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segunda-feira, 24 de maio de 2010

Como usar redes sociais para alavancar sua vida profissional

Publicado no Terra em maio de 2010
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Em 2005 o Orkut chegava ao Brasil e muitos abraçaram a rede social como uma forma de encontrar amigos, fazer parte de grupos e ter uma sala de estar virtual para longos e bons bate-papos. Deu no que deu e o país chegou rapidamente ao posto número um de usuários inscritos. Depois dele vieram o MySpace (sem muito sucesso aqui), o Facebook, o Digg, entre outros até a explosão do Twitter. Isso sem contra as redes profissionais como LinkedIn e Plaxo. O que começou como brincadeira para a molecada e jovens adultos, se transformou em uma arma de marketing e comunicação poderosa. Hoje não tem empresa séria nesse mundo que não está com sua página em alguns destes sites e trabalha arduamente em busca de relacionamento com clientes, colaboração no desenvolvimento de produtos, reforço na marca e também, obviamente, vendas.

Acontece que as redes não deveriam ser só diversão para o pobre mortal. Através dela você pode conhecer potenciais parceiros, fornecedores e clientes, se projetar como profissional e descobrir muitas possibilidades de crescimento pessoal e profissional. É assim que pensa Béia de Carvalho, criadora do 5 Years From Now, uma empresa dedicada a desenvolver seminários e workshops voltados à famosa pergunta: onde você quer estar daqui a cinco anos? Em entrevista para o Terra, Beia falou sobre como vê a internet hoje e como você pode usá-la para conseguir alavancar sua carreira e seus negócios.

Terra: O New York Times publicou uma matéria mostrando que os jovens americanos estão preocupados com a exposição de suas vidas na internet. É uma contra-reação?
Béia de Carvalho: Nos meus workshops, eu começo dizendo que pela primeira vez nas nossas vidas que estamos vivendo uma mudança de era. Porque, até então, nós só estudamos como foi drástico sair de uma era medieval para uma renascentista ou da era pré-industrial para a industrial. Só que nós estamos vivendo isso, mas queremos que tudo fique igual. Existem aqueles que abraçaram esse novo tempo, os que estão com um pé lá e outro cá, e as pessoas que acham que isso é só uma "modernice". E alguns conceitos como o que é trabalho, o que é escritório, que antes você sabia responder, mudaram. E em tudo isso, o que é pessoal e profissional também se alterou.

Então privacidade mudou?
Há muros que separavam pessoal do profissional que caíram e um deles é a privacidade. O que é meu privado e o que não é? Existem informações pessoais que você quer divulgar conscientemente de forma pré-calculada e premeditada. Por outro lado, existem ferramentas de compartilhamento poderosas e absolutamente democráticas e a exposição é tão celebrada, que uma pessoa pode não ter um discernimento dessa privacidade. Uma criança pode usar esses recursos, mas muitas vezes nós, adultos, acabamos agindo como elas. Mesmo porque estamos engatinhando nisso tudo.

Segundo outra pesquisa recente, tecnologia traz a felicidade porque dá sensação de liberdade e controle e se a gente for ver é um sentimento meio que infantil, algo como ¿agora eu posso¿.
Do mesmo jeito que existe o analfabeto funcional, aquele que conhece as letras do alfabeto, mas não consegue ler, tem a mesma figura nas questões de tecnologia, o analfabeto digital funcional, que sabe usar alguns recursos, mas não tem uma visão completa deles. Eu vejo nas redes sociais pessoas que estão com endereço de casa, todos os telefones que possui, e isso parece meio infantil da parte dela. É uma exposição desnecessária. Li a entrevista de uma cientista em uma revista que disse que a única coisa que a gente não sabe das consequências, porque o homem nunca fez isso, é abrir mão da sua privacidade.

E como usar as redes sociais conscientemente e profissionalmente?
Primeiramente você deve entender que assim como na publicidade normal, você pode colocar o mesmo anúncio na Playboy e na Exame, sabendo que o leitor vai vê-lo em momentos diferentes, ou seja, na primeira relaxado tomando uma cerveja e, na segunda, no escritório. As diversas redes têm suas características para os diversos tipos de mensagens que você quer passar. O LinkedIn é formado por pessoas que estão procurando oportunidades de emprego. O usuário do Facebook "está de férias", é mais anárquico. Tudo depende do seu propósito.

Pegando o LinkedIn, o que dá para se fazer lá que pouca gente sabe ou usa?
Ele tem o visual mais careta do mundo, mas você pode descobrir recursos bárbaros nele. Por exemplo, no seu perfil lá você pode colocar uma apresentação que fica logo abaixo do seu currículo, o que é ótimo para quem é fotógrafo, diretor de arte, arquiteto ou qualquer profissional que mexe com imagens, e que expor o seu trabalho. Pequenos empresários podem achar espelhos de suas empresas e ver como elas se expõem, que tipo de grupos elas são associadas. Você pode montar enquetes para sua base.

E como usar um Facebook ou Orkut com um propósito?
A coisa que todo mundo faz de apresentar amigos a outras pessoas de forma anárquica, pode ser feita com o objetivo de formar grupos com interesses em comum, até entendendo que a nova era é a era da colaboração. Seu propósito é formar parcerias, trazer clientes para seu negócio, arrumar um emprego, então você tem de entender o que é uma rede social, que é para colaboração, e jogar esse jogo, ou seja, colaborar. Para isso, dispa-se dos conceitos da era passada e não faça o jogo do esperto. E um ponto importante para entender é que envolve propósito, disciplina e resultados em longo prazo.

E existe a possibilidade de você travar conhecimento com gente do mundo todo.
O meu ponto é que isso todo mundo faz, mas quem faz negócios com essas pessoas? Você sabe o que essas pessoas fazem? A globalização, para muita gente, ainda é coisa de grandes empresas. Justamente porque você tem banda larga e porque as coisas podem ser feitas facilmente, você é o cara da vez. O engraçado é que em algumas tribos das classes mais baixas têm mais consciência disso que nas altas esferas. Veja os MC´s da periferia, que compõe e trocam idéias com gente do mundo todo.

Nós falamos que uma das maneiras não coerentes para estar na net é a exposição desnecessária. O que mais você apontaria como ¿erro grave¿?
Tem uma parte do workshop onde uma pessoa critica a presença na net da outra. E uma das coisas que mais aparece é a foto de apresentação da pessoa. Por que alguém se mostra de perfil? Ou ainda, para que mostrar você pequeno com a Torre Eiffel no fundo? Ou sério quando você é uma pessoa animada? Se você tem o propósito de investir na sua imagem pessoal nas redes, precisa colocar uma foto que mostre quem você é. A nova era não faz distinção entre real e virtual e se no mundo real você vai engraxar seu sapato para fazer uma boa figura, no virtual precisa prestar atenção na sua foto.

Muita gente alerta para o fato de que o pessoal que trabalha com RH entra nas redes sociais para ver em que grupos você está afiliado e tentar traçar o perfil verdadeiro do candidato. O que você pensa disso?
Eu acho isso meio leviano. Obviamente que se você entrar no perfil de alguém e um dos grupos é "nazistas, aqui vamos nós", você entende que o cara não quer ser contratado por ninguém ou quer um emprego de mercenário. Fora os extremos, se você vê grupos não sérios e tira a conclusão que a pessoa não é séria, então é leviano.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Por motivos profissionais homens recorrem à plástica

Publicado no Terra em abril de 2010
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Aparentar ser mais jovem do que é sempre foi o objetivo das mulheres, desde antes do surgimento da cirurgia plástica. Foi o que sustentou o aparecimento da maquiagem, dos corsetes e da indústria de moda. Para o homem bastava ser viril e envelhecer com dignidade (mesmo porque muita gente acha que o homem fica até mais bonito quando envelhece). Hoje a coisa mudou muito. Cerca de 30% das cirurgias estéticas no Brasil são realizadas no público masculino, mas a principal motivação supera a beleza. Eles querem estar com um ar mais disposto e menos rigoroso para serem mais admirados e respeitados no ambiente de trabalho.

Segundo o cirurgião plástico Wagner Montenegro, o mercado de trabalho está valorizando homens com experiência, aparentem vigor e isso está colaborando por uma maior procura por tratamentos estéticos e cirurgias de rejuvenescimento, especialmente as faciais. E mais: ao contrário das mulheres, homens querem interferências cirúrgicas que pareçam o mais natural possível e que as pessoas não notem que eles passarm por uma plástica. Em entrevista para o Terra, o especialista contou mais sobre as motivações e os cuidados para uma cirurgia facial.

Terra: No final das contas, o homem está se tornando mais vaidoso?
Wagner Montenegro: O que a gente vê mesmo é que está havendo um aumento de pacientes homens que estão preocupados com eles mesmos, então fazem ginástica, se alimentam bem, vão a nutricionista, fazem prevenção e em geral estão no peso. É a pessoa que aparece para fazer lipoaspiração dos pneus laterais ou quer resolver a questão de gordura nas mamas e procuram uma melhora do aspecto facial, tudo com o objetivo profissional.

