rir disso, você reconhece a sua verdade.”
“A única coisa que me lembro sobre o Natal era que meu pai costumava me levar para fora em um barco por cerca de dez milhas no mar no dia de Natal, e eu costumava ter que nadar de volta. Extraordinário. Era um ritual. Entenda que isso não era o pior. A parte difícil era sair de dentro do saco. “
“Uma idéia realmente boa é sempre rastreável por um longo caminho, muitas vezes ligada a uma idéia não muito boa, que foi desencadeada por uma outra idéia que foi apenas um pouco melhor, que alguém entendeu mal, de tal maneira que, em seguida, disse algo que era realmente muito interessante. “
“A tecnologia me apavora. É projetada por engenheiros para impressionar os outros engenheiros. E sempre vem com manuais de instruções que são escritas por engenheiros para engenheiros. E é por isso que na maioria das vezes a tecniologia não funciona”
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Bons e maus policiais no cinema
Publicado no site da revista Alfa em outubro de 2010Link
Já que o assunto da vez é o Capitão Nascimento (desculpe, mas ainda não vou conseguir chamá-lo de Coronel) e seu BOPE em Tropa de Elite 2, vale a pena dar uma olhada em alguns policiais que foram eternizados no cinema, tanto por serem durões pacas (ou como diriam na língua do bardo, badasses) ou corruptos demais e aqueles mais idealistas.
Chefe Harlan Quilan em A Marca da Maldade (1958): estrelado e dirigido por um imenso Orson Welles (que foi demitido da direção já na pós-produção), o clássico mostrou dois extremos da força policial, o correto oficial da divisão de narcóticos interpretado por Charlton Heston e o extremamente corrupto chefe de polícia (Welles) na investigação do assassinato de um empreiteiro em uma cidade na fronteira com o México. A abertura do filme, uma sequencia de três minutos sem cortes acompanhando um carro com uma bomba dentro, virou clássica.
Virgil Tibbs em No Calor da Noite (1967): um policial negro de Nova York tem que investigar um assassinato em uma cidade racista pacas no sul dos Estados Unidos. O filme tem os geniais Sidney Poitier e Rod Steiger e uma de suas frases entrou para o as 100 melhores da história do cinema. Quando o policial racista lhe pergunta “como é que tem chamam na sua cidade, crioulo?”, Poitier simplesmente dispara “Eles me me chamam de Sr. Tibbs”.
Dirty Harry em Magnum Force (1973): na segunda aventura de Clint Eastwood como o policial harry Calaham, ele precisa um esquadrão da morte repleto de policiais corruptos, que matam aqueles que são considerados indesejáveis na cidade de San Francisco. Nada que uma Magnum 44 na mão não resolva.
Frank Serpico em Serpico (1973): cinebiografia do policial novaiorquino que se recusava terminantemente a receber propina e acabou não só sendo isolado pelos colegas, como correu perigo de vida e levou a uma mega investigação na polícia de NY. Al Pacino levou o Globo de Ouro por sua interpretação.
Stansfield em O Profissional (1994): Gary Oldman dá um show de interpretação na pele do policial Norman Stansfield, que lidera um negócio de drogas em NY e está atrás da garotinha Mathilda (Natalie Portman, então com 12 anos de idade), única testemunha do massacre de sua família.
Bud White em Los Angeles – Cidade Proibida (1997): no moderno filme noir de Curtis Hanson, o foco é a força policial de Los Angeles nos anos de 1950. Com tipos como o policial galã de Kevin Spacey e CDFs como Guy Pearce, o detaque vai para o brutamontes de Russell Crowe, que prefere fechar os olhos para os esquemas de corrupção do lugar até que se torna um alvo.
Detetive Alonzo Harris em Dia de Treinamento (2001): Denzel Washington abandonou o papel de mocinho e assumiu a pele do corrupto, violento e imoral Alonzo, policial da divisão de narcóticos em Los Angeles e acabou levando uma estatueta do Oscar com isso, provando que o crime compensa (pelo menos nas telas). Duvido você não ficar com raiva do cara.
Billy Costigan e Colin Sullivan em Os Infiltrados (2006): de um lado um policial fingindo ser bandido (Di Caprio) e do outro um bandido tentando ser policial (Matt Damon), numa produção menor de Martin Scorcese (refilmagem do chinês Infernal Affairs) que acabou lhe dando o Oscar de Melhor Diretor e levou também o de melhor filme do ano.
