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segunda-feira, 7 de junho de 2010

Mitos: café não desperta e maconha não interfere na direção

Publicado no Terra em junho de 2010
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É de voz corrente que beber muito café faz a pessoa ficar pilhada e agitada, e que dificilmente quem o toma à noite consegue dormir. Também tanto quem consome, como quem é contra a maconha diz que a droga deixa os reflexos lerdos e prejudica a atenção. Agora dois estudos científicos, um vindo da Inglaterra e outro dos Estados Unidos põem à prova essas máximas.

No país da rainha, cientistas testaram o quanto o café poderia mexer com o estado de espírito de quem bebe. Para isso, pegou 379 adultos entre não bebedores e consumidores vorazes das beberagens com cafeína e pediu-lhes que ficassem 16 horas em abstinência. Depois disso, ministrou para algumas pílulas de cafeína e para outros placebos.

O que foi constatado é que aqueles que estão acostumados a ingerir fartas quantidades de cafeína não ficam mais agitados ou despertos, somente revertem os efeitos de fadiga que a retirada súbita da substância causou, ou seja, a cafeína só faz com que o cara volte ao estado "normal". Os pesquisadores também registraram que aqueles que tem predisposição genética para ansiedade não evitam o café. Pelo contrário, são os que mais ingerem a bebida.

Já na terra de Obama, medicos do Hartford Hospital, em Connecticut, e da Universidade do Iowa Carver College of Medicine constataram que a maconha não interfere na capacidade de uma pessoa em dirigir um carro.

Oitenta e cinco pessoas passaram por um simulador de direção que apresentava diversas situações de perigo, como carros cruzando a rua quando não deveriam, veículos de emergência na pista, sinais que fechavam bruscamente etc. Depois disso, uma parte dos testados fumavam um cigarro de maconha com nível de 2,9% de THC (a substância psicoactiva encontrada na Cannabis), enquanto outros um baseado com THC zero (ou seja, o famoso placebo). Ao fazer o teste de direção de novo, verificou-se que o desempenho dos que fumaram o cigarro de maconha que dava barato foi o mesmo da turma do placebo.

O que foi visto de diferente é que a pessoa do THC de 2,9% diminui a velocidade do carro simulado como uma forma de compensar uma possível perda de atenção. Só que não adianta começar a comemorar enrolando um.

Um estudo de 2008 havia mostrado que consumidores de maconha tem um risco para acidentes, mas menor do que aqueles que tomam grandes quantidades de álcool. Ao juntar os dois demônios (bebida e maconha), a possibilidade de se envolver em um acidente será muito maior que o uso de cada um separadamente. E como não adianta tomar acfé para ficar acordado, então o ideal é não dirigir mesmo.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Pesquisa lista maiores desculpas para não atender o celular

Publicado no Terra em maio de 2010
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Que jogue o primeiro IPhone aquele que nunca ignorou uma ligação de um amigo ou parente no celular e logo depois trabalhou uma desculpa para esconder esse lapso moral. Pois bem, a Universidade de Salford na Inglaterra promoveu um estudo entre os britânicos (mas acredite, pode ser aplicado em muitos lugares) que mostrou que as pessoas amadas e os melhores amigos são aqueles que são mais ignorados do que ligações de estranhos ou de colegas de trabalho.

Aparentemente as pessoas não atendem essas ligações porque sabem que terão que despender mais tempo na conversação com um conhecido do que com outras pessoas. O grande problema é que bate o peso na consciência por ter preterido o telefonema, e aí vem a fabricação de desculpas. Segundo um dos autores do estudo, existe um contrato não verbal entre nós e as pessoas que gostamos. Se uma delas nos liga e nós não atendemos, estamos quebrando essa ligação.

O mais interessante é que o relatório final listou as 10 desculpas mais usadas pelos respondentes e ainda apontou outras muito esfarrapadas como "estou alimentando o gato", "perdi o poder da fala" ou ainda uma que ganha o prêmio de originalidade "estou em um trampolim, não posso atender agora". Veja abaixo a lista das Top 10 e se ainda não usou alguma.

1) Não ouvi o telefone tocar
2) Eu estava dirigindo
3) Não conseguia achar o celular
4) Eu estava em uma reunião
5) Apertei o botão errado
6) Estava no banheiro
7) Não reconheci o número
8) Não podia ou não queria falar
9) Tinham pessoas em volta que podiam escutar a conversa
10) Ocupado no quarto (se é que me você entende)

sábado, 27 de março de 2010

Ciência traz a nova arma contra o HIV: banana

Publicado no Terra em março de 2010
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Banana, meninos, têm vitamina, engorda e faz crescer, como diria uma antiga musiquinha e agora pode se tornar uma das maiores aliadas da ciência e saúde pública na prevenção da transmissão do vírus HIV. A novidade veio dos Estados Unidos, onde um estudo realizado na Universidade de Michigan mostrou que um dos componentes químicos da banana, a lectina BanLec, é tão eficaz quanto duas drogas anti-HIV desenvolvidas em laboratórios.

Lectinas são proteínas encontradas em alguns vegetais que têm a capacidade de serem ligadoras de carboidratos ou glicoconjugados. Já faz algum tempo que a ciência tem estado de olho nessa proteína, pois ela tem a capacidade de parar reações em cadeia de alguns processos infecciosos causados por vírus. No caso da BanLec, ela consegue se ligar ao açúcar encontrado em alguns pontos do corpo do vírus HIV e barrar sua ação no organismo. Mesmo as drogas mais potentes não conseguem superar o fato do vírus ser mutante, mas com a lectina são necessárias inúmeras mutações para que o vírus consiga se livrar dela.