E o que é mais solicitado pelos pacientes em termos de correções faciais?
Uma das cirurgias mais procuradas são as plásticas de pálpebra, quando o paciente tem a pálpebra superior caída ou bolsas embaixo dos olhos. Isso dá um aspecto de cansaço e de envelhecimento também. Eu já tive, por exemplo, uma solicitação de um paciente da área administrativa, que tinha um aspecto muito bravo, e os subalternos acabavam tendo medo de se aproximar da pessoa, achando que iam tomar bronca, justamente porque sua pálpebra superior apresentava uma queda grande. E isso foi corrigido em cirurgia.

A cirurgia é um primeiro recurso ou um último recurso? Como isso funciona na cabeça dos pacientes?
Dependendo do problema que a pessoa tem, parte-se para procedimentos não-cirúrgicos que são preenchimentos, peelings, aplicação de toxina botulínica para tirar rugas dinâmicas etc. Às vezes o paciente vem e quer, por exemplo, melhorar só o nariz, já que tem a ponta caída e dá um ar não muito agradável e busca uma melhora específica. O objetivo é sempre o mesmo, melhorar o aspecto visual?

No caso do rosto, existem pré-requisitos para passar por uma cirurgia plástica?
No rosto não há tantas restrições para a cirurgia, a não ser ter indicação clínica para o procedimento. Se o paciente está 20, 30 quilos acima do peso, aí há certa dificuldade de se fazer uma plástica completa no rosto, mas mexer na pálpebra, nariz ou para preenchimentos, isso é possível.

Muitos políticos acabam fazendo a cirurgia nas bolsas debaixo dos olhos para parecer mais simpáticos. Depois da cirurgia, existe o perigo delas voltarem?
Não, todas nós temos três bolsas embaixo e duas bolsas em cima dos olhos. Quando retiramos essa bolsa, a capacidade de armazenar gordura nessa região desaparece. O que acontece é que com a idade a musculatura dessa região passa a não conseguir conter as estruturas internas no lugar correto e vai cedendo a musculatura que existe embaixo da pálpebra e ela começa a ficar abaulada e, nesses casos, fazemos uma cirurgia de reposicionamento de bolsa e de reforço muscular. Obviamente que existem pessoas que geneticamente tem uma bolsa maior que aparece pelos seus 27 anos de idade.

Existem pessoas que tem a aparência de estar com olheiras o tempo todo. Porque isso acontece e como resolver?
Tem olheira que vem de uma pele escura e está associada a uma quantidade de pele maior que o normal. Então nesse caso tiramos a pele extra para clarear. Normalmente acontece em pacientes descendentes de portugueses e árabes. Outra coisa que causa olheira é uma queda da face, onde a parte logo abaixo do olho dá uma descida e fica um sulco fundo que quando você apalpa, sente o osso. Aí já é outro procedimento.

Além do aspecto visual, a cirurgia acaba mexendo no psicológico do paciente? Imagino que ele ganhe autoestima.
É interessante porque tive uma paciente que me procurou há tempos, querendo uma cirurgia porque havia saído do emprego e estava participando de uma série de processos seletivos e não se sentia esteticamente bem. Nesse caso específico realizamos plástica de pálpebra e de nariz, além de tirarmos algumas rugas. Logo conseguiu uma recolocação e em um ano trocou três vezes de emprego. Porque além de ser eficiente, ela me afirmou que ia para as entrevistas muito segura de sua aparência.

Como é o procedimento da cirurgia de pálpebra?
É feito ambulatoriamente, em um centro cirúrgico adequado, dura cerca de uma hora e meia e tem alta no mesmo dia. Normalmente depois uma semana retira-se o pontinho e o inchaço desaparece rapidamente.

Qual o cuidado que o paciente deve ter ao escolher um médico? Como identificar se o centro cirúrgico é seguro?
Ele tem de saber se o centro tem alvará na Vigilância Sanitária para esse tipo de procedimento. Cada centro cirúrgico tem um alvará específico: porte 1 para pequenos procedimentos com anestesia local, porte 2 para pequenos procedimentos com sedação, porte 3 é para bloqueios (anestesia peridural, por exemplo), e porte 4 para anestesia geral. No caso da cirurgia de pálpebra usamos anestesia local.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Responda às terríveis perguntas das entrevistas de emprego

Publicado no Terra em abril de 2010
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O comediante Jerry Seinfeld disse que um primeiro encontro é como uma entrevista de emprego, só que dificilmente no segundo caso você vai acabar nu quando ela acabar, e ele não pode estar mais certo. Isso porque qualquer coisinha que você disser errado pode passar a impressão que você não é aquilo que a empresa (ou pessoa) está procurando e colocará tudo a perder.

Acontece que entrevistas são uma grande incógnita porque não só envolvem sua experiência profissional e capacidade de expô-la de maneira vendedora, mas também o humor do entrevistador, a disposição de estar lhe atendendo apesar das outras cinco mil coisas que ele ou ela tem a fazer durante o dia, e também à sua competência em entrevistar.

E existem algumas questões que são meio padrão na entrevista. E também, não é lenda, as famosas perguntinhas capciosas para testar sua integridade como ser humano e como profissional. E tem aquelas tão terríveis que você passa a esperar a qualquer momento a famosa pergunta consagrada pelo grupo inglês Monty Python, "Qual é a velocidade média de uma andorinha em voo?". Conversamos com a consultora em Executive Coaching no Centro de Carreiras da Associação de ex-alunos da Fundação Getúlio Vargas e executiva de gestão de pessoas Marisa dos Santos para saber qual a melhor maneira de responder a essas questões sem mentir ou dissimular (mesmo porque um entrevistador experiente capta no ato que está conversando com um personagem, e não com uma pessoa, e o que está em jogo é um emprego de longa duração, e não o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante).

A dica principal para se dar bem antes deste encontro fatídico é pesquisar bem a empresa na qual você pretende trabalhar (seu histórico, cultura, valores, desempenho no mercado etc). "Também é importante ter claro as suas maiores realizações profissionais, como você resolveu grandes problemas e como inspirou equipes", explicou Marisa, ¿e na hora de falar, seja claro e breve, e enfatize as suas competências que sejam relevantes para a posição que você está concorrendo¿. Com isso fica muito confortável responder ao interrogatório do contratante e abaixo relacionamos nove perguntas que podem surgir no meio do caminho e como respondê-las de maneira elegante.

1.Fale de sua vida profissional
É a mais aberta e ampla pergunta que pode surgir numa entrevista. Dá vontade de você falar de suas inspirações profissionais desde três gerações anteriores quando seu tataravô Luis Chumbo Quente chegou às terras brasileiras. O ideal, porém, é fazer um resumo muito breve enfatizando os fatos mais significativos e recentes, e que possam ter relevância para a empresa à qual você está concorrendo à vaga (e daí a pesquisa é importante). A partir do resumo, você permite que o entrevistador faça novas perguntas em cima dos detalhes.

2.Por que você quer sair da empresa que está hoje?
Porque você odeia seu chefe, seus colegas, o dono da empresa e até mesmo o fundador, não é mesmo? Só que isso não se fala na entrevista. "Nunca fale mal das empresas nas quais já trabalhou, muito menos de ex-colegas, mas não negue as divergências que possam ter havido em relação à forma de abordar problemas", explicou Marisa. Se você pesquisou sobre a empresa e sobre o cargo, responda que tem interesse em contribuir mais, aprender mais e, portanto ser mais reconhecido desenvolvendo atividades a aquele cargo. Não é mentir ou omitir nada. É mostrar aquilo que você quer.

3.Por que você foi demitido da empresa X?
Lição básica: desabafos sobre como você foi um injustiçado nas mãos dos seus terríveis ex-patrões, ex-colegas, ex-clientes, você faz para a sua mãe, seu pai, seus amigos íntimos ou para seu terapeuta (este último, o único da lista que é pago para isso). Na entrevista, você, de maneira honesta e polida, aponta as divergência que surgiram entre você e os profissionais da antiga empresa sobre como conduzir, resolver ou abordar os problemas ou criar soluções, ou explique que houve reestruturação. Nunca fale mal de ninguém.

4.Como você é trabalhando sob pressão?
OK, ninguém, por mais que a pessoa diga o contrário, consegue aguentar pressão por muito tempo sem afetar a saúde física ou mental ou emocional (ou todas as anteriores). Só que, segundo a consultora, para responder a essa pergunta, você deve fazer a si mesmo outra indagação: você se sai melhor ou pior com pressão? Se você consegue administrar tanto a pressão como a falta dela, pontue, dê exemplos.

5.Qual é a sua pretensão salarial?
Se você se preparou para a entrevista e pesquisou a empresa e o mercado, deve saber qual o salário que ela pratica hoje. Se não conseguiu a informação, pergunte a faixa que a empresa trabalha e explica se isso os valores estão adequados ou não. Não se esqueça de contabilizar benefícios.

6.O que lhe interessa na nossa empresa?
Mais uma vez, a pesquisa prévia cai como uma luva para essa questão. Se você fez essa lição de casa, fica fácil explicar os motivos.

7.O que você pode acrescentar à nossa empresa?
Lembra-se da frase de Kennedy: "Não pergunte o que seu país pode fazer por você e, sim, o que você pode fazer pelo seu país". Esse é o caso. Marisa explica que se você sabe quais são seus pontos fortes (lembrando que você não é o Superman), relate como as suas competências e habilidades como, por exemplo, estabelecer prioridades, identificar problemas e usar sua experiência e energia para resolvê-los. E também mencione suas realizações, ancoradas nessas competências.

