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sábado, 24 de abril de 2010

Moda para deficientes físicos une ciência e estilo

Publicado no Terra em abril de 2010
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Aqui está uma situação que você já passou milhares de vezes: experimentar uma roupa antes de comprá-la. No que você vai prestar atenção? Se ela está dentro dos padrões ditados pelas tendências da moda, se as cores ficam bem em você e se o caimento no corpo é perfeito, certo? Essas mesmas preocupações foram levadas em conta pelo estilista na hora de desenvolver a peça. Só que com um detalhe básico: ele ou ela imaginou como aquela bela roupa ficava em você de pé. Agora pense bem se esse caimento é o mesmo se você passa sua vida sentado. Ou caminhando com a necessidade de apoio. A resposta é, provavelmente, não.

Esse tipo de pensamento é o que rege a criação de quem trabalha com moda ergonômica e busca soluções em design e engenharia voltadas para pessoas que apresentem algum tipo de paralisia parcial no corpo ou até mesmo deficiência visual. "Não é a moda que diverge e, sim, a forma como ela é pensada, as técnicas de construção de uma peça. Ela tem que ser elaborada em cima de outra realidade, para no final você não notar que ela é diferente e principalmente deve dar uma qualidade melhor e um aumento de autoestima no indivíduo portador de deficiência", afirmou Fátima Grave, professora do Centro Universitário Belas Artes e pesquisadora na área de Modelagem Ergonômica junto à Fundação Selma, uma ONG de apoio a deficientes.

Uma das maiores especialistas nesta área no Brasil, Fátima apresentou sua coleção em um desfile realizado durante a 9ª Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação e Inclusão em São Paulo, que contou ainda com a participação do ator Ricardo Ciciliano, o professor Serjão de Malhação, da TV Globo, e um dos voluntários mais ativos da Fundação Selma. Desenvolver esse tipo de trabalho em moda não é baseado somente em intuição e, sim, em normas da física. "Tudo está de acordo com as três leis de Newton. O indivíduo fica de pé porque sofre um empuxo da natureza. A sua roupa também sofre a ação da gravidade só que o caimento dela é dominado também pelo corpo. Quando você trabalha com alguém parcialmente paralisado, tem de fazer essa leitura e buscar onde está o ponto de gravidade do corpo, para que lado ele pende, e para que lado o tecido é dominado. Ou seja, se eu descubro pontos gravitacionais, consigo alterar o caimento da peça porque eu estou agindo contra a natureza em busca de um casamento perfeito", disse Fátima.

A estilista está fazendo uma parceira com a empresa portuguesa Weadapt, criada em 2005 e voltada para a moda inclusiva. Um de seus representantes e professor da Universidade de Minho, Miguel Ângelo Carvalho, explicou como essa ciência funciona na prática: "Pensamos muito na funcionalidade. Por exemplo, não há sentido em um cadeirante usar calças com bolsos traseiros, porque não tem utilidade. O comprimento de um paletó ou blaser, por outro lado, não é o mesmo de uma peça comum, porque a pessoa fica sentada o tempo todo. Isso gera desconforto para ela. Da mesma maneira como você não veste uma roupa adulta tamanho G em uma criança, tem que adequar a moda a uma pessoa com deficiência."

Outro lado interessante pesquisado pelos estilistas é a autonomia de quem vai por e tirar aquela peça de roupa. Novas tecnologias são estudadas para facilitar abotoamento, zíperes e soluções de abertura nas roupas, mas que nunca sejam visíveis ao olhar. "O deficiente não quer ser diferente. A moda é igual para todos", disse Miguel. E a inspiração vem justamente do contato com os portadores de deficiências, médicos, fisioterapeutas e centros de reabilitação. São eles quem informam o que é preciso fazer para que a vida seja mais fácil, confortável e, porque não dizer, mais bonita.

Grande mercado, nenhuma oferta
O Brasil possui cerca de 30 milhões de pessoas portadoras de alguma deficiência física, segundo dados oficiais. E apesar deste enorme mercado potencial (que atinge também familiares), não há oferta dessa moda inclusiva em nenhuma grande rede brasileira. Fátima e Miguel estão trazendo a Weadapt para cá ainda este ano, com vendas pela internet, mas buscam criar parcerias com lojas que entendam a seriedade deste trabalho e que se disponham a investir em uma coleção voltada a deficientes.

E em tempos onde responsabilidade social se tornou uma forte ferramenta de marketing e imagem empresarial, e muitas vezes é confundida com plantar árvores, é de se estranhar que até agora ninguém tenha se manifestado a favor desse segmento. A edição brasileira da Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação e Inclusão é a terceira maior do mundo e foi a oitava vez que Fátima mostrou sua coleção ao público. Grandes marcas da indústria automobilística como Honda, Toyota, Volkswagen e Fiat marcaram presença no evento. Está realmente faltando alguma da área de vestuário. A moda para deficientes trabalha o que é bom para os olhos, seguindo as tendências do momento e ainda com técnicas do corpo e pode ser uma ferramenta de reabilitação de pessoas. Mais "vendedor" e "marqueteiro" que isso, impossível.

Serviço
A Fundação Selma é uma instituição sem fins lucrativos e não só aceita doações como trabalho voluntário, não importa qual seja a sua especialidade. Para mais informações, ligue para (11) 5034.1566.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Como ser um nerd bem-vestido com 9 camisetas sensacionais

Publicado no Terra em abril de 2010
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The Big Bang Theory, seriado apresentado no Warner Channel, mostra a vida de quarto nerds de carteirinha e suas dificuldades em lidar com o mundo real e com garotas, e tem uma quantidade enorme de referências ao mundo geek no meio dos diálogos.

» Confira as camisetas

Um dos veículos mais legais para piadas sobre o universo científico e nerd são as camisetas dos protagonistas. O personagem Sheldon Cooper, o mais brilhante e antissocial cientista da turma (vivido pelo ator Jim Parsons), virou ícone de moda nos Estados Unidos.

A ponto de ganhar um site que mostra suas peças de vestuário e onde encontrá-las, o Sheldon Shirts.

Como nerd que é mesmo nerd sabe rir de si mesmo, selecionamos algumas das melhores T-shirts mostradas na série e também algumas camisetas com motivos geek vendidas no Brasil.

Assim você poderá estar transado se, assim mesmo, preferir uma reprise de Jornada nas Estrelas clássica a uma boa balada recheada de gatas.

1) Camiseta joquempô: em um dos episódios, os rapazes evoluem o famoso jogo de joquempô para um chamado pedra-papel-tesoura-lagarto-Spock, onde a explicação de quem vence o que é hilariante. A camiseta da Thinkgeek mostra o diagrama com as posições das mãos e quem ganha nessa brincadeira. Custa US$ 16.

2) Lanterna Vermelho: Sheldon é, obviamente, fascinado por quadrinhos de super-heróis e aparece com a camiseta oficial da tropa dos Lanternas Vermelhos, um subproduto dos gibis do Lanterna Verde. Você acha igual no stylionline.com por US$ 18.