A equipe estuda maneiras para alterar o BanLec e aumentar sua eficiência, mas adianta que já é possível uma aplicação da substância em cremes e pomadas, vaginais e anais, reforçando a proteção na hora do sexo. Os pesquisadores afirmam que a extração da proteína da banana é muito mais barata que a produção de componentes sintéticos e já preveem que poderá salvar milhões de vidas. Até mesmo uma análise mais conservadora mostrou que se o grau de eficácia fosse e apenas 60%, a BanLec salvaria 2,5 milhões de pessoas em três anos.

O Brasil possui hoje cerca de cerca de 600 mil de pessoas infectadas com o HIV e seu esquema de prevenção e conscientização das pessoas em torno da epidemia já ganhou elogios da Organização Mundial da Saúde. Apesar da camisinha ser até agora o melhor método para não se contrair o vírus, a má colocação ou mau uso pode diminuir sua eficácia. A adição de um creme barato, a base de banana, na equação é seguramente garantia adicional de tranqüilidade para um sexo saudável.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Dieta alimentícia da Santa Ceia cresceu a proporções bíblica

Publicado no Terra em março de 2010
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Já que a Páscoa está tão perto, aqui vai uma pesquisa para lá de curiosa realizada na Universidade de Cornell e publicada no periódico especializado International Journal of Obesity: as porções de comida nos quadros da Santa Ceia aumentaram de tamanho no decorrer dos séculos.

Os pesquisadores compararam as porções apresentadas em 52 obras da famosa última refeição de Cristo pintadas nos últimos mil anos e graças aos recursos da tecnologia, analisaram a proporção da comida, dos pratos e do pão frente à cabeça dos apóstolos e de seu mestre.

Do primeiro quadro analisado ao último, o tamanho da comida aumentou em 69%, o do prato em 66% e o pão, 23%. O principal responsável pelo estudo, Brian Wansink, um especialista em comportamento gastronômico e obesidade teve a ajuda do irmão, professor de religião e pastor presbiteriano e serviu mais para mostrar que a arte reflete seu próprio tempo, uma vez que os meios de produção, distribuição e conservação de alimentos cresceram muito no último milênio.

Obviamente que a relação das pessoas com a comida também, já que não existe nenhuma explicação religiosa para o fato.

Outro cientista especializado em comportamento e saúde, Martin Binks, considerou que o trabalho dos irmãos Wansink não tem assim um valor científico tão relevante, mesmo porque é só analisar as porções oferecidas em fast-foods para ver que estão realmente maiores.

Só para lembrar, a Bíblia só cita o pão e o vinho no jantar de Jesus, cada um com simbolismo próprio. O peru, o leitão, o lombo, a farofa, o arroz, a salada, os molhos e a Colomba com sorvete ficam à seu cargo.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Estudo derruba mitos negativos da pornografia

Publicado no Terra em março de 2010
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Vivemos hoje num mundo onde a pornografia está ao alcance de qualquer um, 24 horas por dia. Há cerca de 30 anos, para conseguir ver algum material um pouco mais pesado, tinha-se que ter a cara de pau de ir a uma banca de jornal comprar uma revista de gosto duvidoso ou alugar um filme na locadora que, para tronar a coisa mais constrangedora, reservava uma sala fechada para as produções adultas. Hoje, a internet está aí para proporcionar a qualquer um sua fantasia particular e inspirar outros.

Os adversários da pornografia a atacam alegando que ela incentiva um comportamento que poderia levar a agressões sexuais e estupro, gera atitudes antissociais e contribui para a degradação da mulher. Para Milton Diamond, professor do departamento de anatomia, bioquímica e fisiologia da Universidade do Havaí e diretor do Pacific Center for Sex and Society, os detratores desta "arte" estão redondamente enganados. Pornografia não afeta em nada e ainda, em alguns casos, até melhora o indivíduo.

No relatório "Pornography, Public Acceptance and Sex Related Crime: A Review",(pornografia, aceitação pública e crimes sexuais: uma revisão (disponível para leitura no site da Universidade), Diamond compila muitos estudos já feitos sobre comportamento decorrente do hábito de assistir filmes pornôs pata mostrar que ninguém que gosta de ver sexo na tela é um depravado. Segundo ele, pesquisas realizadas em países como EUA, Japão, Dinamarca, Croácia, China, Alemanha, Polônia entre muitos outros, mostraram que desde que houve uma liberalização do uso de material pornográfico, os estupros caíram, em alguns casos, mais de 30% quando comparados à década de 70. Mesmo nos EUA, os estados que apresentam menor penetração de internet, como Utah por exemplo, tem mais casos e agressão sexual reportados do que aqueles com grande uso da web.

O professor também disseca a justificativa da polícia que, ao prender um agressor sexual, geralmente divulga que o criminoso era viciado em filmes pornôs. Segundo ele, a maior parte dos homens já teve ou tem acesso a produções pornográficas e vai além: pesquisas já mostraram que estupradores, mais do que criminosos não sexuais, tiveram menos acesso a pornografia em sua infância e a grande maioria foi punida na tenra idade ao ser flagrado com algum material adulto. Além disso, um estudo feito na população carcerária americana apontou que esses mesmos estupradores e aqueles que molestam crianças reportaram usar menos material pornô na vida adulta do que outros tipos de delinqüentes.