8.Onde você se vê daqui a cinco anos?
Na cabeça passa "morando numa ilha, com um iate e cercado de mulheres deslumbrantes", mas a vida real é outra por isso, se você conhece a empresa que está contratando e sabe de suas competências, pode iniciar a resposta com "em uma empresa como esta" e falar brevemente de suas expectativas e do que você pode realizar e os resultados que pode trazer.

9.Como seria para você ter que responder para alguém mais novo, ou para uma mulher, ou para um estrangeiro etc?
"Se você tem uma dessas dificuldades, tente se tratar antes da entrevista", dispara Marisa dos Santos.

10.Qual a velocidade média de uma andorinha em voo?
Segundo o matemático Jonathan Corum, em um artigo para o site style.org, a andorinha européia voa a 11 metros por segundo. E, em tempo para quem assistiu "Em Busca do Cálice Sagrado", as capitais da Assíria foram Ashur (ou Qalat Sherqat), Calah (ou Nimrud), Dur Sharrukin (ou Khorsabad) e Nineveh.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Netiqueta ou como se portar usando os recursos da tecnologia

Publicado no Terra em março de 2010
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Por mais que existam pessoas que afirmem conseguir viver sem internet ou celular, no mundo corporativo essas ferramentas são fundamentais para o sucesso profissional. E-mail, mensageiros eletrônicos, telefone fixo e celular etc fazem parte do cotidiano das empresas e mesmo a utilização dessas ferramentas exigem a prática de algumas regras de etiqueta e educação, já que muita gente ainda as consideram "terra de ninguém", segundo a consultora de imagem Lilian Riskalla.

Assim, reunimos algumas dicas básicas para que você seja encarado como um profissional consciente e maduro, mesmo se seu interlocutor não esteja no mesmo local que você.

Ao atender ou receber ligações

Se você tiver de fazer alguém esperar ao telefone, não o faça por mais de um minuto.

Se você não pode atender a ligação ou continuar a conversa, explique o que ocorre e ligue de volta.

Ao fazer uma ligação, espere o telefone tocar pelo menos cinco vezes. E é de bom tom, depois de se identificar, perguntar se o momento é conveniente para a conversa e em caso de resposta negativa, agende um horário para a ligação.

Em conversas profissionais, nunca fale fumando ou mascando chiclete.

Ligações por celular

Regra básica e ignorada pela maioria das pessoas: não se fala ao celular dentro de um elevador. Ninguém é obrigado a compartilhar seu papo.

Em almoços, jantares ou eventos de negócios, não se coloca o celular sobre a mesa. E em eventos, desliga-se o aparelho. Sempre.

Ninguém gosta quando a ligação cai em caixa postal, mas é a única maneira da outra pessoa saber quem ligou e retornar a chamada.

Mensagens de texto podem parecer funcionais, mas em assuntos profissionais não são eficientes. Use-as apenas como lembretes.

Cuidado com toques engraçadinhos, sejam eles barulhos ou músicas estranhas. No ambiente de trabalho opte por sons neutros.

Só peça o celular de alguém emprestado se for caso de vida ou morte e nunca, em hipótese alguma, atenda o celular alheio. Mesmo quando a outra pessoa permite, não é conveniente a ninguém.

Internet

No local de trabalho, a web é exclusiva a assuntos profissionais. Não fique navegando em sites suspeitos, de jogos ou salas de bate-papo.

Caso os mensageiros eletrônicos como o MSN sejam permitidos na sua empresa, sempre respeite o status da outra pessoa.

Se ela está "ausente" ou "ocupada", evite mandar mensagens. Como em qualquer situação de diálogo, existem códigos que devem ser respeitados.

Redes sociais como Orkut e Facebook podem dizer muito sobre você, e muitas empresas de RH vasculham esses sites em busca de dicas que possam dizer mais sobre sua personalidade, portanto tome cuidado com comentários infelizes ou com as comunidades em que se inscreve.

E-mail

Seu endereço eletrônico na empresa é para assuntos corporativos. Não o use para fofocas, piadas, correntes ou qualquer coisa que envolva sua vida pessoal.

Sempre tome cuidado com o conteúdo de suas mensagens. Elas são um reflexo do que você é. E tome muito cuidado com erros de ortografia e gramática. É bom reler qualquer texto antes de enviar.

Responda seus e-mails em no máximo 24 horas. Parece ser uma missão impossível para muita gente, mas, acredite, não é, e é mais polido.

Não se esqueça de preencher linha de assunto, senão seu e-mail será desprezado. Além disso, seja claro e explícito na descrição deste assunto.

Se você for enviar um e-mail a várias pessoas que não se conhecem, use o recurso da cópia oculta.

Ler e-mails alheios é considerado invasão de privacidade.

E crie uma assinatura dizendo quem você é, seu cargo e formas de contatá-lo.

MP3, MP4 e câmeras fotográficas

Você não foi contratado para ouvir música e, sim, trabalhar. A não ser que a empresa ou chefia permita explicitamente a utilização de aparelhos de reprodução de música no escritório, é melhor não usar. Nem mesmo fone de ouvido plugado no computador.

Com tantos modelos de celular com câmeras fotográficas no mercado, as pessoas perderam a noção do que é privacidade e quando é permitido usar o recurso ou não.

Em primeiro lugar, nunca fotografe slides de uma apresentação. Não vai cair bem e parece que você está roubando o trabalho alheio.

E dentro do ambiente de trabalho somente fotografe comemorações de aniversário ou outros tipos de festejos.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Confira a arte de se fazer a mala para uma viagem a trabalho

Publicado no Terra em março de 2010
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Se em muitos casos já é complicado arrumar as malas para uma saída nas férias, imagine quando você viaja a trabalho?

A consultora de imagem Lilian Riskalla relacionou algumas dicas fundamentais para que não lhe falte nada.

A principal é, se o clima do destino permitir, use roupas leves de preferências que sejam difíceis de amassar e evite muitas ousadias.

Confira abaixo outros toques importantes na hora de preparar sua bagagem.

1) A escolha de roupas

O ideal é sempre levar camisas e calças que permitam lavagem mais simples que possam ser feitas no próprio hotel
Não deixe de levar um terno claro. Sempre.
Informe-se do dress code dos profissionais que você vai encontrar e do local também para evitar gafes caso haja algum jantar ou evento noturno.
Não viaje de tênis ou calça jeans com camiseta. Se sua bagagem for extraviada você irá para uma reunião como se estivesse voltando do clube. Use uma calça de malha ou sarja, sapatos semissociais e camisa. Ou leve uma roupa mais formal da sua bagagem de mão.
Ainda nos sapatos, você pode viajar com um mais confortável, mas não se esqueça de levar um modelo formal para jantares ou encontros noturnos.

2) Malas e bagagens de mão

Parece óbvio dizer isso, mas malas com rodinhas são melhores.
Escolha uma mala que lhe permita acomodar as roupas de uma maneira que evite que elas amassem muito.

Não tenha medo do 'escândalo'. Personalize sua mala para encontrá-la mais facilmente na esteira de bagagens, colando um adesivo, usando fitas ou cadeados coloridos. Não se esqueça de ter uma etiqueta com seu nome e dados pessoais.

Na bagagem de mão concentre as coisas que você usa todos os dias, como óculos, remédios e também objetos de maior valor, como máquinas fotográficas e filmadoras.

3) Como arrumar a mala

No fundo da mala, coloque livros, pastas com papéis, catálogos etc. Vão amassar bem menos ali.

Coloque seus sapatos acondicionados em saquinhos individuais nas laterais com as solas viradas para a mala. Para evitar que os sapatos se amassem, rechei-os com meias. Também aí vai a nécessaire.

Coloque sobre os sapatos, as peças íntimas abertas: uma cueca para cada dia de viagem e a roupa de dormir (pijamas), além da sunga ou roupa de ginástica, caso você queira manter a forma na academia do hotel.

Os cintos devem acompanhar as bordas da mala, sem serem enrolados, para que não quebrem.

Em seguida, coloque as malhas, e as camisetas abertas, dobradas na cintura, também no sentido horizontal.

Depois, comece estendendo as calças, deixando as pernas para fora. Vá alternando as posições (perna com cintura, cintura com perna). Gravatas e também ficam esticados em cima.

As camisas sociais devem ser dobradas como nas lojas. Para economizar espaço, guarde as camisas abotoadas com as mangas para trás e dobre numa linha abaixo da cintura.

Dobre as pernas das calças de volta para a mala.

Por cima de tudo vão os blazers, casacos e blusões. Ponha paletó e casacos do avesso, com as mangas para dentro.

Sete dicas para você não fazer feio em uma viagem de negócio

Publicado no Terra em março de 2010
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Atire a primeira pedra aquele que nunca teve que fazer uma viagem a trabalho e se viu sozinho em uma terra estranha, seja aqui dentro ou fora do país? Especialmente quando vai sozinho, a carga de responsabilidade é enorme, já que você é o único representante de sua empresa lá fora. Ou seja, comportar-se mal está totalmente fora de questão. E com todo o planejamento da viagem, muitas vezes, a etiqueta é completamente esquecida.