3) De Oxy Ribo: a belíssima molécula espiral do DNA, ou ácido dioxirribonucleico, ilustra a camiseta de Sheldon em um dos episódios, e pode ser comprada na thinkerclothing.com por US$ 25.

4) Personal Sountrack: esta camiseta é o máximo para irritar quem está por perto e foi usada pelo indiano Raj na nova temporada. Ela vem com um autofalante embutido e um controle remoto, onde você pode decidir se quer soltar um som de buzina, música de filme mudo ou de espionagem, aplausos ou tambores, dentre 20 opções diferentes. Sai por US$ 30 na Thinkgeek.

5) Tabela Periódica: ótima para provas de química e para saudosistas que a decoraram na escola com o sistema de frases montadas onde a primeira coluna era "hoje li na cama Robinson Crusoé em francês" ou H, Li, Na, K, Rb, Cs, Fr. Vendida na Cafepress por US$ 24.

6) Natural Born Killers: para os geeks que não desprezam um bom filme banhado a sangue, a brasileira Sound&Vision tem um modelo com os nomes dos mais famosos assassinos do cinema: do imaginário pop de Jack, o Estripador a Jigsaw, da série Jogos Mortais. Custa R$ 45 e é vendida online pela soundandvision.com.br.

7) Rambo x MacGyver: se um precisa de um verdadeiro arsenal para destruir os inimigos da nação, para o outro basta qualquer coisa jogada por aí para se transformar em uma arma. A divertidíssima camiseta simbolizando os dois grandes ícones dos anos 80 é da Red Bug e sai por R$ 45 no site da empresa.

8) Mr Spock, the vulcano´s man: o maior personagem da mitologia nerd aparece como sex symbol e homem de ação na criação da Nonsense, que também tem modelos com outros "deuses" pop como Willy Wonka, Karate Kid, Ghostbusters e James Bond. À venda no nonsense.com.br por R$ 64 a masculina, e R$ 54 a feminina.

9) Pink & Freud: aqui é uma salada de referências, indo do grupo inglês Pink Floyd aos ratos do desenho animado Pink & Cérebro e ainda fazendo trocadilho com o pai da psicanálise dizendo a famosa frase da obra The Wall: "Não precisamos que controlem nossas mentes". É da Camiseteria e custa R$ 55 no site.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Preferência por cor de lingerie divide homens e mulheres ingleses

Publicado no Terra em fevereiro de 2010
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A rede de lavanderias inglesas Dr. Beckmann promoveu uma pesquisa entre seus clientes para saber qual a cor de lingerie homens e mulheres mais gostavam e aquela que abominavam. Chegaram a uma verdadeira guerra dos sexos. Mais da metade dos homens abomina a lingerie de cor vermelha, enquanto 2/3 das moças compram essa cor achando que ficarão sensuais e, assim, conquistarão seus machos.

O vermelho também é apreciado pelas mulheres de lá porque contrasta com suas peles brancas. A pesquisa também mostrou que os ingleses não apreciam as calcinhas e sutiãs rosa, e em terceiro lugar veio o bege ou cor da pele. Para eles, o que agrada mesmo são as peças pretas. Para tirar a prova e ver se seguimos a mesma tendência aqui no Brasil, resolvi fazer uma pesquisa totalmente informal em sites de relacionamento.

Para seis das 11 meninas abordadas, a lingerie preta é a grande preferência, com a branca em segundo lugar. Dentre os nove homens abordados, houve um empate entre brancas e pretas, e muitos justificaram seus votos alegando que depende da pele da menina. Se ela for mais moreninha, a lingerie alva destaca melhor e fica mais sexy, enquanto para as meninas mais claras, as peças pretas são mais recomendadas.

Já na linha show de horrores ou como disse uma das entrevistadas, "o melhor anticoncepcional já feito", a lingerie bege ou cor da pele leva disparado o prêmio de pior escolha tanto para elas como para eles. Especialmente se for aquele calçolão que a avó usava. As representantes do público feminino também desprezaram as lingeries vermelhas e com motivos, como florzinha ou oncinha. Já os garotões tiveram apenas uma outra cor entre as menos preferidas: as famosas peças rosas.

E já que não é só a mulher que deve estar sensual com sua roupa de baixo, também perguntei as cores de cuecas que atraem e aquelas que fazem as moças pensarem "onde foi que amarrei minha égua?". Elas gostam de ver seus parceiros de cuecas pretas ou brancas, especialmente se for do modelo boxer, o que coincide com as preferências masculinas. As cuecas bege e vermelha são odiadas por elas e também houve casos de citarem as amarelas e com desenhos. Já entre os marmanjos, as opiniões negativas se dividem entre as modelos marrom, verde, amarela e vermelha (ou como um deles disse, "parece sunga de salva-vidas"). Moral da história, meninos e meninas, para agradar, fique no básico mesmo.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Conheça algumas das marcas de roupas masculinas mais caras e exclusivas do mundo


Publicado no Terra em fevereiro de 2010
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Existe uma diferença enorme entre você comprar um terno de R$ 500 e um de R$ 2 mil. Tecido, acabamento, caimento, entre outros fatores, irão fazer a diferença não só na hora de pagar, como também quando você for usar.

» Veja algumas fotos

O que você acharia então de um terno que custasse R$ 92 mil, feito sob medida para você? Ou que tal uma meia a R$ 100? Pois isso não só existe como também são usadas por pessoas extremamente sofisticadas e que, obviamente, tem uma conta bancária boa o bastante para pagar por isso. Veja abaixo algumas dessas exclusivíssimas marcas e entenda porque elas dizem valer a exorbitância que cobram.

Ternos Kiton
Fundada em Nápoles na Itália em 1968, seus costumes mais simples costumam sair entre US$ 5 mil e US$ 12 mil. Um de seus ternos mais caros pode custar a bagatela de US$ 30 mil, já que não só é feito com os melhores tecidos da empresa, como também você recebe o tratamento VIP de ter o alfaiate-mestre da companhia saindo da Itália para qualquer lugar do mundo para tirar suas medidas. Eles também produzem sapatos casacos e camisas. Todos feitos à mão.

Sapatos Berlutti
Desde 1895, a empresa da família Berlutti é referência mundial em termos de sapatos artesanais. Reza a lenda que os homens que adquirem um par utilizam seda veneziana embebida em champanhe Don Pérignon para poli-lo e ainda o deixam descansar sob meia-lua. Segundo Olga Berlutti (da quarta geração a chefiar a empresa), o sol queima o couro e a lua dá brilho. Em seu ateliê em Paris, passaram pessoas como Pablo Picasso, Andy Warhol e Jean Cocteau. Um par de sapatos sai por no mínimo US$ 1,2 mil. Mas são para toda a vida.

Óculos Oliver Goldsmith
O que Peter Sellers, Grace Kelly, Michael Caine, Audrey Hepburn e John Lennon têm em comum? Além da fama, os óculos. Todos criados e confeccionados por Oliver Goldsmith. A empresa londrina foi a inovadora no uso de óculos de sol que unissem estilo e confortabilidade. Foram os primeiros a desenvolverem edições especiais para o inverno e também os primeiros a se aliarem aos grandes ateliês de moda para apresentá-los nas passarelas. Modelos a partir de US$ 500.