Quanto à degradação feminina, além do fato da indústria pornográfica ser uma das poucas a oferecer salários maiores às mulheres, pesquisas de psicologia já mostraram que homens usuários de filmes pornôs costumam ser menos machistas do que aqueles que não os assistem. E nenhuma pesquisa conseguiu provar que pornografia e atitudes machistas andam lado a lado. O mesmo acontece com atitudes antissociais. O governo inglês, assim como o canadense, montaram anos atrás grupos para investigar se a pornografia poderia afetar a cidadania e depois de mais de 15 anos de estudo , a conclusão foi negativa.

Enfim, estudo do professor Diamond não pretende ser um advogado de defesa da pornografia no mundo e sim, alertar para o preconceito baseado em interesses políticos e pessoais. Pessoas que curtem os filmes e revistas pornôs não devem ser encarados como depravados sem moral, no final das contas. Até mesmo o maior site cristão do mundo, o Christianet.com, verificou que 50% de seu público masculino e 20% do feminino são viciados em pornografia. E 60% das mulheres das mulheres respondentes, boa parte delas freqüentadoras semanais de suas igrejas, lutam diariamente contra as tentações de passear em sites pornográficos.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Escuridão do ambiente desperta o "lado negro" das pessoas, diz estudo

Publicado no Terra em março de 2010
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Já houve pesquisas no passado que mostraram que pessoas usando capuz, onde não se dá para ver sua face, são mais propensas a cometer crimes ou se comportar mal. Segundo o site LiveScience, agora uma pesquisa da Escola de Gerenciamento da Universidade de Toronto mostrou que o mesmo pode acontecer quando o ambiente está à meia-luz ou quando a visão da pessoa está mais escurecida. Ou seja, a sensação que ninguém está olhando aparentemente nos dá a liberdade de trapacear.

Para provar a teoria, 84 estudantes foram divididos em dois grupos, um em uma sala com pouca iluminação e outra muito clara. A cada um foi dado dez dólares, um envelope e uma prova matemática onde eles deveriam escolher dois números de 20 matrizes, que somassem dez. A cada resposta certa, eles ganhavam 50 centavos. A pegadinha é que os próprios alunos é que marcavam a pontuação e colocavam no envelope o dinheiro que não lhes era devido. No final das contas, verificou-se que o pessoal do quarto mais escuro trapaceou mais que o grupo no quarto claro. O primeiro grupo teve uma média declarada de 11,5 acertos contra 7,8 do segundo. Quando os examinadores conferiram as provas, viram que os dois grupos acertaram a mesma coisa, ou seja, em torno de 7,8.

Em outro teste, alunos da universidade foram convidados a participar de um jogo onde deveriam dar dinheiro (US$ 6) a um estranho e estavam separados em grupos usando óculos escuros e outro com óculos de lentes transparentes. Aqueles com os olhos cobertos foram mais egoístas, distribuindo pouquíssima grana.

Segundo os cientistas, nas entrevistas com os participantes do jogo, o pessoal que usava óculos escuros afirmou estar mais anônimo e achando que não estavam sendo observados. Parafraseando um antigo personagem dos quadrinhos: quem sabe o mal que se esconde no coração dos homens? Pelo visto, a ciência sabe.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

'Corpo violão' age como droga em cérebro masculino

Publicado no Terra em fevereiro de 2010
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Mais uma pesquisa genial para explicar porque nós, homens, somos desse jeito estranho. Cientistas americanos descobriram que só a simples visão de uma mulher com corpo violão, ou seja, cintura fina e quadril grande, ativa uma parte do cérebro ligada a recompensa. O interessante é que tanto o álcool como as drogas afetam a mesma área e conseguem o mesmo efeito.

Para chegar a essa importante descoberta, pesquisadores da Georgia Gwinnett College fizeram 14 homens com idade média de 25 anos analisar e dar notas a fotos de mulheres nuas antes e depois de passarem por cirurgias de correção de silhueta, aquelas que tiram gordura de um lugar e colocam em outro (geralmente nas nádegas).

Nisso tudo, os voluntários estavam conectados a aparelhos de escaneamento da atividade cerebral e foi constatado que nas imagens pós-operação, a área de recompensa do cérebro é mais ativada.

Essas conclusões podem explicar o porquê de certas pessoas serem viciadas em pornografia e também aqueles que sofrem de disfunção erétil quando carentes de imagens pornográficas.

Outro uso possível pode ser para entender a infidelidade masculina. O próximo passo é realizar o mesmo estudo com mulheres em relação ao corpo masculino.

É bom lembrar que o velho e bom Hugh Hefner já tinha descoberto a mesma coisa há décadas sem examinar o cérebro de ninguém e fez uma fortuna com a revista Playboy. As informações são do site LiveScience.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Tédio poderia levar a morte, diz pesquisa inglesa

Publicado no Terra em fevereiro de 2010
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Altamente controverso, um estudo inglês mostrou que a falta de desafios e o tédio, especialmente no ambiente de trabalho, pode levar uma pessoa à morte.

Na verdade os cientistas ingleses viram que pessoas que consideram seu cotidiano muito tedioso têm mais chances de morrer jovem, tem duas vezes e meia mais chances de ter um enfarte fulminante ou um derrame comparado com as pessoas que se sentem felizes na labuta diária.