» Confira dicas de como fazer uma mala

Assim, em parceria com a consultora de imagem Lilian Riskalla, preparamos dez dicas para você levar em conta antes de fazer seu check-in.

1) Seja autosuficiente

Se você foi convidado por algum cliente, parceiro ou até mesmo a matriz de sua empresa (se for multinacional), não jogue as carga de responsabilidade nas costas do anfitrião.

Faça os preparativos você mesmo, cuidando da reserva dos hotéis, meios de transporte etc. Se o anfitrião, porém, insistir em cuidar de tudo, aceite de bom grado, já que provavelmente ele estará lhe hospedando em algum logal de fácil acesso e trânsito para ambos.

2) Cuidados na escolha dos hotéis

Empresas geralmente têm um departamento para viagens ou alguém responsável pelas reservas, mas atente para o fato que muitas cadeias hoteleiras possuem quartos especiais para executivos com uma estrutura que incluem internet, área para instalação do laptop, telefone habilitado para conferências e também business centers completos. Assegure-se dessa estrutura (quando necessária) antes de fechar o hotel.

3) Quando a reunião acontece no hotel

Se você vai capitanear as reuniões e elas ocorrerão dentro do local onde está hospedado, o mais prudente é fazer uma reserva da sala de reuniões com antecedência e verificar se o hotel tem a estrutura que você necessita (projetor, serviço de catering etc.).

Avise também se haverá a necessidade de reserva de mesas no restaurante do hotel para almoço e/ou jantar.

4) Tempo é dinheiro

Se você for fazer uma viagem de avião de longa duração, programe-se para chegar um dia antes de seu encontro. Com isso você estará descansado, mais apresentável e não corre o risco de atrasar.

Se você tem uma reunião no dia de sua chegada, reserve um voo que lhe dê folga o suficiente para chegar com calma. Nesses casos, o ideal é contratar um serviço de transporte, já que o chofer seguramente vai saber lhe levar ao local da reunião rapidamente.

5) Controlando despesas

Isso já é lugar-comum, mas cuidado com a armadilha do frigobar e do serviço de quarto. Eles podem sair muito mais caro do que você pensa. E lembre-se que em 99% dos casos você vai ter de prestar contas das despesas da viagem à chefia, por isso, organize seus gastos, nunca deixe de solicitar notas fiscais ou recibos, e anote nelas a que se refere a despesa. Vai ser mais fácil de justificá-las depois.

6) O enigma da gorjeta

É de bom tom, especialmente fora do Brasil, dar gorjetas ao funcionários que lhe ajudarem no hotel. Sendo assim, mantenha uma quantidade de notas baixas na carteira.

O esquema é assim: quanto mais trabalhoso ou demorado for o serviço, maior a gorjeta. Não exagere, porém, no valor, ou ficará com fama de tolo ao invés de generoso.

Nos restaurantes dos países estrangeiros é comum dar gorjeta ao garçom (em torno de 15%), mas esse valor não sai na nota fiscal. Verifique com sua empresa a política para isso, pois será despesa não-justificável.

7) Se viajar com o chefe, respeite a hierarquia

Você não precisa ficar todo solicito ou puxando o saco da sua chefia em uma viagem de negócios. Basta a boa educação e o respeito ao cargo dele.

Sendo assim, sempre o posicione no melhor lugar da mesa, abra portas ou permita que ele ou ela sempre inicie a conversação. Com isso, você sutilmente mostra quem manda no negócio.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Entenda qual a melhor postura em eventos profissionais


Publicado no Terra em fevereiro de 2010
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Na agenda de um bom profissional, o que não faltam são eventos. Seja alguma palestra da área, lançamentos de produtos e até mesmo aqueles promovidos pela empresa em que você trabalha, ao frequentar um evento você tem de fazer a opção entre aparecer bem na fita ou passar despercebido. Como a primeira opção é a melhor para você (e com certeza é para sua carreira), reunimos algumas dicas com a consultora de imagem Lilian Riskala para você poder se destacar entre tantos outros convidados. E como hoje, networking é a melhor forma de subir os degraus da vida profissional, é bom você aprender direitinho.

1) Seja sempre pontual
Especialmente no caso de eventos que envolvam palestras, discursos ou premiações, um profissional deve evitar chegar atrasado. Lembre-se que pontualidade é uma forma de respeito ao palestrante, aos convidados e ao próprio evento em si. De qualquer maneira, é um evento profissional e não uma festa social, portanto respeite o horário.

2) Informe-se antes
Ainda no caso de palestras, estude antes o tema que será abordado e quem serão os palestrantes. É uma ótima forma de poder participar maduramente se houver alguma discussão sobre o assunto e se misturar melhor entre as outras pessoas.

3) Cuidado com a roupa
Mais uma vez ressaltamos que é preciso tomar uma precaução enorme com o que você vai vestir. Mesmo em eventos mais informais (como um churrasco, por exemplo), o ideal é não colocar aquela camiseta de anos atrás um short que já viu dias melhores. Para sempre passar credibilidade, você deve respeitar o dress code do evento.

4) Faça amigos e influencie as pessoas
Em eventos que terão a presença de outras pessoas da sua empresa, evite ficar participando de rodinhas de colegas de trabalho. Interaja com outros convidados (especialmente clientes) e circule sempre pelo salão. Sempre sorrindo. E caso haja jantar, nunca, em hipótese nenhuma, entre na famosa "mesa da firma".

5) Ensaie um discurso
Antes de ir a um evento profissional é sempre ideal treinar um discurso breve descrevendo seu trabalho e suas atividades. Lembre-se do conceito do "elevator speech", ou seja, conseguir falar sobre seu trabalho em uma viagem de elevador, ou seja, em pouquíssimos minutos. Com isso, você estará totalmente preparado caso alguém lhe pergunte o que faz e passará uma tremenda confiança ao seu interlocutor.

6) Atente para a postura física
Fique em pé o maior tempo possível em coqueteis e coffee breaks. Grupos sentados acabam passando a ideia de feudo fechado. Tente se integrar ao maior número de pessoas e mesmo que não consiga falar com todos, estabeleça contato visual, acene com a cabeça e sorria, faça as outras pessoas se sentirem confortáveis, pois todo mundo gosta de se sentir reconhecido. Ainda em coquetéis, o ideal é manter seu copo de bebida (em copos, nada de garrafas ou latas) sempre na mão esquerda para estar com a direita livre (e seca) para cumprimentar outros convidados.

7) Lembre-se que amigos são para essas coisas
Se você estiver frequentando um evento onde se encontram outros colegas de trabalho, peça para que eles o apresentem aos outros participantes. Em casos de almoços ou jantares com bufê, a fila para se servir é uma ótima oportunidade para iniciar um bom bate-papo.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Sete lições para se comportar em reuniões de negócios (por mais que você odeie)

Publicado no Terra em janeiro de 2010
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Seja para fechar negócios, fazer ou assistir uma apresentação de produto ou serviço e até nos encontros de equipe, pelo menos um terço de sua semana é passada em salas de reunião. Para alguns é uma verdadeira tortura, já que, especialmente em empresas brasileiras, elas começam atrasadas, duram mais tempo do que deveriam e perdem-se valiosos minutos com interrupções.

"Reuniões são ótimos lugares para fazer networking, então seguir algumas regras de etiqueta profissional só vai melhorar a sua imagem frente a colegas, clientes, fornecedores e superiores hierárquicos" explicou a consultora de imagem Lilian Riskalla. Confira então as sete normas para mostrar seu lado mais profissional em uma sala de reuniões:

1) Tempo é dinheiro
Isso significa não se atrase. Se a reunião for fora de sua empresa chegue com 10 minutos de antecedência. Se for no seu local de trabalho, ajuste sua agenda para que você esteja na sala de reuniões no horário certo. Se souber que vai atrasar com antecedência, avise os participantes. Se a reunião em que você esta participando atrasou e vai atrapalhar compromissos futuros, avise que você terá que sair mais cedo.

2) Cartões de visitas servem como lembrete
Em reuniões formais os cartões de visitas são trocados logo no início e caso esteja lidando com completos desconhecidos, mantenha-os sobre a mesa, à sua frente para não cometer a gafe de não se lembrar dos nomes. Em reuniões informais, trocam-se os cartões no final, nunca à mesa quando se está comendo, e somente quando há um interesse mútuo de contato futuro.

3) Com que roupa eu vou
Nas reuniões externas é importantíssimo que você saiba qual é o dress code da empresa visitada. Se ela exige que seus profissionais usem trajes formais (terno e gravata para homens e tailleur ou terninhos para as mulheres), então honre a empresa vestindo-se de acordo.

4) Celular só em caso de emergência
Em termos gerais, sempre desligue o seu celular para evitar interrupções e aborrecimentos ao palestrante. Se você estiver esperando uma ligação urgente, avise a todos na reunião do fato e deixe-o no vibracall (não em cima da mesa). Se ele tocar e for a ligação esperada, peça licença e saia da sala.