Meias Pantherella
Com mais de 70 anos de existência, a empresa de Leicester na Inglaterra, ganhou a reputação como fabricante das melhores meias do mundo. Utilizando tecidos de primeiríssima qualidade e com a costura no dedão totalmente feita à mão, acabam levando a uma qualidade e conforto nunca antes vistos em meias. Seu modelo com 85% de cashmere custa 57,50 libras (R$ 106).

Relógios Patek Philippe
Fundada em 1839 por dois imigrantes poloneses, e hoje nas mãos da família Stern em Genebra, é sinônimo de belíssimos e acurados relógios. Para se ter uma ideia, um relógio Patek Philippe da linha Grand Complication leva quatro anos e meio para ser produzido e exige cerca de 12 mil operações nesse processo e a manipulação de 407 peças diferentes. O preço desta belezinha? Mais de R$ 450 mil.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Fama, sexo e anorexia: o mundo das modelos exposto em livro

Publicado no Terra em fevereiro de 2010
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Melody "Mac" Croft trabalhava como garçonete em Nova Jersey quando foi descoberta por um fotógrafo. E, indo para Nova York, tornou-se uma das modelos mais cobiçadas do pelas revistas e desfiles por todo o mundo. Nessa jornada se deparou com fotógrafos tarados, agentes rigorosas e impessoais, modelos concorrentes e um mundo onde fortuna e autodestruição andam lado a lado.

Melody não existe e é a personagem principal de A Modelo do Ano, lançado recentemente pelo selo Galera Record. A autora, porém, é a ex-top model e atriz Carol Alt, que conhece muito do universo da moda. Durante sua carreira iniciada na década de 80, Carol estampou capas de mais de 500 revistas famosas como Harper's Bazaar e Sports Illustrated, sendo chamada pela Life de "The Face" (o rosto). A fama a levou a participar de diversos filmes na Itália e nos Estados Unidos, e também figurou no programa de TV de Donald Trump, O Aprendiz: Celebridades. E foi por telefone que Carol contou o que a levou a expor a glamourosa vida das modelos no que está sendo chamado de O Diabo Veste Prada dessa indústria.

Terra: Obviamente Mac Croft foi baseada em sua própria experiência. O quanto de Carol tem em Melody?
Carol Alt: Muitas das coisas que relato no livro vieram do que passei na vida real. Na verdade a ideia surgiu quando um agente amigo me disse que o mundo das modelos mudou muito. Hoje meninas muito novas entram nesse mercado e acabam se afundando em drogas, bebidas e fazendo sexo com fotógrafos para desaparecerem em um ano. As pessoas têm que entender que essa é uma das melhores profissões para mulheres. Em qual outra é possível ganhar mais do que um homem e faturar milhões de dólares por ano antes dos 25 anos? Eu quis mostrar que se você se mantiver recatada e firme nos seus princípios pode transformar isso tudo em uma carreira consistente.

Você acha então que hoje em dia é possível ser modelo e escapar dos pecados do mercado como bebida, drogas, sexo e anorexia?
Óbvio. Não é porque você vê outras pessoas fazendo isso que precisa ser igual. E mais, quando você mantém uma postura profissional em relação a esse trabalho acaba se dando muito melhor do que aquelas que se entregam aos vícios. Vejam aquelas que costumam se drogar e beber. Elas envelhecem antes e aí a carreira está acabada.

Na minha própria história eu vi isso acontecer. Eu comecei como substituta de Gia (Gia Marie Carangi, modelo famosíssima entre os anos 70 e 80 que, pelo vício em heroína, acabou contraindo HIV e faleceu em 1986, aos 26 anos de idade). Nos ensaios ela fazia uma ou duas fotos, saía para comprar cigarros e não voltava mais. Assim, eu acabava completando o ensaio. E acho muito importante também que a família seja envolvida nisso e que as meninas levem a mãe junto para ver como as coisas acontecem.

Então, no caso do livro temos dois modelos de comportamento para ilustrar a cabeça das modelos, o bom exemplo de Mac e o mau de Jade (melhor amiga de Melody e viciada em drogas, sexo e bebidas)?
Sim. Jade é baseada em uma grande amiga minha que sempre foi louca e continua sendo. Ela optou por ter esse comportamento e gosta de ser assim. O problema é que pessoas não gostam de gente com esse tipo de atitude. Você terá que ficar com ela por horas a fio durante o dia para produzir um ensaio e não é possível aturar alguém arrogante e sem profissionalismo.

Uma das coisas que me impressionou é que no primeiro ensaio de Melody (para a Teen Vogue), ela vai sem treinamento ou aconselhamento e se dá bem. Com todos os padrões da indústria, isso é possível?
Absolutamente, foi justamente isso que aconteceu comigo. É óbvio que muita agências fazem hoje ensaios com as meninas até para montar seus books, mas no meu caso fiz uma sessão de fotos para a Harper's Bazaar italiana sem nenhuma experiência, mas todos consideraram que eu coloquei um espírito diferente nas fotos. Eu estava me divertindo muito, adorando o que fazia e isso transpareceu a todos.

Então ser modelo vem de mais de dentro do que de um treinamento?
É um fator muito forte. Por exemplo, eu levei minha sobrinha para uma sessão de fotos para ver se conseguia colocá-la no mundo das modelos. Ela é muito parecida comigo e se vocês nos colocarem lado a a lado, podemos passar por irmãs. Você viu minhas fotos recentes? Até que eu ainda estou bonita, não é? ri E ela é muito linda. Vendo as polaróides depois, descobri que ela não levava jeito para a coisa. Seu rosto não passava nada. Meus amigos da área ainda foram muito polidos comigo quando disseram que o tipo dela não estava sendo hoje procurado pelo mercado, mas eu sabia qual era o problema e não questionei nada, nem insisti mais. Ela não foi feita para esse trabalho.

Muito se discute sobre a magreza das modelos e até mesmo Anna Wintour (a toda poderosa editora da Vogue americana e inspiradora de Miranda Priestly de O Diabo Veste Prada) entrou na discussão exigindo mudanças. Você acha que isso vai acontecer?
Vai acontecer somente quando os estilistas e designers começarem a mudar seus conceitos. São eles que pedem às agências que as modelos sejam magérrimas para caberem em suas criações. Não adianta culpar as agências. Elas vão entregar aquilo que o estilista pedir. Assim como a Mac do meu livro, eu mesma sofri porque era considerada gorda demais para os trabalhos e tive que perder muito peso até aparecer na capa da Sports Illustrated. E nesse processo eu radicalizei de uma maneira que, por uma alimentação deficiente e por sempre passar fome, chegou um momento em que a maquiagem não conseguia nem se fixar em meu rosto.