Para chegar a essas conclusões, os especialistas acompanharam mais de 7 mil funcionários públicos entre 35 e 55 anos de idade, durante 25 anos. Entre 1985 e 1988, esse pessoal foi entrevistado sobre seu nível de tédio no trabalho.

Em abril do ano passado, os cientistas foram reexaminar o público e verificaram quantos já haviam morrido, e chegaram a 37% do público, sendo que muitos graças a cigarros e bebidas.

O alerta para os indivíduos que se sentem entediados no seu cotidiano é que achem interesses para sair de sua situação que não seja um vício.

Os críticos do projeto afirmaram que não é o tédio que mata e, sim, o vício, e que as conclusões são errôneas por não considerarem se os estudados tinham propensão a fumar e/ou beber ou às doenças que os mataram.

De qualquer maneira, psiquiatras recomendam que quem estiver nessa situação de desencanto foquem em si e em suas famílias, sempre imaginando maneiras de serem mais relevantes nas próprias vidas.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

'Discussões de relação' são dissecadas em pesquisas médicas

Publicado no Terra em fevereiro de 2010
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Pouca gente no mundo tem a habilidade e maturidade para conseguir lidar com as DRs e ainda saírem ilesas de uma. As diferenças naturais entre homens e mulheres fazem com que as discussões acabem em intermináveis bate-bocas e posições inflexíveis. Recentes estudos americanos resolveram abordar alguns aspectos desse assunto como porque cada um tem uma lembrança diferente de sua posição (e a do parceiro) em brigas, como a coisa pode ser resolvida mais construtivamente e ainda os efeitos de um parceiro que apoia demais o outro. Veja abaixo a que conclusão eles chegaram.

1) O uso de "nós" e "nosso" garante brigas mais tranquilas.

O estudante de psicologia da Universidade da Califórnia Benjamin Seider mostrou, recentemente, que quando em um casamento ou relacionamento formal o parceiro usa as palavras "nós" e "nossos" em conflitos, acabam projetando uma atitude mais positiva que aqueles que descarregam "eu", "você", "meu" e "seu", já que transmitem que os dois são aliados e não concorrentes em um problema. O estudo envolveu 154 casais de meia-idade que estivessem em seu primeiro casamento. Em laboratório, eles passaram por uma discussão de 15 minutos sobre algum conflito marital enquanto eram monitorados em termos de batimentos cardíacos, temperatura do corpo, nível de sudorese, entre outros fatores. De qualquer maneira, como o teste foi feito em ambiente controlado e as pessoas podiam estar resguardando suas emoções, mais pesquisas nesse sentido deverão ser realizadas. Mas, convenhamos, já é um bom começo para se lidar com uma briga de casal.

2)Personalidade influencia na memória afetiva de uma discussão.

Você já deve ter passado por uma situação onde, no meio da discussão, seu parceiro ou parceira começa a citar a sua atitude em outra DR e você passa a tentar mostrar que não agiu dessa ou daquela maneira naquele momento passado. Pois é, seu companheiro ou companheira não está difícil ou tentando lhe detonar um pouco mais. Três cientistas em psicologia, Jeffry Simpson, da Universidade de Minnesota; W. Steven Rholes, do Texas A&M University; e Heike A. Winterheld, da Universidade Estadual da Califórnia, provaram que seu grau de conexão e dedicação ao relacionamento vai influenciar em como você se lembra de eventos afetivos. Pessoas mais esquivas em termos da relação, aquelas que limitam a intimidade e valorizam o controle a independência durante um relacionamento se veem como menos apoiadoras e incentivadoras do que realmente foram no momento da discussão, enquanto aquelas mais abertas e menos ansiosas, que prezam a vida a dois e a intimidade, se acham mais próximas e compreensivas do que realmente foram quando estavam discutindo algum assunto polêmico. Ou seja, pessoas não respondem à relação pelo que falam, ouvem e agem e sim pelo que colocam como objetivos na vida amorosa.

3)Apoio errado pode causar mais confusão do que benefícios

Todo mundo já deve ter se cansado de ouvir que quando um casal tem problemas, o melhor é um apoiar o outro. O que não contaram é que tipo de suporte deve ser dado, porque um estudo da Universidade de Iowa mostrou que muito apoio ou apoio errado podem por tudo a perder. E para a coisa não chegar a um nível péssimo, muito diálogo deve aparecer no dia a dia, porque concluíram que a satisfação marital acontece quando o marido recebe o apoio certo para seu problema e quando a esposa pede pelo apoio correto ao seu (ao invés de esperar que o parceiro saque qual ela está precisando). Depois de entrevistar 103 indivíduos, os pesquisadores dividiram os tipos de apoio em quatro: físico/emocional (ouvir, abraçar, pegar na mão), apreço (expressar orgulho e confiança no outro), informativo (dar conselhos ou buscar informações para a resolução do problema) e tangíveis (assumir certas responsabilidades para ajudar o parceiro). Como a cada hora precisamos de um ou mais tipos diferentes de suporte, o melhor é perguntar como você pode ajudar ou dizer que tipo de ajuda precisa. Fácil, não é?