5) Não tente ser mais esperto que a maioria dos ursos
Você se lembra daquela velha máxima "em boca fechada, não entra mosquito"? Ela é bem válida em reuniões. Para começar, não converse durante uma explanação ou debate. Se alguém estiver fazendo uma apresentação, só faça perguntas se o palestrante autorizar. E não queira chamar a atenção, fazendo perguntas que você julgue inteligente. Principalmente porque essas reuniões são ótimos lugares para assimilar informações que serão importantes em sua vida profissional.

6) Lembre-se da sua mãe
Existem regrinhas básicas que sua progenitora lhe ensinou quando você era criança e que sim, são usadas no ambiente profissional. Quer ver? Sente-se sempre na posição correta e não escorrido na cadeira, mesmo que a reunião esteja chata e longa. Trate as pessoas desconhecidas por senhor ou senhora, doutor etc. e só mude se elas lhe derem a liberdade de chamá-las de "você". Evite expressões e gestos bruscos quando estiver falando (mesmo se seu nome ou de algum antepassado for Giuseppe). E foque no assunto da reunião, evitando entrar em questões pessoais.

7) Quando é você que prepara uma reunião
Ao capitanear uma reunião, você terá muita coisa para pensar antes. A convocação deve ser clara, com o que será tratado e quanto tempo vai durar, de preferência com um cronograma pré-estabelecido. Prepare anteriormente a forma de apresentação de ideias e faça com que o ambiente seja confortável aos participantes (não se esqueça de água, por exemplo). Só responda a perguntas e exponha seus pensamentos quando tiver certeza e segurança do assunto e esteja preparado para ouvir atentamente as ideias de todos os participantes, obviamente nunca impondo a sua opinião sobre a de todos.

Por fim, lembre-se que uma reunião de negócio é um local onde seu comportamento e intelecto serão analisados. Assim, um detalhe negligenciado pode por muita coisa a perder.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

As nove coisas que todo profissional deve saber para impressionar em um almoço de negócios

Publicado no Terra em janeiro de 2009
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Já se foi o tempo em que um homem de garbo e elegância tinha aulas de boas maneiras. Essa prática foi abandonada juntamente com a roupa de marinheiro para crianças, mas as regras de etiqueta não mudaram muito nesses anos todo e se você falhar redondamente em algumas delas, especialmente em almoços profissionais, pode por não só negociações a perder como também sua imagem frente a empresa.

A consultora de imagem pessoal Lilian Riskalla separou algumas regras básicas que todo macho elegante deve saber para fazer bonito frente a clientes, fornecedores e, principalmente, chefia.

1) A escolha do local quando você é o anfitrião
A arte não é só ligar e convidar a pessoa para almoçar. E a regra número um é escolher um lugar perto de onde seu convidado esteja e principalmente, um restaurante que você já conheça. E bem. Assim não corre o risco de errar nos pratos. Também é de bom tom perguntar ao seu convidado o que ele prefere comer.

2) O anfitrião é que dá as cartas, mas o convidado é o rei
Chegue sempre antes, no mínimo, dez minutos e aguarde. Se o restaurante não tiver um bar, espere à mesa, sem comer ou beber nada e sem mexer no guardanapo. Quando a outra pessoa chegar, levante-se para cumprimentá-la e comece oferecendo uma bebida. Você tem que sempre reservar o melhor lugar da mesa a ela, com vistas para salão. Seu convidado deve ter a total liberdade de pedir o que quiser, mas um jeito muito bom para deixá-lo à vontade é indicar algum prato da faixa mais cara do cardápio. Lembre-se que é você quem faz os pedidos ao garçom. Se o seu prato chegar antes que o do convidado, espere. Se o prato dele chegar antes que o seu, indique que ele pode começar a comer. E na hora da conta, é você quem paga. Mesmo se for mulher.

3) Quando você é o convidado, seja magnânimo
Se chegar antes que o anfitrião, espere sem comer ou beber. Sempre peça o básico no cardápio a não ser que a pessoa que lhe convidou indique uma entrada ou uma sobremesa ao final. Nunca peça nem o prato mais caro, nem o mais barato do cardápio para não ficar com fama de abusado ou sem requinte. Também não fica nada bem você demorar demais para escolher o seu prato.

4) O couvert é seu e ninguém tasca
Aqui reside um dos erros mais banais no almoço: o pão e a manteiga. Os dois devem ser colocados no seu prato, para depois você devorá-los. E parta o pão com as mãos. Nada de cortar um pedaço e voltar para a cestinha.

5) O que pode ser comido com as mãos e o que não pode
Se tiver um jantar com coxas de frango e rabada e torta mil folhas de sobremesa, você tem vontade de cortar os pulsos? Pois bem, a regra é simples: frango e carnes são cortados e comidos com garfo e faca. Para batatas, a não ser que sejam chips ou fritas acompanhando um sanduíche, não se põe a mão. Já as azeitonas, se forem aperitivo, podem ser comidas e descartadas (no prato) com as mãos (na hora de tirar o caroço da boca, por favor, faça uma conchinha para esconder o espetáculo). Se as azeitonas, porém, estiverem acompanhando uma salada ou prato, devem ser comidas e descartadas com o garfo.

6) Usando ferramentas
Caso sua mãe não tenha te contado isso quando você era criança, nós fazemos o favor: usam-se os talheres de fora para dentro, ou seja, primeiramente os que estão mais afastados do prato. Ao terminar de comer, disponha os talheres paralelamente no prato. O guardanapo fica no seu colo (a menos que você se chame Homer Simpsom, nunca ponha no colarinho). Se você precisa se retirar da mesa momentaneamente, deve dispor seu guardanapo na cadeira ou à esquerda de se prato. Ao acabar a refeição, depois que todos os pratos foram retirados, coloque o guardanapo, sem dobrar, à direita de seu prato.

7) Em caso de acidentes, não quebre o vidro
"Essas coisas acontecem", você pode pensar quando caiu comida ou bebida na sua roupa. Sim, mas não faça alarde disso. Peça um auxílio ao garçom, sem chamar muita atenção e sem ficar se auto-flagelando. Se tiver comida incomodando nos dentes, dirija-se ao toalete, nunca usando o palito de dentes na frente dos outros. E, em tempo, se o seu talher cair no chão, não pegue. Aguarde o garçom fazê-lo e substituí-lo.

8) Algumas regrinhas básicas para boa alimentação
Você achava que era lenda urbana, mas está enganado, porque não se corta as folhas de uma salada mesmo. Dobra-se com o auxílio de uma faca. O mesmo vale para macarrão. É proibido cortar, especialmente spaghetti. Tomates se cortam com o garfo. Lasanha também. Na sobremesa, bolos secos são cortados com o garfo. Para bolos com recheio, usa-se a colher.

9) Os sabotadores de imagem à mesa

  • Nunca discuta com o garçom ou maitre na frente de outras pessoas.
  • Nunca fique rodeando um Buffet ou tirando casquinha para provar se algo é bom. E não encha seu prato.
  • Nunca assopre. Se a comida estiver muito quente, espere.
  • Nunca palite os dentes. Nunca.
  • Nunca peça para provar o prato de outra pessoa. Você só faz isso com a sua família ou namorada.
  • Nunca ponha seus cotovelos na mesa, enquanto ainda houver pratos. Quando estes forem retirados, está liberado.
  • Nunca afaste seu prato depois de comer.
  • Nunca diga "estou cheio", "comi demais" ou "acho que vou explodir"
  • Nunca coloque objetos pessoais (chaves, celular, carteira, óculos etc.) sobre a mesa.
  • Nunca limpe seu prato com pão, mesmo que você seja italiano.
  • Nunca tome remédios na frente dos outros.
  • Nunca fique mexendo no cabelo ou rosto enquanto come. É anti-higiênico.
  • Evite tomar bebida alcoólica em um almoço de negócios. Se alguma for servida, porém, como vinho, não recuse e deixe no copo.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Como pedir um aumento de maneira madura e eficiente

Publicado no Terra em janeiro de 2010
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O novo ano está aí e sabemos que você deve estar com muitos planos e expectativas. Seguramente uma delas é ganhar mais dinheiro. Você tem algumas opções, desde procurar um novo emprego até assaltar um banco (essa, definitivamente, não recomendamos) e, por que não, negociar um aumento de salário ou promoção ou até mesmo extensão de benefícios? Acontece que para isso acontecer de maneira efetiva, algumas regras (todas baseadas em bom senso) são necessárias:

1) A escolha do momento para conversar com a chefia é fundamental (assim que retornar das férias coletivas não é uma boa idéia. Depois do dissídio anual também não). O ideal é quando seu trabalho vem sendo constantemente elogiado, não só pelos superiores, mas também pares e pessoas dos outros departamentos.

2) Saiba em que momento seu superior e sua empresa estão. Se no último ano ela acumulou um prejuízo enorme, mesmo que você seja o melhor funcionário, dificilmente conseguirá alguma coisa.

3) Não dê indiretas ou mensagens subliminares para conseguir conversar sobre o assunto. Marque uma reunião formal com seu superior para falar sobre sua condição salarial e ponto.

4) Nunca vá solicitar um reajuste com um ultimato na mão (especialmente coisas do gênero "recebi uma proposta mais interessante do que tenho aqui". Mais grave ainda se você não tiver proposta nenhuma). Nenhuma chefia experiente cai em blefes e você ainda corre o risco de queimar sua imagem.