No mês passado o assunto eram as modelos cheinhas em revistas de moda. É uma tentativa de se aproximar do público-alvo, não é?
Sim, porque você pode ver roupas maravilhosas na Vogue, por exemplo, e acabar pensado que fica linda em uma modelo muito magra, mas nunca ficará bonita em mim. Essa identificação do público é importante.

E mesmo as seis modelos mais bem pagas do mundo (Gisele encabeça a lista e Alessandra Ambrósio é a sexta) não são esqueléticas.
E veja as modelos da Victoria's Secret. Todas têm formas e corpos maravilhosos. Acontece que essas são top models. Quem sofre mesmo são as modelos em início de carreira, aquelas que têm que se esforçar para fazer um ensaio por dia.

O livro mostra o lado bom de ser modelo, mas tembém a parte ruim. O que é pior: a arrogância das agentes, a esquisitice dos fotógrafos, a concorrência das modelos, a falta de amizade ou o assédio sexual?
Acho que tudo na vida tem um lado brilhante e o lado negro. Acredito mesmo que o pior é a solidão. É um trabalho solitário. Você nunca tem tempo para nada e não tem pessoas para conversar e trocar. Depois que você ganha a fama, então, quando começa a viajar diariamente, essa sensação de estar sozinha aumenta. Quando fiz meu primeiro filme, estranhei muito ter que passar três meses com a mesma equipe. Quando o trabalho terminou, meu coração estava destroçado na despedida porque criei laços com as pessoas e não estava acostumado com isso.

A fama, porém compensa, não é?
Tem uma passagem no livro que mostro um lado engraçado disso, quando um homem aborda Mac nas ruas de NY e diz que ela tem jeito de modelo. Eu passei por isso várias vezes e ficava deslumbrada. Você tem que entender que muitas modelos sofrem da história do patinho feio, porque quando estamos no colégio somos consideradas horrorosas por sermos altas e magras. De repente tudo muda e nos tornamos desejadas. Eu ficava tão feliz quando pessoas vinham me perguntar na rua se eu era modelo e se eu queria posar para ele e depois tomava bronca na agência. Aliás, os agentes nesse caso são muito importantes porque são eles que verificarão se o convite é válido ou não. Anos depois eu caí na real e vi que muitos caras falavam comigo porque eu andava com o book nas mãos, então era óbvio que eu era uma modelo. ri

Falando em alimentação, você é uma grande adepta da dieta crua e aparentemente Mac está numa dieta crua no livro. O que é exatamente isso?
Eu não quis empurrar a dieta crua para Melody para não forçar demais, por isso que ela vai a uma nutricionista na história. A dieta crua é a ingestão de alimentos não-cozidos. O nosso corpo é ácido. Nós produzimos muito ácido e nada alcalino, portanto você não deveria colocar mais ácido dentro dele ao comer. Quando se cozinha um alimento, você o torna ácido e as enzimas que auxiliam na digestão e absorção da comida pelo organismo são destruídas. Ao ingerir alimentos crus você está balanceando o PH do corpo, completando-o com produtos alcalinos.

Isso inclui carne?
Sim, carne bovina, peixes e queijo não processados. Eu adoro um sashimi, por exemplo. E tomo muito cuidado onde vou comer. Costumo levar meu próprio óleo, azeite e sal para onde vou, porque não sei a procedência do que as pessoas utilizam em restaurantes e hotéis. É um cuidado extra.

As aventuras de Mac Croft no mundo da moda vão continuar?
Sim, já lançamos aqui nos Estados Unidos o segundo livro chamado Model Inc. Tenho que confessar que escrever nunca foi minha maior prioridade, mas às vezes a caneta exige isso quando está na minha mão. Eu estou gostando muito de poder contar minha história de uma maneira diferente e ensinar meninas e suas famílias sobre como esse mundo pode ser muito bom e muito sadio. A indústria de moda ganhou uma fama muito ruim nos últimos tempos e gostaria de poder mudar isso.

Algum plano em termos Melody nas telonas?
Até agora não despertou nenhum interesse de produtoras, quem sabe daqui a alguns anos. Adoraria que, se adaptado para a TV, fosse em um canal familiar. Mesmo porque escrevi os livros para as meninas e para as mães delas.

A Modelo do Ano, de Carol Alt. Galera Record. 304 páginas

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Confira os 10 itens obrigatórios na Europa e EUA em 2010

Publicado no Terra em janeiro de 2010
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Na apresentação da WGSN, um dos maiores sites de tendências em moda, design e comportamento do mundo, que aconteceu ontem em São Paulo, foram exibidas as dez peças de roupa que não faltarão nos desfiles, lojas e guarda-roupas estrangeiros nesse verão.

Confira as peças escolhidas:

1) Jaqueta estilo militar (tanto para mulheres como para homens)
2) Camisetas em seda
3) Jaqueta masculina estilo baseball
4) Contour-panel pants (calças que acompanham o contorno feminino, mais justas)
5) Scuba Dress (vestidos justos que lembram roupas de mergulho)
6) Pólos masculinas tricotadas
7) Square cut crop top (camisas cortadas retas na altura do umbigo)
8) Slip dress (releituras das "camisolas" usadas por baixo de vestidos comuns nas décadas de 30, 40 e 50)
9) Shorts masculinos na altura do joelho
10) Leggings (ou cycling shorts)

Conheça sete coisas amadas pela equipe mundial da WGSN

Publicado no Terra em janeiro de 2009
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Imagine cerca de 150 profissionais espalhados pelo mundo, descobrindo as tendências em moda, design, beleza e comportamento. Certamente esse pessoal tem seus locais e estilos preferidos e encarados como referência no mundo.

Veja agora quais são eles e fique à vontade para copiar, afinal, eles encantam os especialistas:

1) Vintage: a busca pelo passado cativa a equipe do WGSN, não só como tendência de moda, como também na busca por acessórios antigos em mercados de pulga no mundo todo, em especial o de Paris.

2) Fotografias tiradas nas ruas: é a melhor maneira de buscar tendências, ver o que o povo está usando diariamente. Assim, o estilista não se afasta tanto do público em suas criações.

3) Georgia May Jagger: a modelo de 17 anos de idade traz, na opinião desses experts, "sangue real" (é filha de Mick Jagger e Jerry Hall) e alia a personalidade da nova mulher do século 21 com a feminilidade de uma Brigite Bardot nos anos 60.

4) Ombros grandes: pois é, o sucesso oitentista dos ombros com enchimento ainda delicia o pessoal do WGSN. E quanto maior, melhor.

5) The Ace Hotel em Nova York: localizado no coração de Manhattan é um hotel butique com preços muito acessíveis e um design simples e arrojado na comunicação visual. Para se ter uma ideia, no quarto é possível encontrar cartelas de aspirinas totalmente brancas e só com os dizeres: "Socorro, tenho uma dor de cabeça".

6) Galeria Melissa em São Paulo: o showroom da famosa sandália é referência mundial em design jovem e apresentação de produtos. Segundo o WGSN, o Brasil hoje está fazendo escola em montagem de vitrines e espaços promocionais.