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Genética pode explicar porque você não perde peso malhando

Publicado no Terra em fevereiro de 2010
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Se você é do tipo que se mata diariamente em uma esteira, bicicleta ou aula de aeróbica e não consegue perder um centímetro de medida no corpo, pode ligar para seus pais ou avós e xingá-los. A culpa pode estar no seu DNA, passado de geração em geração. Pesquisadores de 14 instituições no mundo todo se juntaram e analisaram as melhoras (ou não) na condição cardiovascular de 600 voluntários se exercitando em bicicletas.

O parâmetro para a análise foi a quantidade de oxigênio ingerido, que é um indicador da capacidade de bombeamento de sangue do coração e um dos fatores essenciais para a boa saúde.

Foram encontrados 30 genes que afetam esse consumo de oxigênio e diferenças em 11 desses genes estão relacionadas a mudanças nesse consumo, que seriam afetados pelos exercícios aeróbicos.

Cerca de 20% das pessoas analisadas apresentaram genes "antifitness", ou seja, não importa a quantidade de exercício que fazem, não há aumento de ingestão de oxigênio, nem queima substancial de calorias, logo esse tipo de exercício não faz a menor diferença na vida dessas pessoas. Por outro lado, 10% tiveram um aumento muito acima da média em sua capacidade respiratória.

Para o grupo dos genes "antifitness", os pesquisadores recomendam exercícios envolvendo pesos, dieta controlada e em alguns casos, remédios de controle de colesterol para manter a saúde do coração intacta. Os resultados do estudo foram publicados no periódico especializado Journal of Applied Physiology.

Quem atira mais rápido em um duelo? Ciência dá a resposta

Publicado no Terra em fevereiro de 2010
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O faroeste já foi o gênero de filmes mais popular entre homens há muito tempo e quem não assistiu Três Homens em Conflito ou Por Um Punhado de Dólares a Mais, ambos de Sergio Leone, não sabe o que está perdendo em termos de ótimo roteiro, diálogos brilhantes e principalmente, duelos. E as cenas eram clássicas. Dois caras (no caso do primeiro filme citado são três) se encontram na rua, se olham por uma eternidade e depois sacam suas armas. Tinha mais chance de sair vivo quem punha as mãos no revólver por último.

Psicólogos da Universidade de Birmingham descobriram agora que os pistoleiros que esperavam o desafeto fazer o primeiro movimento eram 10% mais rápido para sacar tirar sua arma e atirar.

Para provar a teoria, voluntários foram convidados a se enfrentar para ver quem apertava um botão e verificar quem o fazia mais rapidamente, aquele que tomava a iniciativa ou quem reagia à ação.

Segundo os estudiosos, os duelos são um ótimo exemplo de intenção e reação no ser humano, que é, inclusive, uma das características que nos auxiliou na evolução da espécie.

As implicações do estudo no dia a dia são grandes, já que na nossa rotina fazemos uma série de movimentos reagindo a situações e nossa velocidade nesses casos sofre um aumento.

A idéia já vinha sendo estudada desde o começo do século 20 quando foi notado - e naquela época o pessoal ainda participava de duelos - que nossas mãos se movem mais rápido que nossa habilidade de pensar no movimento.

Com isso, é possível explicar, por exemplo, o tempo de reação de motoristas em ruas e estradas quando uma situação inesperada ocorre e até mesmo auxiliar nas pesquisas sobre o mal de Parkinson.

Em tempo, o estudo concluiu que a diferença entre o segundo "atirador" e o bandido que se moveu primeiro é de, em média, 21 milissegundos, mas que o primeiro a sacar está 200 milissegundos na frente do outro até gerar uma reação.

Obviamente que isso não vale para Gene Wilder em Banzé No Oeste de Mel Brooks, a melhor comédia sobre bangue-bangue já feita, que era o pistoleiro mais rápido do mundo e atirava sem mexer os braços.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Ficar muito tempo sentado é mais prejudicial do que se pensa

Publicado no Terra em fevereiro de 2010
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Pare para pensar um pouco e calcule o tempo em que você fica sentado durante todo o dia. Só que não se esqueça de acrescentar nessa conta o período que você está dirigindo, na frente da TV ou do computador. Ou trabalhando. Deu muito? Então comece a mudar seus hábitos, pois um estudo conduzido pela médica Elin Ekblom-Bak, da Escola Sueca de Esportes e Saúde, e publicado no periódico especializado British Journal of Sports Medicine, alerta que quanto mais você ficar sentado, mais vai destruir sua saúde e poderá inclusive morrer disso, mesmo se fizer atividade física diariamente.

Apesar de não ter chegado ainda a um tempo específico para que o prejuízo aconteça, a pesquisa conseguiu mostrar que após quatro horas consecutivas sentado, o corpo passa a enviar sinais de perigo, já que as os genes que regulam a quantidade de glicose e gordura no organismo simplesmente desligam. Ou seja, as chances de doenças cardíacas, de ganhar peso e até mesmo morrer aumentam e muito. No ano passado, pesquisadores canadenses que haviam acompanhado 17 mil pessoas por 12 anos, mostraram que aqueles que passavam o dia sentado tinham maior risco de vida, independente do fato de se exercitavam ou não.