5) Lembre-se das sábias palavras de Don Vito Corleone: não é pessoal, somente negócios. Nunca comece a conversa com coisas como "acho que você não aprecia meu trabalho" ou "a empresa não me reconhece", mesmo porque seu interlocutor é seu chefe e não seu terapeuta. Aja como um profissional.

6) Tenha uma proposta embasada em mente ("busco um aumento na ordem de 15%") e esteja preparado para a negociação. O ideal é antes pesquisar no mercado em sites de headhunters e jornais sobre a média salarial vigente para seu cargo e não se esqueça de contabilizar benefícios que você tem no momento (sim, eles fazem parte do salário) e apresentar esses números para a chefia.

7) Mostre sempre o valor que você tem na instituição, em números se puder (exemplo: "nos últimos seis meses trouxe N clientes para a empresa e como consequência o faturamento cresceu em X%"), mas não se esqueça que isso é válido se você superou as expectativas do cargo. Ninguém ganha uma promoção por só fazer aquilo para o qual foi contratado. Isso só acontece no funcionalismo público.

8) Outro ponto a seu favor é a imagem que tem entre seus colegas, parceiros e clientes. Se você é uma pessoa que está sempre disposta a trabalhar pelo bem do departamento e da empresa no geral, isso com certeza vai pesar a seu favor. Especialmente se você executa tarefas adicionais que não estão na sua descrição de cargo (jogar paciência no computador não é uma delas).

9) Mantenha-se calmo e comedido durante o diálogo e prepare-se para eventuais contrapartidas e reações de seu interlocutor incluindo aí críticas ao seu desempenho, mesmo porque, de certa maneira, você está forçando sua chefia a confrontar com uma realidade inesperada. E saiba que dificilmente você conseguirá uma resposta no ato (a menos que seja negativa), portanto deixe a porta aberta para negociações futuras.

10) Se no final de tudo a resposta for positiva, agradeça seus superiores (calmamente, nada muito exagerado) e não relaxe no trabalho, justamente para mostrar que a decisão foi acertada. Se receber um "não" como resposta, não desanime. Continue se esforçando para tentar de novo em um futuro próximo ou busque novas oportunidades no mercado.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Homens bonzinhos ganham menos, diz pesquisa

Publicado no Terra em setembro de 2009
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Em O Inimigo Interior, um dos melhores episódios da série clássica de Jornada nas Estrelas, o Capitão Kirk é dividido em duas personalidades distintas, o lado totalmente agressivo e a porção afável. O resultado é que não conseguia tomar decisão nenhuma, porque o primeiro estourava e se desesperava com qualquer coisa, enquanto o segundo queria agradar todo mundo, o que faz com que Spock conclua que um bom líder é aquele que consegue balancear as duas coisas, dependendo da situação.

Agora uma pesquisa do Instituto de Pesquisas Sociais e Econômicas da Universidade de Essex na Inglaterra, mostrou que, dentro do escritório, as duas atitudes extremas são mal recompensadas. Analisando a postura de 3.000 homens ingleses entre 24 e 64 anos no ambiente profissional e dividindo-os em cinco tipos distintos de personalidade dependendo da abertura a novas experiências, escrúpulo, nível de extroversão, agradabilidade e nervosismo, os doutores Cheti Nicoletti e Alita Nandi mostraram que aqueles muito bonzinhos ganham até 1.500 libras a menos por ano que suas contrapartes mais agressivas.

Por outro lado, pessoas extremamente nervosas também sofrem com salários menores, enquanto os extrovertidos e abertos a novas experiências conseguem ter remunerações 9% acima da média. Essas diferenças existem mesmo isolando-se fatores como educação formal, experiência profissional, desemprego em algum momento da carreira etc.

Dr Nandi afirmou que apesar da agradabilidade ser penalizada nas empresas, obviamente que faz a pessoa ser mais socialmente aceita, aumenta seu network e finalmente leva a uma melhor saúde mental e bem-estar.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Brincadeiras com tom sexual baixam a moral nos escritório

Publicado no Terra em abril de 2009
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Pesquisa recente desenvolvida pela Universidade da Colúmbia Britânica no Canadá mostrou que, ao contrário do que se acreditava, piadas e brincadeiras de cunho sexual fazem com que as pessoas fiquem desconfortáveis no ambiente de trabalho. Na realidade, desde o surto de normas e regras em torno do "politicamente correto" que apareceu na America do Norte, especialistas se perguntam se a proibição de flertes e situações engraçadas em torno de sexo acabaria com a espontaneidade dos locais de trabalho.

O próprio medo de processos de assédio sexual, comum por lá, já começou a controlar os ânimos das pessoas, mas este novo estudo mostra que mesmo aqueles que acham esse tipo de piada divertida, sentem-se mal depois de contá-las ou ouvidas. Os pesquisadores oferecem duas teorias para explicar essa reação: na primeira comparam a situação com comer junk food. Você pode comer um saco inteiro de salgadinhos e achar delicioso, ma seguramente depois de um tempo estará enjoado com o sabor. Ou seja, mais é menos nesses casos.

A segunda possível explicação para esse mal-estar em torno do clima de vestiário masculino no escritório é que os homens se sentem humilhados (mesmo porque sempre há um que é a vítima) e as mulheres, diminuídas em seu valor. A brincadeira pode não ser abertamente um assédio sexual mas mesmo quando é divertida é considerada anti-profissional e um prejuízo para o ambiente de trabalho. A pesquisa é da revista especializada Journal of Applied Psychology.

domingo, 8 de março de 2009

Torne-se um profissional desejado por empresas e consultorias

Publicado no Terra em março de 2009
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A última reportagem da série "emprego em tempos de crise" produzida pelo Terra vale tanto para quem está em busca de recolocação quanto para quem já está empregado. É um compilado de coisas para se fazer para tornar-se um profissional mais desejado pelas grandes consultorias e empresas. Os três consultores ouvidos foram unânimes em apontar as cinco dicas abaixo como imprescindíveis. E não vale afirmar que falta tempo para cumpri-las.

- Tenha uma rede de relacionamento
Os contatos não devem se resumir às pessoas com quem se trabalha. É importante promover encontros com amigos, ex-colegas, fornecedores, além de assistir seminários e debates em sua área. A Câmara Americana de Comércio freqüentemente promove encontros gratuitos em suas sedes. Além disso, o consultor Pedro Carvalho, da Authent, recomenda a leitura do livro "Never Eat Alone" (Nunca Coma Sozinho, em inglês), de Keith Ferrari, que dá todas as dicas para um networking bem-sucedido. Bons executivos têm de fazer parte de entidades de classe, participar de grupos profissionais e até mesmo se dedicar a trabalhos voluntários. Conhecer novas pessoas e estar por dentro do que acontece no mercado é fundamental para o sucesso.

- O profissional do futuro é um empreendedor por natureza
Quem se encontra em uma situação de desemprego deve focar-se em arranjar uma ocupação rapidamente. Isso não impede, porém, a procura de maneiras alternativas de ganhar dinheiro. Isso, em uma entrevista (nunca ponha no seu currículo), mostra que você não se abalou com sua situação e transparece flexibilidade.

- Cuide de você mesmo
Saúde e bem-estar, não importa em que situação se encontra, mostram aos outros uma atitude positiva em relação à vida. Dedique-se à forma física, à família e até mesmo a uma religião. Essa autoconfiança será percebida nas entrevistas de emprego.

- Atualize-se sempre
Evolução é a palavra-chave. Leia mais e freqüente mais cursos. São nesses lugares que se consegue enxergar as situações "fora da caixa" e trazer novidades para a vida pessoal e profissional.

- Se tiver uma chance de mudança, mude
Rodrigo Vianna, gerente da consultoria britânica Hays, exemplifica com sua própria história de vida. "Trabalhei dez anos com vendas e marketing no mercado de tecnologia e agora sou consultor de recrutamento. Há quatro anos, acreditei que a mudança seria boa para mim e aí que reside o diferencial. Quem não acredita não vai dar certo. Quem arriscar acreditando e mesmo assim não der certo sempre pode voltar ao mercado porque não perde empregabilidade. Naquilo que se é bom, vai ser bom sempre". Se tiver a chance de mudar sua vida, e realmente gostar dessa nova oportunidade, agarre-a com as duas mãos e arrisque.

As cinco recomendações acima devem ser seguidas a todo o momento. Quem se dedicar a isso somente quando estiver desempregado vai passar a imagem de inconsistente ao mercado. E lembre-se: as pessoas prezam o que você!

Hays - Consultoria especializada em ajudar empresas a contratar. Informações: www.hays.com.br

Authent - Consultoria com unidade especializada na recolocação de executivos. Informações: www.authent.com.br

Dulce Salles - Consultoria especializada em empregos no mercado de luxo. Informações: www.dulcesalles.com.br

sábado, 7 de março de 2009

Supere o trauma da entrevista na hora de arrumar um novo emprego

Publicado no Terra em março de 2009
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A quinta reportagem da série "emprego em tempos de crise" mostra que é preciso se preparar para realizar uma boa entrevista. A primeira dica dos três consultores ouvidos pelo Terra é conhecer a empresa e o entrevistador. "Busque saber se há artigos sobre a pessoa com quem você vai conversar", recomenda Rodrigo Vianna, consultor da Hays. "A internet está aí para isso". Ao conhecer os valores da empresa, o profissional fica apto a montar um discurso correto e até verificar se esses valores se casam com os seus.