7) American Eagle Outfitters: a marca de roupa esportiva conseguiu fazer seu consumidor participar de sua divulgação, dando 15 segundos de fama a quem estivesse na loja em Times Square, Nova York (EUA). Ele era filmado dando um depoimento e sua imagem era projetada num telão na rua.

Consultoria em tendências apresenta rumos da moda para 2011

Publicado no Terra em janeiro de 2010
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A WGSN, uma das maiores consultorias em tendências para a indústria da moda e de beleza no mundo aproveitou a São Paulo Fashion Week para apresentar as macrotendências para 2011, ontem, em São Paulo. A ideia central girou em torno de o Poder da mudança, partindo do pressuposto que momentos de crise geram mais criatividade, aprendizado e reinterpretação de lições antigas.

Isso envolve desenvolver produtos e serviços alternativos, trabalhar nichos específicos, aproveitar a colaboração dos consumidores, ser mais criativo, abranger públicos diferentes e ser muito otimista em relação ao futuro. Ou, como foi apresentado no seminário, as empresas e estúdios devem ter em mente que não se pode mudar a direção do vento e sim para onde se navega. Além disso, três grandes tendências em estilos podem dominar o cenário da moda e design em 2011:

1) Timelines (linha do tempo)
Juntar o passado com o futuro. Aproveitar a tecnologia em constante evolução com um ar mais retrô. Utilizar a memória afetiva e a nostalgia e imprimir um ritmo de vida mais lento, como era no passado. Além disso, usar cores mais naturais (inspiradas em frutas e legumes).

2) Sensory (sensorial)
Como o próprio nome diz, utilizar todos os sentidos em larga escala, dando mais calor e humanidade a recursos tecnológicos e online. É o novo psicodelismo, onde não só o visual, como som e texturas ganham mais importância, especialmente quando se usa materiais "sonoros" (que dão a impressão de gritar). É a mais colorida das tendências, onde as cores e suas combinações são totalmente imprevisíveis.

3) Fair & Square (justo e honesto)
Saber viver de maneira simples e com menos, como reflexo do mundo pós-crise. São os novos boêmios, mas ao contrário de seus antepassados, estão mais conectados com a sociedade. É a tendência que prega soluções alternativas para os problemas, trabalhar micronichos e usar de uma comunicação mais direta O design privilegia o funcional, criando valor e, mesmo sem perder a sofisticação e modernidade, torna-se mais humilde e mais rural. As cores são mais limpas, claras e lavadas e os traços firmes, mas feitos à mão.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

10 coisas que você talvez não saiba sobre Alessandra Ambrósio

Publicado no Terra em janeiro de 2009
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Gisele Bündchen pode ainda ser a grande rainha das passarelas mundiais, mas se tem uma brasileira que está em nove dos dez sonhos eróticos dos norte-americanos é a modelo Alessandra Ambrósio, de 28 anos, que desfilou no último domingo para a grife Colcci na SPFW.

Para você ter uma ideia do poder da garota, ela foi escolhida a segunda mulher mais sexy do mundo em 2008 pelo site AskMen e é a quarta no ranking 2010. Obviamente que ajuda muito o fato de além de ser belíssima, não fazer o gênero anoréxica tão em voga hoje. Conheça agora dez curiosidades sobre a garota que já foi chamada por Tyra Banks de "futuro das modelos"

1) Começou a despontar como modelo após vencer o Elite Model Look no Brasil aos 15 anos de idade.

2) Com 11 anos de idade operou as orelhas (achava-as grandes demais) e por dois anos sofreu com complicações pós-operatórias.

3) Quando lançou sua coleção de biquínis por uma divisão da Rosa Chá em 2004, vendeu 10 mil unidades em apenas um mês.

4) Em 2008 substituiu La Bündchen como uma das anjos da campanha da Victoria's Secret e foi a única porta-voz da linha Pink da grife.

5) É embaixadora da Associação Nacional de Esclerose Múltipla nos Estados Unidos.

6) Quando foi trabalhar em Nova York, morou por algumas semanas no apartamento de Gisele Bündchen e a top Adriana Lima a ajudava no inglês. Para completar o time de beldades, considerava a modelo Ana Beatriz Barros sua melhor amiga.

7) Tem uma filha com o empresário californiano Jaime Mazur, Anja Louise, nascida em 24 de agosto de 2008. Voltou a desfilar apenas três meses depois do parto.

8) Segundo ranking 2009 da revista Forbes, é a sexta modelo mais bem paga do mundo (US$ 6 milhões/ano), superada por Gisele, Heidi Klum, Kate Moss, Adriana Lima e Doutzen Kroes.

9) Apesar de já ter viajado o mundo todo, sempre declara que Erechim, sua cidade natal no Rio Grande do Sul, é seu lugar preferido.

10) Apareceu como extra nas séries How I met your mother e Entourage e também na recente aventura de James Bond, Cassino Royale.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Desfiles e roupas off passarela dão o tom ao evento

Publicado no Terra em janeiro de 2010
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Toda essa impressão negativa que você poderia ter de um evento desses desaparece, porém, quando a grande atração começa: o desfile. É aí que você vê que existe conceito, preparo, marketing e muito profissionalismo nessa ocupação ao mesmo tempo tão louvada por uns e tão detonada por outros. Fause Haten, por exemplo, aplicou a mesma peruca e maquiagem em todas as suas modelos, sendo impossível diferenciar uma da outra. Ou seja, todas as modelos eram uma só e cada uma era todas, e o destaque em si ficava para as roupas (belíssimas na minha amadorística opinião).

E é bastante divertido ver as meninas nas passarelas porque tem aquelas que flanam, outras que chacoalham e algumas que até andam. E mais, um desfile é jogo rápido. Em 15 minutos, no máximo, ele acaba. Só não consegui entender porque o estilista, disfarçado, cantou a música "The summer knows" (o verão sabe), tema do filme O verão de 42, para uma coleção de inverno.

Na apresentação das peças de Mario Queiróz para o público masculino (abusando da temática londrina), aprendi uma grande incongruência na organização da SPFW. Conversando com uma jornalista de uma rede de comunicação do Maranhão, descobri que o pessoal de lá só é convidado para o evento da coleção de inverno e nunca para a edição com peças de verão que rola em junho. Sim, estamos falando do Maranhão, no norte do Brasil, onde no inverno o pessoal abandona a camiseta regata para usar a de manga curta, porque lá não faz frio.

Ainda no lado ilógico da coisa, em uma celebração totalmente fashion, os pobres seguranças (e olha que são muitos) tem de usar o tradicional modelo CQC de se vestir (costume preto, camisa branca e gravata preta). Não consigo entender porque a organização não pode desenvolver um uniforme bem menos formal e também mais apropriado para o verão brasileiro. Se os visitantes que estavam de camiseta reclamavam do calor na Bienal, o que não dizer daqueles musculosos servidores.

No final das contas, para um balanço geral, eu prefiro me ater à sabedoria popular de uma das atendentes do restaurante do MAM (Museu de Arte Moderna) que fica ao lado do pavilhão da Bienal: "Tem muita gente bonita, mas muita gente estranha". Melhor definição da SPFW não há.