Quebrar esse ciclo é fácil. Basta se levantar a cada hora de trabalho, se espreguiçar e dar uma volta pequena de cinco a dez minutos. Pense bem, ao invés de você mandar um e-mail a um colega de trabalho, ande até a mesa dele. Vá almoçar a pé ao invés de pegar o carro. Dê uma caminhada noturna quando depois de chegar em casa. E ainda mostre essa matéria para seu chefe, para que ele (ou ela) institua coffee breaks regulares naquelas intermináveis reuniões de equipe.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Cerveja teria motivado a busca humana pela agricultura, diz pesquisador

Publicado no Terra em janeiro de 2010
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Depois que estudiosos disseram que a fofoca foi a base da comunicação, agora um pesquisador da Universidade do Museu da Pensilvânia vem com uma teoria para lá de original: a humanidade saiu da caça para a agricultura para produzir bebidas alcoólicas, em especial a cerveja. Ou seja, churrasco na laje com a loura acompanhando é uma tradição milenar.

Patrick McGovern, que é arqueólogo biomolecular e um dos maiores especialistas no mundo em estudos sobre bebidas antigas, acredita que o álcool deu a principal motivação para a domesticação das plantas e com isso colocou em funcionamento a máquina da sociedade. Segundo ele, o homem já produzia cerveja há mais de 9000 anos. Uma das amostras estudadas, datada de 7000 anos e descoberta na China, consiste um pedaço de um pote de barro que apresenta traços de ácido tartárico, um componente encontrado em bebidas fermentadas.

E mais, para produzir a cerveja antiga, os antigos do período neolítico usavam do método mais primitivo de fermentação: dentes e saliva. Eles mastigavam arroz selvagem, transformando o amido em açúcar maltado. Isso era misturado então a mel, uvas selvagens e frutas de hawthorn. A ciência ainda não descobriu, porém, como o homem chegou na bebida alcoólica. Uma das desconfianças é que uma fruta pode ter caído de uma árvore dentro de uma poça de água, fermentado e alguém comeu. Quando o álcool bateu no cérebro, obviamente que o indivíduo queria mais.

A necessidade de ficar perto das plantas, originou então a agricultura e indo mais adiante no raciocínio, como os efeitos que temos hoje ao beber demais são os mesmos que antigamente (aquela necessidade de abraçar alguém quando se está bêbado e dizer que a pessoa é seu melhor amigo e que você tem muita consideração por ela), aumentou a socialização. "Acredito que todos enxergam essa teoria como plausível, mas não temos nenhuma evidência real. Eu só quis lançar uma hipótese ao mundo", disse McGovern.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Falar ao celular poderia aumentar a memória e combater Alzheimer, diz pesquisa

Publicado no Terra em janeiro de 2010
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Muito já se especulou sobre os efeitos da utilização dos aparelhos celulares nos corpos. Já relacionaram, por exemplo, a câncer, impotência e desenvolvimento da doença de Alzheimer. Agora, na contramão disso tudo, surge uma pesquisa da South Florida University, que mostrou que nossos telefones portáteis podem ter um efeito benéfico ao cérebro. Pelo menos os dos ratos.

O estudo envolveu 96 ratos de laboratório, alguns deles geneticamente alterados para apresentar distúrbios parecidos com o de Alzheimer. O resultado verificou que a exposição às ondas eletromagnéticas dos celulares não só ajudou a impedir que os alguns roedores desenvolvessem a doença como reverteu a perda de memória de outros. Também foi apontado um aumento na memória dos ratos sadios. Essa exposição ocorreu diariamente por nove meses em duas sessões de uma hora cada.

Os cientistas acreditam que pelos ossos da cabeça humana serem muito mais grossos que os do rato, os benefícios do uso do celular levariam anos para acontecer, mas os acreditam que esse estudo podem levar a outros que verifiquem esses efeitos em pessoas. E obviamente que não recomendam que todo mundo passe a ficar horas falando no celular pois, segundo eles, não se sabe ainda se há efeitos danosos e a conta pode ficar muito alta.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Homens estacionam seus carros melhor que mulheres

Publicado no Terra em dezembro de 2009
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O que antes parecia somente intriga da oposição tornou-se cientificamente real: homens sabem fazer baliza melhor que mulheres. E não só isso. Ao entrar de frente em uma vaga, os machos da espécie humana conseguem centralizar o carro no espaço, enquanto sua contrapartida feminina ou para torto ou joga o veículo mais para um lado.

Inspirada pelos comentários chauvinistas de que mulher não serve para dirigir, a Dra Claudia Wolf da Universidade Ruhr na Alemanha, testou as habilidades de manobras de 65 voluntários e mostrou que as moças levam 20 segundos a mais em média para conseguir colocar seu automóvel em uma vaga quando comparadas aos homens.

A diferença nos tempos de manobra pode ser explicado através de estudos anteriores que haviam mostrado que mulheres preferem correr menos riscos na direção, daí um cuidado maior na hora de colocar um carro em um espaço restrito.

O que intrigou a psicóloga foi o fato de os homens conseguirem centralizar o automóvel e as moças não. Segundo ela, dirigir mais devagar deveria trazer melhores resultados e não piores e, pelo jeito, os homens aproveitam mais da sua percepção espacial.