12 filmes de gangues que você não pode perder
Publicado no site da revista Alfa em outubro de 2010Link
Ainda na esteira dos 20 anos de Os Bons Companheiros e na eminência de mais uma série de TV falando de Máfia (e com a chancela de Scorcese), Boardwalk Empire, aqui vão 12 imperdíveis filmes com grupos de criminosos dos mais diversos tipos e estilos. Só deixamos a saga O Poderoso Chefão de Copolla de fora da lista, porque já virou obrigatória e hour-concour, portanto se você não viu, não merece nem ler o resto.
1. Scarface, A Vergonha de uma Nação (1932): todo mundo fala da versão de Al Pacino, mas Howard Hawks chocou os EUA com um filme tão violento que ficou dois anos na gaveta esperando ser liberado pela censura (conseguiu mas com um texto alertando para o fato de que o crime é ruim). Paul Muni é Tony Camonte, criminoso que ascende ao topo de um bando de gangster depois de matar seu chefe. Para completar tinha uma paixão incestuosa pela irmã, envolvida com um de seus homens de confiança, George Raft (que acabou criando um dos personagens mais marcantes do filme, o gangster que jogava uma moeda para cima e para baixo. Até o Pernalonga o imitou).
2. Fúria Sanguinária (1949): outro clássico imperdível e estrelado pelo grande ás do gênero, o baixinho enfezado James Cagney (que na verdade era um exímio bailarino e sapateador, mas ficou marcado pelos tipos brutos que interpretou em filmes de gangster). Ele é Cody Jarret, um psicótico líder de gangue com um complexo materno que deixaria Freud louco. A sequencia final, após a fuga da cadeia, com Cagney no alto de um tanque de combustível gritando “veja mamãe, cheguei no topo do mundo” é uma das mais marcantes na história de Holywood.
3. Onze Homens e um Segredo (1960): a refilmagem com Clooney e seus amigos é bem simpática, mas a versão original com o famoso Rat Pack de Frank Sinatra (com Dean Martin, Sammy Davis Jr, Peter Lawford e Joey Bishop) tem um estilo inconfundível de uma época que não volta mais, além de um final completamente inesperado e que dificilmente alguém teria coragem de colocar em um filme atual (Steven Soderbergh não teve).
4. À Queima Roupa (1967): o sempre durão Lee Marvin em mais uma parceria com o diretor inglês John Boorman (os dois fizeram o incrível Inferno no Pacífico juntos) na história de um criminoso que busca vingança contra a ex-esposa e o ex-parceiro e procura recuperar sua parte proveniente de um antigo assalto, enquanto enfrenta uma poderosa organização criminosa, disfarçada de operação legal. Reconheceu a história? Foi refilmada com Mel Gibson como O Troco. Um dos filmes favoritos de Martin Scorcese.
5. Laranja Mecânica (1971): não é preciso o paletó e o sotaque italiano, nem mesmo localizar a história nos EUA para se fazer um filme sobre gangues. Stanley Kubrick adaptou o livro de Anthony Burgess um jovem deliquente, Alex de Large, que com sua gangue aterroriza os pobres ingleses do futuro e, capturado, aceita fazer parte de um programa de reabilitação experimental que leva a uma aversão à violência (e a Bethoven) por parte do paciente. Você nunca mais vai relacionar a música “Cantando na Chuva” somente com Gene Kelly depois desse filme.
6. Warriors – Selvagens da Noite (1979): fantasia transadíssima do diretor Walter Hill que causou tumulto entre gangues reais no cinema na época do lançamento, mas hoje parece até história em quadrinhos filmada. A cidade de Nova York é palco de um conclave de gangues com nomes geniais (The Furies, The Boppers, The Hi-Hats, The Lizzies, The Turnbull AC’s, The Gramercy Riffs) e depois de serem acusados de ter matado o líder da maior delas, o pessoal do Warriors deve fugir do Bronx a Coney Island e escapar da fúria de cem mil inimigos.
7. Era uma vez na America (1984): Sergio Leone deixou o faroeste de lado para fazer a lírica e trágica saga de uma gangue de judeus no bairro de East End de Nova York, desde a era da Lei Seca nos anos 1920 até o reencontro da turma nos anos 1960 e ainda contou com os talentos de Robert De Niro, James Woods, Joe Pesci e da sempre estonteante Jennifer Connely, então com apenas 14 anos de idade. Destaque para a música belíssima de Ennio Morricone.