Famosos e anônimos misturam-se nos embalos da moda

Publicado no Terra em janeiro de 2010
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Andando pelos corredores você começa a notar também que está realmente em um evento diferenciado. Para começar, não importa onde você vá, todos lhe olham atentamente na esperança que você seja alguém famoso. Seu corpo é totalmente escaneado, da cabeça aos pés ou como disse um rapaz ao passar por mim em uma fila: "Todo mundo aqui só me mede". E fila, aliás, é o que não falta, porque as pessoas querem pegar um lugar decente no próximo desfile (as disputadíssimas fileiras A) e todos os jornalistas e fotógrafos desejam entrar arduamente nos camarins das marcas e conseguir colher alguma informação essencial de backstage. Além, é óbvio, de entrevistar algum personagem famoso do mundinho.

Outro detalhe importante para um cara como eu que nunca havia visto qualquer coisa desse tipo é a quantidade de gente bonita, incluindo as jornalistas de moda, que são realmente muito gatas e interessantes, mesmo porque as modelos em si decepcionam. Para começar modelo não sorri. Mesmo quando estão correndo pelos corredores para se aprontar para o próximo desfile, elas fazem aquela cara de "tô enjoada" assim que qualquer câmera seja apontada para seu rosto. Se estiverem com qualquer expressão facial, esta desaparece ao menor sinal de clique. E mais, a finura das pernas das meninas (algumas menores que a largura do meu pulso) desanima qualquer heterossexual que acredita que sempre tem que ter algo para pegar no corpo feminino.

Os lounges transados da SPFW

Publicado no Terra em janeiro de 2010
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Assim como em qualquer grande evento, neste existe os patrocinadores, só que ao invés de estandes, eles ganham lounges. Explicando melhor, um lounge é uma sala de estar transada, geralmente temática, com comes e bebes, assessores de imprensa e pessoas das empresas mostrando seus produtos e serviços. E esta é a primeira coisa que você vê lá. Corredores com lounges, um ao lado do outro. Na maior parte deles entra-se de três maneiras: com convite, com um rosto conhecido ou se você portar crachá da imprensa. Existem, porém aqueles que ignoram essa regra e são mais condescendentes com os pobres mortais.

O da Melissa, por exemplo, todo decorado como se fosse um circo, é bastante popular. Mas por uma questão de acento tônico, pois se dá menos por ser da Melissa e mais porque dá Melissa, ou seja, há um sorteio de um modelo especial e todos, homens e mulheres, querem se sentir felizardos e ganhar um. Em outros, como o da Rexona Mulher, há maquiadores para uma seção de "antes e depois" nas afoitas moças visitantes. Nos mais fechados, como o da TAM, todo focado em conectividade, já que a empresa aérea vai lançar um serviço de telefonia a bordo, o destaque mesmo eram a comida e a bebida, de primeiríssima qualidade. E também pelo fato de o brinde agradar aos homens: um carregador de celular emergencial a pilha. E em tempos de lei antifumo, existe o lounge de fumantes, com DJ e bar, mas restrito a maiores de idade.

A SPFW para quem não entende nada de moda

Publicado no Terra em janeiro de 2010
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Tenho que confessar que minha experiência mais próxima com desfiles de moda foi assistir ao filme Prêt-à-porter do saudoso Robert Altman no cinema. Sendo assim, ir ao primeiro dia da São Paulo Fashion Week veio cercado de fantasias envolvendo um ambiente muito louco, cheio de ferveção e baladas. Não é bem assim. O evento em si é bem mais sério, frio e comercial do que minha vã filosofia podia perceber.

É quase como se você fosse uma Alice em um "País das Maravilhas" comportado, faltando um toque de surrealismo e insanidade no ambiente, mas sobrando os tipos esquisitos da obra de Lewis Carroll. Sim, porque lá está cheio de chapeleiros loucos (os decolados do mundo da moda), Rainhas de Copas (os estilistas), lagartas blasé (as modelos) e coelhos apressados (no caso, os jornalistas - maior público presente - correndo de um desfile ao outro).

Ainda nesse paralelo, assim como a menina saiu de seu mundo normal para cair em um buraco, atravessei um Parque do Ibirapuera lotado em uma abafada tarde de domingão, repleto de jovens emo, famílias se divertindo e esportistas de fim-de-semana, para entrar no Pavilhão da Bienal, cheio do pessoal descolado e moderninho. E por moderninho entende-se um visual envolvendo calças justas, camisetas mais justas ainda, tênis e óculos enormes. Aliás, quando maior seus óculos, mais moderninho você é. Pelo menos é o que parece.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Como usar paletó e gravata no verão brasileiro e não se sentir numa sauna

Publicado no Terra em janeiro de 2010
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Nós, homens, sofremos. Enquanto nossas colegas de trabalho podem ir de saia e camisas sem manga, nós estamos metidos em um paletó, apertados pelo nó da gravata e tudo isso a 40 graus centígrados à sombra. No final do dia, estamos com a aparência menos profissional possível, graças à camisa molhada de suor e à irritação no pescoço causada pelo colarinho. Para fazer sua vida um pouco mais agradável neste verão, perguntamos a duas especialistas, Chiara Galetta, apresentadora do programa Tamanho Único do GNT e Lilian Riskalla, consultora de imagem, como conseguir driblar o calor e manter um ar elegante e profissional, mesmo que seu trabalho seja na rua.

Mude as cores
Costumes muito escuros definitivamente não combinam com o verão. O ideal é trocar por cores como cinza médio ou azul marinho médio. A moda hoje, aliás, dita o azul bebê como uma opção, mas Lilian alerta que é para pessoas muito descoladas. O mesmo para ternos bege. Não fica bem na maioria dos casos.

Atente para os tecidos
Tecidos como microfibra ou muito sintéticos vão esquentar muito. Procure tecidos mais leves como o linho (se você morar no Rio de Janeiro ou Nordeste), lã tropical e lã fria.

Camisas leves
A grande tendência internacional (e até pesa como uma necessidade ecológica) é voltarmos aos tempos de nossos avôs e usar camisas de tecidos mais orgânicos, 100% algodão e evitar aquelas com muito poliéster. Isso, seguramente dá uma segurada no calor e um caimento até mais elegante. É só olhar a etiqueta. Também prefira as cores mais claras.

Camiseta de algodão branca
Clark Gable acabou com a moda de se usar uma camiseta regata branca debaixo da camisa quando apareceu sem ela no filme Aconteceu naquela noite, mas pode ser ótimo truque para isolar o corpo e absorver o suor, evitando as machas na camisa. Acontece que são mais recomendadas para pessoas com um bom físico e usadas sob camisas brancas, porque nunca devem ficar aparentes. E não esquentam o corpo.

Alerta vermelho
No escritório você provavelmente vai ficar sem paletó e dobrar a manga da camisa para ficar mais confortável. Se for sair ou se dirigir a alguma reunião mais formal, nunca use as mangas dobradas sob o paletó. Desdobre-as e abotoe as mangas.