A ativista feminista australiana, Germaine Greeer, afirmou que esse estudo era totalmente sem sentido e que, como as mulheres possuem peitos, fica mais difícil virar para olhar para trás na hora de estacionar. Pamela Anderson que o diga.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Aumente sua sedução através de 10 descobertas da ciência

Publicado no Terra em dezembro de 2009
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Todo homem que se preze quer ter a capacidade mágica de conseguir seduzir qualquer mulher que apareça na frente e acredito que você não é uma exceção. E como justamente o processo de sedução é uma incógnita enorme, dezenas de universidades, institutos de pesquisas e laboratórios passam seus tempos tentando entender o que realmente atrai o sexo oposto. É por isso que compilamos o resultado dos mais interessantes estudos publicados em 2009, para que seu final de ano seja memorável:

1)Ofereça álcool à menina (de preferência vinho tinto): uma pesquisa divulgada em maio e realizada em nove países europeus constatou que 23% das moças bebem nas baladas para aumentar suas chances de terem sexo. E mais, na Itália pesquisadores provaram que o vinho tinto deixa as mulheres mais safadas já que é vaso-dilatador e aumenta a irrigação do sangue nos órgãos. Todos, diga-se de passagem.

2)Procure encontrar mulheres espiritualizadas e sem formação acadêmica: essa veio dos Estados Unidos e foi publicada no Terra e mostrou que moças mais espiritualizadas e que acreditam na conectividade com outros seres humanos fazem mais sexo. Outro estudo mostrou que as religiosas (o que não tem nada a ver com espiritualizada em si) são o grupo que menos pratica a cópula, assim como as que têm diploma universitário.

3)Faça trabalhos domésticos e deixe elas saberem: também proveniente da Europa, o estudo mostrou que os homens que se dispõem a ajudar na casa e a criar os filhos fazem mais sucesso que os machões que não se levantam da poltrona nem para pegar uma cerveja na geladeira.

4)Passe a cantada no ouvido direito: pesquisadores italianos testaram e provaram que uma pessoa se torna mais receptível quando a informação é dita em seu ouvido direito já que está diretamente relacionado ao lado esquerdo do cérebro, que é mais lógico e processa informações verbais.

5) Entenda que bombons não são só um mimo e sim uma arma estratégica: outra vez, nossos amigos da terra de Berlusconi, mostraram que o chocolate preto (aquele com mais cacau) altera positivamente a libido feminina por ser rico em antioxidantes, assim como o vinho tinto.

6)Tenha um visual macho para as meninas que não tomam pílula: os anticoncepcionais, ao agir nos hormônios femininos, fazem com que elas procurem homens com ar mais feminilizados ou infantis, segundo estudo americano. Já aquelas que não tomam pílula, preferem, especialmente no período fértil, machos típicos com barba por fazer e peito peludo. Leve muita camisinha para não comemorar o Dia dos Pais depois.

7)Pense como um nerd: uma pesquisa informal realizada por um site de games apontou os geeks, tecnólogos e nerds como os homens que mais se preocupam com o prazer sexual feminino e os que mais aceitam brinquedos sexuais na hora da transa.

8)Saiba beijar muito bem: está cientificamente provado que é através do beijo que ocorre a escolha definitiva de um parceiro, mesmo porque o cérebro humano é mais dedicado a colher informações através da língua e dos lábios do que, por exemplo, das costas. E isso é muito mais forte entre as mulheres do que em homens.

9)Escolha mulheres que malham e usam salto alto: um estudo do site orgasmsurvey.com mostrou que as fanáticas por academia têm mais probabilidade de terem orgasmos. Já a cientista italiana Maria Cerruto provou que o uso de salto alto fortalece os músculos da pélvis, o que leva a mais prazer na hora do sexo e obviamente a mais vontade de fazer sexo.

10)Coma mais melancia: um estudo de um instituto texano constatou que comer melancia traz os mesmos efeitos que o Viagra já que afeta os vasos sanguíneos e aumenta a libido masculina. Tudo isso graças à substância citrulina que é transformada em arginina pelos hormônios humanos e age na circulação do sangue.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Sexo casual não traz danos emocionais, diz pesquisa de Minnesota

Publicado no Terra em dezembro de 2009
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Atenção, fãs das relações informais, amigos com benefícios, ficantes entre algumas expressões que até podem ser publicadas aqui. Pesquisadores da Universidade de Minnesota entrevistaram 1300 jovens entre 18 e 24 anos e constataram que aqueles que costumam praticar sexo casual (1/5 dos participantes) apresentaram o mesmo estado emocional - a saber, bem-estar sentimental e auto-estima - que o grupo que está em relações estáveis. Segundo Marla Eisenberg, professora assistente da Escola de Saúde Pública da universidade, o resultado não surpreendeu e derruba o mito propagado pelas campanhas de abstinência que o sexo casual é totalmente destrutivo em termos emocionais.

Acontece que a professora também não incentiva a prática. "Não é para qualquer um e tem que se considerar que sexo casual pode ser danoso à saúde física graças às doenças sexualmente transmissíveis, gravidez indesejada e violência sexual. É nisso que as autoridades deveriam focar em suas campanhas", afirmou a especialista. Em tempo, o estado de Minnesota vem apresentando um índice crescente de gravidez adolescente e de DST. Portanto, para a diversão não virar dor de cabeça, não se esqueça da camisinha.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Homem chora sim, diz estudo alemão, mas muito pouco

Publicado no Terra em novembro de 2009
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Esqueça aquela coisa que você escutou desde criança de que homem que é homem não chora. Segundo a Sociedade Alemã de Oftalmologia, marmanjos se debulham em lágrimas 17 vezes ao ano, em média, enquanto as mulheres ficam entre 30 e 64 vezes no mesmo período. A pesquisa viu que enquanto o choro masculino tende a durar entre dois e quatro minutos, as moçoilas molham a face por pelo menos seis minutos. E mais, em 65% dos casos femininos, um chorinho se transforma em um volume de água comparável às Cataratas do Iguaçu, enquanto só em 6% dos homens que a coisa torna-se realmente lacrimosa.