O consultor Pedro Carvalho, da Authent, acredita que é preciso falar menos e escutar mais, uma vez que quem está lhe contratando está com um problema a ser resolvido e quer uma solução não um discurso de marketing pessoal. Nesses casos, aja como se já fosse funcionário. Dê soluções, exemplificando com fatos de seu passado profissional.

Ser você mesmo, analisando com quem está falando e buscando equilíbrio nas respostas, vai mostrar ao entrevistador seus valores morais e éticos, além, é óbvio de suas boas maneiras. Isso diferencia pessoas com a mesma bagagem profissional: sua atitude. Laura Mendonça, supervisora de recursos humanos da Dulce Salles Recursos Humanos, alerta também para mentiras, arrogância ou dissimulações. "Uma hora você vai se contradizer e ser pego e isso arruína suas chances de ingressar na empresa".

Outro ponto importante é estar preparado para responder às perguntas mais contundentes. A primeira delas, muito comum no mercado, é "fale-me de sua vida profissional". Nesses casos, o ideal é ter o discurso de elevador, termo que significa conseguir descrever todas suas aptidões em menos de cinco minutos ou "em uma viagem de elevador". "Fale sobre vida acadêmica, que áreas você passou, segmentos e empresas que trabalhou, e o que você quer fazer", recomenda Carvalho. Deixe então que o entrevistador peça mais detalhes sobre um ou outro ponto.

Outra pergunta muito comum em entrevistas é relacionar qualidades e defeitos. Se seu planejamento tiver sido consistente, será fácil respondê-la, mas aqui é importante sair do comum. Dizer que é pontual ou honesto não significa nada, porque é o que todo empregador espera. Já nos defeitos, não use expressões-chavão de mercado. Seja criativo.

Uma coisa que muita gente esquece na hora de ir para uma entrevista é na aparência. O ideal é a discrição. Nada de roupas espalhafatosas ou de cores berrantes. E, para os homens, terno e gravata sempre. Carlos P., profissional de marketing, foi a uma entrevista em uma agência de viagens de alto luxo com roupas formais, mas sem gravata. Foi considerado informal demais, mesmo que ninguém no local usasse terno. É melhor não arriscar.

Se fosse possível resumir toda a preparação de uma entrevista em uma só dica, ela seria estar pronto para responder a uma pergunta crucial: o que a empresa perde se não te contratar? Quem tiver uma resposta consistente para isso e acreditar nela terá mais chances de sucesso.

Neste sábado, dia 07 de março - na sexta e última reportagem da série de como arrumar emprego em tempos de crise, especialistas falam sobre o que é preciso fazer para ser um profissional cobiçado pelo mercado.

Hays - Consultoria especializada em ajudar empresas a contratar. Informações: www.hays.com.br

Authent - Consultoria com unidade especializada na recolocação de executivos. Informações: www.authent.com.br

Dulce Salles - Consultoria especializada em empregos no mercado de luxo. Informações: www.dulcesalles.com.br

quinta-feira, 5 de março de 2009

Ao fazer currículo, seja claro, simples e direto

Publicado no Terra em março de 2009
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Na quarta reportagem da série sobre a melhor forma de procurar empregos em tempos de crise, o Terra procurou três especialistas para entender qual é a melhor maneira de preparar um bom currículo. A resposta surpreende: não existe um modelo ideal. Eles foram unânimes em dizer que o CV deve ser claro, simples e direto, com no máximo duas páginas. "Quando se coloca muita coisa, não consegue ser objetivo. Já vi currículos de 22 páginas e de meia página. O importante é conter a essência do profissional", diz Rodrigo Vianna, da Hays Consulting.

É preciso ter dois cuidados na hora de redigir um CV: saber quem lerá e o que é importante relacionar nele. Um exemplo: os profissionais de vendas e da área comercial devem contar sobre as conquistas, com números e valores. Já aqueles que trabalham em áreas técnicas, os cursos e atualizações ganham mais peso. A consultoria Authent recomenda que o candidato faça dois CVs. Um deles será destinado aos leitores de currículo (consultorias, departamentos de recursos humanos de empresas), com todas as datas, empresas, tecnicalidades e cursos que o profissional atendeu. O outro, com uma pegada mais de marketing, voltado a profissionais das áreas contratantes, que mostram mais histórias e realizações.

Outro detalhe interessante na hora de fazer um currículo é escrever uma carta de apresentação. Isso porque empresas de recrutamento e as corporações recebem dezenas de currículos todos os dias. A carta de apresentação nada mais é que um mini-currículo, um resumo de suas aptidões profissionais, de preferência em quatro ou cinco linhas. Segundo o consultor Pedro Carvalho, a carta tem de mostrar de forma sucinta o que o profissional sabe, quais são seus grandes diferenciais. Quando vê uma carta que mostra o que ele está procurando, o profissional de RH já comemora pois acredita que achou seu candidato ideal.

E outro ponto importantíssimo é que seu currículo só deve ser enviado aos cargos nos quais o profissional se encaixa. Se o anúncio pede inglês fluente e a pessoa não fala nada do idioma bretão, é melhor nem arriscar. Enviar CVs para qualquer vaga pode ter o efeito contrário: mostrar que o profissional não tem foco em sua carreira. Muitas consultorias disponibilizam o telefone do responsável pela vaga em seus sites. É ideal fazer uma ligação, explicar seu interesse antes do envio. O mesmo cabe para os RHs de companhias. Se conseguir um contato, ligue antes para pedir autorização para o envio do currículo e assim sua chance de ir para a caixa de spam reduz bastante.

Nesta sexta-feira, dia 06 de março - o que é preciso fazer para se sair bem em uma entrevista de emprego.


Hays - Consultoria especializada em ajudar empresas a contratar. Informações: www.hays.com.br.

Authent - Consultoria com unidade especializada na recolocação de executivos. Informações: www.authent.com.br.

Dulce Salles - Consultoria especializada em empregos no mercado de luxo. Informações: www.dulcesalles.com.br.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Por um novo emprego, às vezes é preciso dar um passo atrás

Publicado no Terra em março de 2009
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Recolocação envolve também uma revisão de sua carreira. Esta é mais uma dica dos três especialistas ouvidos pelo Terra para a série de empregos. Não é difícil que as pessoas, ao procurarem por novos trabalhos, busquem oportunidades fora de sua área de atuação. "Já tivemos casos de profissionais que sempre atuaram em finanças e que nos procuraram para conseguir uma posição em vendas", diz Dulce Salles, da consultoria Dulce Salles, especializada em recolocação de profissionais no mercado de luxo. "Claramente, a pessoa não tem os requisitos necessários para encantar o público, porque seu grande prazer é análise de relatórios."

É preciso ter em mente que mudanças radicais de área fazem com que o processo de recolocação seja ainda mais longo. Nesses casos, o importante é pesquisar muito sobre o mercado onde se quer atuar e, principalmente, ter um sentimento legítimo por ele - isso para que quem está contratando entenda que, por mais que o executivo não esteja na área, está comprometido e mostra interesse nela. "Existe uma paixão das pessoas no segmento em que elas atuam e quem está dentro de um setor gosta de sentir esse comprometimento nos outros", diz Pedro Carvalho, sócio da Authent, consultoria que ajuda executivos mudar de emprego.

Rodrigo Vianna, gerente da consultoria britânica Hays, especializada em recrutar executivos, observa que a mudança no ramo de atividade pode acarretar em diferenças salariais. Segundo ele, não é porque o profissional ganhava R$ 15 mil que vai conseguir salário igual ou maior na hora de se recolocar. Ao contrário. Muitas vezes é preciso aceitar um downgrade. Como isso pode afetar sua entrevista ou currículo? "Depende de como o profissional se posiciona: tranquilamente ou transparecendo que aquilo é uma redução em seu estilo de vida", diz Vianna. "Às vezes temos que dar um passo para trás para, no futuro, dar dois para frente."

Por mais que a pessoa tenha suas contas a pagar e família para criar, a escolha da vaga é extremamente importante. Os valores individuais e pessoais do profissional devem casar com os da empresa. "Procure o que te faz feliz. E como no Brasil, a questão idade é muito considerada, quanto antes você achar isso, melhor será para você", conclui Dulce.

Nesta quinta-feira, dia 05 de março - especialistas dão cinco dicas práticas do que é preciso fazer para entrar no radar de empresas e consultorias de recolocação.


Hays - Consultoria especializada em ajudar empresas a contratar. Informações: www.hays.com.br

Authent - Consultoria com unidade especializada na recolocação de executivos. Informações: www.authent.com.br

Dulce Salles - Consultoria especializada em empregos no mercado de luxo. Informações: www.dulcesalles.com.br

terça-feira, 3 de março de 2009

Perdeu o emprego? Saiba o que é preciso fazer antes de procurar um novo

Publicado no Terra em março de 2009
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Na segunda reportagem da série sobre empregos, o Terra perguntou a três consultores de recursos humanos o é que é preciso fazer antes de sair em busca de um novo emprego. E eles são unânimes em dizer que é preciso manter a calma e aproveitar para repensar sua carreira. Nada de sair disparando currículos para todas as empresas do País. Por mais difícil que a situação pareça, levar-se pelo emocional só prejudicará uma possível recolocação. Afinal, você deve encarar que não foi o primeiro, nem o último a passar por essa experiência.