E caso tenha alguma ocasião muito formal para atender, vá de costume escuro. Aí, nesses casos, a formalidade e imponência devem estar acima do calor.

Lilian Riskalla - Consultoria de imagem
Tel. (11) 5092-3775

Tamanho Único
canal GNT toda sexta-feira, às 22h30
Horário alternativo: sábado, às 21h30

Como escolher o melhor tipo de paletó de acordo com seu tipo físico

Publicado no Terra em janeiro de 2010
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Você deve ter aquela idéia de que é só vestir qualquer paletó ou costume que ficará elegante, certo? Errado. Assim como na moda feminina, existem algumas regras que podem ajudar em muito na sua imagem pessoal e profissional.

Com a assessoria da consultora de imagem, Lilian Riskalla, preparamos um guia rápido para você saber como escolher as peças mais apropriadas para seu tipo de corpo:

Para homens Altos
Objetivo: quebrar a verticalidade
Paletós de 3 a 4 botões ou jaquetão
Barra Italiana
Calças de Cintura mais alta e levemente afuniladas

Para homens baixos
Objetivo: alongar a silhueta
Paletós com 2 ou 3 botões
Evitar paletós muito compridos
Evitar calças compridas demais e barra italiana

Para homens acima do peso
Objetivo: alongar a silhueta e diminuir a largura
Paletó 2 a 3 botões de preferência em cores escuras
Calça deve ser usada na linha da cintura
Evitar jaquetão e contraste entre parte superior e inferior

Para homens magros
Objetivo: fortalecer visualmente
Paletó 3 ou 4 botões com ombreiras
Lapelas apontando para cima
Abertura do paletó lateral

Para homens atléticos
Objetivo: equilibrar a diferença entre peito e cintura
Paletó 2 botões com ombros naturais
Evitar paletós acinturados
Camisas com padrões verticais de linhas sutis

Lilian Riskalla - Consultoria de imagem
Tel. (11) 5092-3775

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Como ser profissionalmente elegante quando a empresa permite um traje mais casual

Publicado no Terra em janeiro de 2010
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Existe um fato real no cotidiano de milhares de profissionais existentes no mercado de trabalho hoje em dia: poucos sabem se vestir apropriadamente quando a empresa não exige o paletó e gravata ou quando há a famosa casual friday. Para começar existem aqueles que confundem casual com esportivo e dá-lhe usar roupas apropriadas para um clube e péssimas para um ambiente profissional. Além disso, existe um problema mercadológico no Brasil: "aqui, a moda masculina é ou muito streetwear e surfwear ou é ela é terno Ricardo Almeida. Não existe meio-termo porque não vivemos esse meio-termo", disse Chiara Galetta, consultora de moda do canal GNT e uma das apresentadoras do programa Tamanho Único.

Vestir-se bem no trabalho é muito importante, pois você tem que passar a imagem de que respeita o lugar e as pessoas que ali estão, mesmo quando há liberdade na maneira de se apresentar. A consultora de imagem Lilian Riscalla aponta o maior problema de quem não presta atenção no dress code da empresa: ele não conseguirá nunca passar credibilidade. Chiara vai um pouco além: "você está indo para um lugar trabalhar, ganhar seu dinheiro, encontrar pessoas e por mais que o código seja menos normativo, peças com zíper, ilhós e montes de bolsos geram uma desarmonia e pesam aos olhos dos outros".

Obviamente que existem profissões como criativos de agência de publicidade, arquitetos, paisagistas etc. que até tem uma maleabilidade maior, mas quem trabalha em grandes empresas ou escritórios tem uma reputação a zelar. Assim, consultadas pelo Terra, as duas especialistas apresentaram uma série de dicas importantes para não errar no figurino quando estiver sem o paletó e quais são os sabotadores de imagem de um profissional:

1) Cuidado com as calças
Lilian, que além de dar consultoria em moda, atua como coach de postura profissional e pessoal, recomenda que as calças tenham um corte de alfaiataria, ou seja, sejam mais refinadas. Se quiser usar um jeans, que seja mais escuro, sem manchas, rasgos ou desbotado e com caimento mais assentado, evitando cintura baixa. A calça de sarja está liberada desde que não tenha muitos detalhes. Atente também para o comprimento nas pernas. Uma calça muito curta acaba trazendo um problema extra para o usuário, segundo Chiara, já que ele tem que se preocupar muito com a meia e com o sapato que vai usar uma vez que estarão mais expostos. E a barra deve sempre estar feita com costura, nunca grampeada ou presa com fita adesiva (sim, meu amigo, isso acontece nas melhores famílias).

2) Camisas clássicas
O ideal são as camisas de manga comprida, listradas ou lisas, embora a segunda opção é mais segura. De acordo com Chiara, o Brasil é conhecido por trabalhar bem com estampas, mas um homem no ambiente de trabalho tem que se ater aos clássicos: listras ou xadrez. Já Lilian alerta que as camisas listradas devem ser discretas e não podem abusar de cores. Outro ponto é o colarinho. Não deve ser apertado demais ou largo demais (esse, segundo a apresentadora de TV passa a imagem que você emagreceu mais do que devia ou que está velho, feio e chato).

3) Camiseta pólo com parcimônia
Por mais que esteja associada a um ambiente mais esportivo, as pólos estão aos poucos entrando no local de trabalho como uma peça que pode ser elegante, desde que algumas regras sejam observadas. Chiara recomenda que se use uma de boa qualidade e bom caimento, sem muitos detalhes. Lilian tem uma proibição: nunca com calça social.

4) Blazer e jeans ainda é elegante
A união do blazer com a calça jeans (escura) sempre cai muito bem nas empresas que ainda exigem um mínimo de formalidade no visual casual. Passa uma imagem de elegância sem o nó da gravata apertando. Hoje em dia, o modelo mais recomendado é o slim fit, com caimento mais justo na cintura. Em tempos de calor, a lã tropical é o tecido ideal para não ficar suando em bicas.

5) Como combinar sapatos, meias e cinto
Aqui vale quase tudo, de sapatos de cano mais alto aos mocassins, mesmo que tenham solado de borracha. Lílian proíbe seus clientes de usarem tênis (por mais transados que sejam), botas de caubói, sapatos com verniz ou da cor caramelo em ambiente de trabalho. E por incrível que pareça, muitos homens ainda se perdem na hora de combinar sapatos, meias e cintos. Existem aqueles que querem homenagear Michael Jackson e usar meia branca. A resposta para isso é nunca use meia branca. A meia deve combinar com o sapato, no mesmo tom ou um acima ou um abaixo. A menos que você seja médico, não usará sapato ou calças brancas, portanto esqueça a meia alva. Já o cinto livrou-se a tradição de ser da mesma cor que o sapato, mas Chiara recomenda que seja que haja uma proximidade de cores entre os dois, como por exemplo, castanho com marrom.