8. Cães de Aluguel (1992): o filme de estréia de Quentin Tarantino conseguiu revolucionar o gênero, aliando elementos antigos e esquecidos dos filmes clássicos com inovações como história não-linear e personagens marcantes, mas sem nome (somente apelidos como Sr. Black, Sr. Pink etc), numa história sangrenta sobre um assalto a uma joalheria. Contar mais é entregar o filme. Obviamente que depois de assistir esse, é obrigatório ver Pulp Fiction, Kill Bill e Bastardos Inglórios e entrar em eternas discussões sobre qual é o melhor filme do diretor.
9. Os Suspeitos (1995): talvez uma dos mais brilhantes usos de linguagem cinematográfica no cinema americano, brincando com o fato de que você é um espectador. Dirigido pelo então estreante Bryan Singer (X-Men) e magistralmente estrelado por Gabriel Byrne, Stephen Baldwin, Benicio Del Toro, Kevin Pollack, Chezz Palminteri e Kevin Spacey (que ganhou o Oscar de ator coadjuvante), é um daqueles filmes onde você nunca vai poder contar nada, especialmente o final ou perde a graça. Se não viu, compre já e assista com um grupo. Em tempo, o nome original, The Usual Suspects vem de uma frase de Casablanca, “round up the usual suspects” (prenda os suspeitos de sempre).
10. Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes (1998): o filme que lançou Guy Ritchie (ex-Sr. Madonna) na direção e os brutamontes Jason Statham (Adrenalina) e Vinnie Jones (60 Segundos) como atores. Quatro pobretões londrinos acabam devendo meio milhão de libras depois de um mal sucedido jogo de poker e tem uma semana para recuperar o dinheiro. Enquanto isso, o filme desfila os tipos mais estranhos possíveis, como Harry “Machadinha”, Barry “Batista” e Nick “o Grego” das mais variadas gangues com os mais variados sotaque. Ritchie acabou repetindo a fórmula depois no genial Snatch – Porcos e Diamantes e recentemente no divertido Rock’n'rolla - A Grande Roubada.
11. A Outra História Americana (1998): um filme que aborda um outro tipo de gangue, aquela movida por ódio racial. Um Edward Norton sarado faz um ex-líder de um grupo de neo-nazistas skinheads, que depois de cumprir pena por assassinato busca a todo custo tirar seu irmão menor (Edward Furlong de O Exterminador do Futuro II) do mesmo caminho que ele seguiu. Destaque para a chocante cena da morte do desafeto de Norton no meio-fio e da reconstrução do personagem dentro da penitenciária.
12. Cidade de Deus (2002): não é ufanismo, nem repetição, mas não dá mais para se falar em filmes de gangue ou de crime sem citar o classicão de Fernando Meirelles. Se você duvida cheque o IMDB, maior site de cinema do mundo. O filme aparece em 19o lugar entre os 250 melhores filmes já feitos e em sétimo no gênero “crime”, e isso por votação dos gringos. A história você já conhece: na famosa favela carioca, moço que se esquentava quando chamado de Dadinho, domina o crime local e começa a combater outras gangues, enquanto acaba criando seus maiores inimigos. E ainda nos faz pensar que se aqui fosse Holywood, alguém já teria a idéia de fazer Zé Pequeno versus Capitão Nascimento, o filme.
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Dez grandes cenas de tiroteio que você não pode perder
Publicado no site da Revista Alfa em setembro de 2010Link
Foram lançados recentemente três grandes filmes do mestre da violência Sam Peckinpah em primorosas edições em DVD: Pat Garret & Billy The Kid (1973), Tragam-me a Cabeça de Alfredo Garcia (1974) e Assassinos de Elite (1975). Peckinpah, que se consagrou no início de sua carreira com faroestes de qualidade, foi o diretor que primeiro colocou nas telas o recurso da câmera lenta nas cenas de tiroteio e acabou inspirando várias gerações de cineastas (Quentin Tarantino que o diga). Em homenagem a ele, preparei uma lista de dez incríveis cenas onde o banho de sangue é tão bem filmado, que se torna lírico.
1. William Holden e sua gangue versus o exército mexicano em Meu Ódio Será Sua Herança (1969): esqueça o título brega. Este é um dos melhores westerns já feitos, mostrando um bando de assaltantes de bancos que se refugia no México e se envolve com um perverso general. A cena final, que levou 12 dias para ser feita, com quatro caras duelando com todo um exército (contrastando com a cena inicial onde crianças jogam um escorpião em um formigueiro) é clássica e imperdível. A direção é do Peckinpah.