Segundo Rodrigo Vianna, gerente na Hays Consulting, empresa britânica que ajuda empresas a recrutar executivos, a grande dificuldade é a pessoa aceitar que foi demitida. Isso toma um tempo e ela precisa refletir sobre os erros e acertos para só depois tentar uma nova oportunidade. Para Dulce Salles, dona da Dulce Salles Recursos Humanos, que atua no mercado de luxo, é fundamental ter o controle da auto-estima. "Como o profissional pode transparecer ser um bom gestor, se ele não consegue gerir sua vida?", pergunta ela.

Calma e temperança vão nortear o mais importante planejamento que a pessoa vai fazer na vida: o do seu futuro profissional. Não adianta sair por aí disparando currículos a todo mundo ou se candidatando a qualquer vaga que aparece em sites e jornais. Pedro Carvalho, sócio da Authent, consultoria que têm uma unidade de Executive Coaching, especializada em auxiliar executivos a alavancarem-se profissionalmente, resume esse planejamento em três passos básicos:

- Antes de qualquer coisa relacione suas competências, seus pontos fortes e fracos. Seja sincero consigo mesmo nesse trabalho, procurando não ser nem rigoroso demais, nem complacente demais. Faça então uma lista do que você gosta de fazer, anotando tantos aspectos subjetivos (gosto de lidar com pessoas) como objetivos (gosto de fazer planilhas). Compare as duas listas. Existem coisas que você gosta, mas ainda não sabe fazer? É a hora para se aprofundar mais nos estudos. Finalmente relacione em que segmentos você deveria aplicar seus conhecimentos e que empresas fazem seus olhos brilharem.

- Pesquise o mercado atrás das empresas que você quer. Como elas estão hoje? Estão contratando? Que tipo de profissional elas pedem? Que tipo de problemas elas têm? Qual a faixa salarial que estão aplicando hoje? Obviamente que se precisa ter muito discernimento para essa análise.

- Faça uma lista de seus contatos, com nome, cargo, empresa em que trabalha e passe a informá-los sobre o que você realmente quer. Aqui está o pulo-do-gato! Eles não devem ser vistos somente como facilitadores para enviar seu currículo e sim, sua rede deve ajudá-lo a ter conhecimento e informação sobre o mercado.

À medida que faz um marketing pessoal eficiente com seus contatos, o profissional saberá quais são os próximos passos e o que ele deve fazer para atingir seu objetivo. Além disso, quando se tem clareza daquilo que se quer, essa transparência vai ser passada aos seus interlocutores e gera menos ruído na comunicação. "Pessoas fortes admiram outras pessoas fortes. Então quando se pergunta a um candidato o que ele quer e ele responde firmemente, a impressão que se passa é a melhor possível. A pior resposta a ser dada é qualquer coisa nessa área" afirma Carvalho.

Nesta quarta-feira, dia 04 de março - especialistas mostram que às vezes é preciso aceitar uma redução no salário para encontrar um emprego em tempos de crise.


Hays - Consultoria especializada em ajudar empresas a contratar. Informações: www.hays.com.br.

Authent - Consultoria com unidade especializada na recolocação de executivos. Informações: www.authent.com.br.

Dulce Salles - Consultoria especializada em empregos no mercado de luxo. Informações: www.dulcesalles.com.br.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Como arrumar emprego em tempos de crise econômica

Publicado no Terra em março de 2009
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Sempre que se começa a falar de crises econômicas há pelo menos uma reação imediata: o medo de perder o emprego e não conseguir recolocação. Ao se entregar às más notícias, o profissional acaba refletindo essa atitude negativa no seu dia-a-dia - abrindo espaço para que a crise se instale em sua vida. "Não pode haver uma crise esta semana, minha agenda já está cheia", disse certa vez o ex-secretário de estado norte-americano Henry Kissinger. Segundo especialistas, esse é o tipo de pensamento que deve nortear as ações de quem está no mercado de trabalho.

Para entender como a crise econômica afeta o emprego, ajudar a desenvolver estratégias para crescer nesse momento difícil e enxergar os diferentes espectros do recrutamento, o Terra conversou com três consultores em RH, cada um com uma especialização. Rodrigo Vianna é gerente da Hays Consulting, consultoria que ajuda empresas a contratar profissionais de média e alta gerência. Pedro Carvalho é sócio da consultoria Authent, que tem uma unidade especializada em ajudar executivos a crescer profissionalmente. Já Dulce Salles, proprietária da Dulce Salles Recursos Humanos, atua em uma área extremamente específica, o mercado de luxo.

Como dizem que a economia brasileira só começa a funcionar efetivamente depois do Carnaval, o Terra preparou uma série de seis reportagens com dicas de como ter mais chances de sucesso na hora de procurar um novo emprego.

As boas novas da crise
Existe, sim, uma crise econômica - mas ela não atingiu a área de recrutamento. Alguns setores foram duramente atingidos, como a indústria pesada, cujo grande exemplo é a automotiva, que dependem de capital externo, e os que sobrevivem através de exportação e importação. "Mesmo as empresas que estão sendo vistas como demissionárias ainda não mexeram em seus quadros de executivos", afirma Pedro Carvalho. "É preferível preservar profissionais técnicos que levaram anos para serem treinados".

Rodrigo Vianna concorda e complementa: "na crise é onde se encontra oportunidade de crescimento e, segmentos como serviços, telecomunicações, tecnologia e bens de consumo". Outro dado curioso levantado por Carvalho é que, em épocas de economia em retração, o setor de cosméticos, especialmente os de alto luxo, cresce bastante.

No quesito especialização do executivo, as áreas de finanças e vendas são aquelas pouco afetadas pela crise. As empresas precisam mais do que nunca vender mais e ter maior controle dos seus custos. Brand marketing, compras, logística e produção, por outro lado, sofrem mais com essa situação.

Apesar das notícias ruins, Dulce Salles também está bastante confiante. "Tivemos alguns adiamentos de processos e não cancelamentos. As pessoas estão pensando mais antes de contratar, analisando melhor o que querem". Essa está sendo uma das atitudes mais comuns dentro das grandes corporações: planejar melhor e aproveitar a mão-de-obra atual, fazendo remanejamentos e movimentações internas para evitar demissões. E é nessas horas que o profissional com perfil híbrido e polivalente leva mais vantagem que os outros.

"Uma pessoa com forte experiência em planejamento de marketing pode ser aproveitada para planejamento financeiro. Ou um profissional de vendas ser deslocado para trade marketing", diz Rodrigo Vianna. Por essa razão, para justamente se proteger das marolas econômicas, que o profissional deve investir em si mesmo o tempo todo, seja através de cursos como MBA ou pós-graduação, seja se atualizando sobre o mercado via encontros sociais, entidades de classes, grupos etc.

Nesta terça-feira, dia 03 de março - A segunda da série de reportagens sobre trabalho mostra o que o profissional precisa fazer antes de procurar um novo emprego.


Hays - Consultoria especializada em ajudar empresas a contratar. Informações: www.hays.com.br

Authent - Consultoria com unidade especializada na recolocação de executivos. Informações: www.authent.com.br

Dulce Salles - Consultoria especializada em empregos no mercado de luxo. Informações: www.dulcesalles.com.br

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Trabalhar demais pode prejudicar o cérebro

Publicado no Terra em fevereiro de 2009
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Você trabalha mais de 55 horas por semana? Então é bom conversar com seu chefe agora e rever suas atitudes. Pesquisadores finlandeses do Finnish Institute of Occupational Health, liderados por Mariana Virtanen, monitoraram mais de 2.200 trabalhadores ingleses desde os anos 80. E o resultado mostrou que os que fizeram horas extras demais mostraram declínio em suas funções cognitivas (inteligência e memória, por exemplo).

O grupo estudado, hoje todos na casa dos 50 anos de idade, passou por 5 baterias de testes entre 1997 e 1999 e mais uma vez entre 2002 e 2004. As pessoas que trabalharam mais de 11 horas por dia tiveram piores resultados em teste de vocabulário, raciocínio e memória de curto prazo quando comparados aos considerados trabalhadores normais (até 40 horas de trabalho semanal) e os medianos (entre 41 e 55 horas). O efeito da sobrecarga de trabalho foi cumulativo nos resultados, ou seja, quanto mais horas em média o profissional passou no emprego, maiores foram os danos e piores os resultados.

Apesar de não haver uma explicação conclusiva sobre esse efeito, os pesquisadores inferiram que quanto mais a pessoa trabalha, menos dorme, mais propenso à depressão e às doenças cardiovasculares fica e mais álcool consome. O professor Mika Kivimäki, um dos líderes no projeto, afirmou que estudos adicionais serão conduzidos no futuro, já que é muito importante saber se os efeitos causados aos workaholics pode chegar à demência total do cérebro.