Ainda não foi provado cientificamente a função do choro ou sua capacidade catártica ou relaxante, mas os médicos constataram que até a adolescência não há diferença entre os sexos no quesito chorar, mas a partir dos 13 anos de idade, meninos e meninas são educados diferentemente em termos de demonstrar sentimentos. Ainda no tema, o estudo afirmou que mulheres choram por se sentirem inadequadas, quando são confrontadas com situações que não conseguem resolver ou ao lembrar de situações passadas. Já os machos choram por empatia ou quando seus relacionamentos falham. O que prova que são as mulheres que nos fazem chorar de verdade e não filmes da Lassie ou derrota do time de futebol.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Pesquisa americana desvenda os virgens de 40 anos

Publicado no Terra em novembro de 2009
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Sucesso nos cinemas em 2005, O Virgem de 40 anos, comédia estrelada por Steve Carrell, mostrava as agruras de um vendedor de equipamentos eletrônicos que chega à meia-idade sem nunca ter se deitado com uma mulher e as zombarias que aguenta dos colegas de trabalho. Mais do que dólares para os produtores, o filme parece também ter despertado a curiosidade da comunidade médica americana, já que o urologista Michael Eisenberg, da Universidade da Califórnia em São Francisco, resolveu traçar um perfil destas criaturas puras.

O estudioso entrevistou cerca de 7 mil pessoas e através de extrapolações estatísticas chegou à conclusão que só nos Estados Unidos existem cerca de 1,1 milhões de homens e 800 mil mulheres virgens, com idades variando entre 25 e 45 anos. Outras conclusões são igualmente interessantes, como você pode conferir abaixo:

Entre os homens
- 14% dos entrevistados confirmaram nunca terem tido uma relação sexual.
- os homens que costumam frequentar a igreja são cinco vezes mais propensos em manter sua virgindade e também se eximem de beber álcool.
- militares e detentos apresentaram menor chance de serem virgens enquanto afroamericanos são a etnia com mais iniciados em sexo.
- Homens gays são 11 vezes mais propensos a serem virgens que os heterossexuais.

Entre as mulheres
- 9% das voluntárias para a pesquisa se declararam virgens.
- as religiosas têm quatro vezes mais propensão em guardar seu tesouro comparado às que não frequentam a igreja.
- mulheres com formação universitária apresentaram maior índice de virgindade comparado às não diplomadas.
- as mulheres lésbicas são seis vezes mais propensas a serem virgens que as heterossexuais.

A pesquisa também detectou que algumas características que definem a posição de uma pessoa na sociedade como peso, renda e estado de saúde não influenciam na chance do indivíduo ser virgem ou não. Obviamente que o urologista alertou que suas conclusões são estatísticas e que não regras pétreas para essas condições, já que a sociedade está em constante mudança.

Já no Brasil a coisa muda um pouco de figura. Em uma pesquisa de 2006 feita pelos preservativos Durex em 26 países, a Terra de Santa Cruz ficou em segundo lugar no quesito idade mínima para estrear na vida sexual (17,4 anos) perdendo somente para os austríacos (17,3 anos de idade). Um estudo da USP de 2007 entitulado Projeto Sexualidade (ProSex) concluiu que o brasileiro perde a virgindade entre os 13 e os 17 anos de idade, enquanto o Ministério da Saúde soltou relatório mostrando um aumento do atendimento de parto de meninas entre 14 e 16 anos. Não há, porém, nenhum estudo divulgado que trace o perfil do virgem brasileiro.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Carros influenciam no nível de testosterona dos homens

Publicado no Terra em novembro de 2009
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A ciência mais uma vez comprova que a sabedoria popular está mais do que correta: a única diferença entre meninos e homens é o preço de seus brinquedos e que macho que é macho dirige um carro bom! Pesquisadores canadenses da Concordia University's John Molson School of Business resolverma fazer um teste bem bacaninha em 39 jovens marmanjos. Primeiro os colocaram para dirigir uma Porsche 911 Carrera Cabriolet de US$ 150.000 em uma rua lotada (onde mulheres podiam vê-los) e depois em uma estrada deserta. A seguir, os mesmo rapazes fizeram os mesmos percursos mas desta vez em um Toyota Camry modelo 1993.

A cada um desses percursos, o nível de testosterona dos voluntários era medido através de amostras da saliva e adivinhe o resultado. Quando guiando um carro esporte, a testosterona vai para as alturas, tendo platéia feminina ou não. Já no caso do carro velho, ela mal se altera. "Carros esportes como a Porsche acabam funcionando como a cauda de um pavão", disse o professor de marketing Gad Saad que conduziu o estudo. "É a necessidade do macho da espécie de mostrar para a fêmea que ele é amelhor opção para o acasalamento sinaliza aos concorrentes algo como você não pode dirigir um carro desses, nem mesmo alugar um", complemente. Entretanto o professor não acredita que o carro vai direcionar a libido de um homem no longo prazo. No máximo, indicar seu status social. De qualquer maneira, como dito no filme dos anos 80, Crazy People, uma Porsche é pequena demais para se transar nela, mas você vai transar assim que sair dela.