2. Tom Hanks e sua tropa versus os alemães em O Resgate do Soldado Ryan (1998): para muitos, o começo do filme é um verdadeiro chute no estômago com corpos dilacerados, o mar tingido de vermelho e muitos soldados gritando “medic!” em meio ao desespero da invasão da Normandia. Qualquer filme de Segunda Guerra feito antes desse clássico acabou perdendo a graça. E isso tudo vindo do cara que nos deu E.T.
3. Keanu Reeves e Carrie-Anne Moss versus os seguranças em Matrix (1999): segundo um conhecido, essa é a propaganda de óculos escuros mais cara da história, mas não dá para não se impressionar com o bailado dos dois atores e quantidade de balas disparadas no lobby do edifício até a chegada ao elevador. Dá até para esquecer a pseudo-filosofia do roteiro complicado.
4. Al Pacino versus os inimigos de sua famiglia na saga O Poderoso Chefão (1972, 1974 e 1990): caso você nunca tenha prestado atenção ou assistido os três filmes (o que, desde já registro, é um crime sem perdão), cada capítulo começa com uma festa e termina com um massacre com eventuais assassinatos no meio da história. Só que não dá para não ficar de boca aberta com a maestria que Coppola filma cada morte. E são tão originais, que é quase impossível escolher qual é a melhor.
5. Os ‘Federais’ versus Warren Beaty e Faye Dunaway em Bonnie & Clyde, Uma Rajada de Balas (1967): Bonnie Parker e Clyde Barrow foram dois assaltantes de banco que infernizaram o pacato interior dos Estados Unidos nos anos 30 e tiveram sua vida (e morte) levada às telonas pelas mãos do diretor Arthur Penn. A cena final reproduz com perfeição o fim do casal de bandidos já que, na história real, mais de 130 tiros foram disparados pelas forças policiais em direção ao carro onde se encontravam e segundo reza a lenda, mais de 50 balas foram retiradas de cada um dos corpos.
6. Al Pacino versus a gangue de Sosa em Scarface (1983): a adaptação do clássico de 1932 para os anos de 1980, com todo o requinte de crueldade que a época exigia, marcou toda uma década, em especial pela cena da morte de Tony Montana, que enfrenta o bando rival com sua metralhadora e altas doses de cocaína e ainda grita “diga oi para meu amiguinho”.
7. Robert De Niro e Val Kilmer versus a polícia de Los Angeles em Na Linha de Fogo (1995): para muitos gringos, a campeã em termos de tiroteio é a sequência do assalto ao banco no centro de L.A., onde o realismo da ação impressiona pelos inúmeros carros sendo destruídos pelas balas, pedestres fugindo desesperadamente e a única trilha sonora é o som dos tiros.
8. O batalhão de Brad Pitt versus os nazistas em Bastardos Inglórios (2009): Tarantino vingou as vítimas do holocausto colocando um batalhão de judeus massacrando Hitler e o alto comando alemão e distorcendo toda a história da II Guerra. Acontece que o diretor aprendeu a trabalhar a tensão antes de começar a disparar cartuchos e assim a sequencia da cervejaria do porão está destinada a se tornar clássica .
9. Seu Jorge versus a gangue de Leandro Firmino em Cidade de Deus (2002): melhor filme brasileiro dos últimos 20 anos, essa obra-prima não economiza balas, cartuchos e palavrões em suas cenas, especialmente na batalha entre as gangues da favela. Um dos grandes e inequecíveis destaques é a cena em que Mané Galinha parte para se vingar a morte de seu irmão e tio e o estupro da namorada, atacando sozinho o bando de Zé Pequeno e entrando a partir dali, numa vida de crimes.
10. Chloe Moretz versus os mafiosos de Mark Strong em Kick-Ass Quebrando Tudo (2010): o filme passou despercebido nos cinemas brasileiros, mas pode ser encarado como um Tarantino para teenagers. A sequencia final com Hit Girl, a garotinha mais desbocada das telas, massacrando sozinha o bando de Frank D´Amico ao som do tema de Por Uns Dólares A Mais é de trazer lágrimas aos olhos. Desde que, obviamente, você não leve muito a sério.