6) 10 crimes lesa-imagem
1) Nunca vá de boné ao trabalho
2) Nunca use camisetas promocionais com propaganda ou logotipos, a menos que a empresa exija como uniforme
3) Nunca use calças muito justas ou muito largas
4) Nunca coloque a gravata dentro da calça ou da camisa
5) Nunca use gravatas com nó pronto (se você se acha um profissional, deve aprender a fazer um nó de gravata)
6) Nunca vá sem meias
7) Nunca tente se vestir como um adolescente se você já passou dos 18 anos, mesmo que a moda dite a tendência
8) Nunca use uma estampa muito chamativa. Seu profissionalismo é que tem que se destacar, não sua camisa
9) Nunca vá ao ambiente de trabalho de regata, mesmo que seja no churrasco de confraternização da empresa
10) Nunca dobre a manga da camisa sob o blazer ou paletó. É coisa de cafajeste de filme brasileiro da década de 70

Por fim, entenda que no meio profissional, o clássico ainda impera, com seus devidos ajustes temporais. Chiara Galetta explicou que existe uma coisa que são as imagens de moda que as marcas criam para induzir as pessoas a algum tipo de sonho. A moda precisa disso. O ambiente de trabalho, porém, não. Então não adianta você querer usar camiseta pólo com a gola levantada no escritório, só porque apareceu na revista que é "in". Lembre-se do melhor conselho da consultora: um bom look salva tudo.

Lilian Riskalla - Consultoria de imagem
Tel. (11) 5092-3775

Programa Tamanho Único
Sextas-feiras às 21h no GNT

domingo, 20 de dezembro de 2009

Morto em 1980, Steve McQueen é ícone da moda até hoje

Publicado no Terra em dezembro de 2009
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Ele era chamado de rei do cool. Estiloso, quieto, com um olhar de meninão e traços de homem, Steve Mcqueen foi o grande astro de filmes de ação dos anos 60 e 70 em produções como Inferno na Torre, Sete Homens e um Destino, Bullit e Fugindo do Inferno. Vinte e nove anos depois de sua morte, McQueen ainda inspira grandes designers e o modo de se vestir masculino.

Na vida real, Steve era a epítome do homem aventureiro. Ex-mariner, atlético, adorava carros e motos e ainda dispensava dublês em cenas de ação nas telas, para desespero dos produtores e diretores. O mais interessante é que se vestia de uma forma casual, sóbria, sem exageros, sempre com tons mais apagados, já que não era a roupa que merecia o destaque e sim a pessoa. Lançou moda como os óculos escuros, botinas, ternos mais justos, longcoats mais esportivos, malhas em gola rolê, calças cáqui, suéteres em gola V e camisas pólo. Além de óbvio do indefectível trio: calça jeans, camiseta e jaqueta de couro aviador. Na verdade, nada mais fez do que dar masculinidade a roupas anteriormente consideradas apenas para esportistas.

É por essas e outras que a Dolce & Gabanna lançou uma linha de camisetas decoradas com figuras dos anos 60 e 70 inspiradas em Mcqueen em seu filme Crown, O Magnífico. A rede de lojas americana J. Crew também emula o ator nas nova coleção para homens, enquanto a Gucci desenvolveu em 2008 um visual baseado no lado de corredor de automóveis do ídolo. Até mesmo a Hermés se rendeu aos encantos de Steve em sua coleção de malas e mochilas, a Rolex já teve um modelo chamado McQueen e a Tag Heuer e a Persol ressucitaram um relógio e o óculos escuro aviador identificado com ele. E a Johnson Motors, criadora da motocicleta modelo Triumph que Steve tanto gostava de andar, lançou sua coleção McQueen.

Alguns gritam que por McQueen ainda inspirar tantos estilistas, o mundo precisa de novos ídolos, mas como colocar em cheque uma figura tão carismática e masculina como ele? Justamente por ter vivido e interpretado seguindo o lema que menos é mais, dificilmente o estilo do ator morrerá tão cedo. Até mesmo seu filho, Chad McQueen disse recentemente ao Wall Street Journal que seu pai estranharia essa devoção, por ter sido uma pessoa humilde e por nunca ter se levado tão a sério. E isso sim, é ser cool.

sábado, 17 de outubro de 2009

Empresa japonesa lança terno contra gripe suína

Publicado no Terra em outubro de 2009
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O mundo se apavorou com o espectro de uma pandemia por gripe suína e até agora nem sinal da vacina que nos permitiria escapar desta praga, mas uma empresa japonesa, a Haruyama Trading Co, desenvolveu um terno que supostamente protege seu usuário de contrair a doença. Na realidade o tecido é recoberto de dióxido de titânio, também encontrado em pastas de dentes e cosméticos e, reagente à luz, tem a capacidade de matar o vírus quando entra em contato com ele.

A empresa afirmou que o projeto levou um ano para ser concluído e lançou na primeira semana de outubro quatro modelos em variados estilos e cores. Esteticamente, as peças não são diferentes de qualquer terno comum e custam em torno de US$ 580. O representante da Haruyama também afirmou que as propriedades bactericidas do tecido se mantém, mesmo após multiplas lavagens.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Cuecas com tecidos diferenciados são mais confortáveis que as tradicionais

Publicado no Terra em setembro de 2009
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No geral, homens dizem não ligar para as lingeries femininas cotidianas até a menina aparecer com uma sem costura, cor da pele, meio transparente, que desanima até o mais tarado dos indivíduos.

Aparentemente os machos também não dão a mínima para sua própria roupa de baixo, dita, a cueca. Algumas em sua gaveta já devem estar completando 7 anos de fiéis serviços, apesar do elástico frouxo, os furos em locais estratégicos e certas manchas que nem precisamos citar aqui. A filosofia do "ninguém vai ver" parece que impera e muitos caras esperam que a mãe, a namorada ou esposa é que promovam a troca.

Agora se você for to tipo vaidoso por inteiro e quer estar sempre em cima, tem que investir também nas suas cuecas. Atualmente elas se dividem em quatro categorias: a slip (a mais tradicional parecendo uma sunga), a sungão (uma slip com laterais mais largas), a boxer (um short mais apertado que cola bem ao corpo) e a samba-canção (shorts mais largos para "criar o bicho solto").

Também até pouco tempo as cuecas eram vendidas apenas em algodão, tecidos sintéticos e seda, mas algumas empresas agora estão inovando e lançando novos produtos com fibras de bambu, algas marinhas, fibras de garrafa PET recicladas e algodão orgânico. Testei quatro modelos diversos (todas boxer) durante algumas semanas para ver as vantagens de cada uma. Aqui vai o resultado:

1) Cueca Boxer Sports da Daiany: feita totalmente em fibra de bambu 100% ecológico, o que garante melhor ventilação e ação bactericida e desodorante (não permite que as bactérias se propaguem) foi a que mais apreciei. Não esquenta, absorve bem a transpiração, adere perfeitamente ao corpo, dá sustentação e firmeza e tem uma textura extremamente confortável, mesmo que os desenhos de esportes no elástico pareçam dêem um ar mais infantil. Custa R$ 36,00 no site da Dayani. A Zorba também tem seu modelo no tecido, com 94% de fibra de bambu e 6% de elastano e é vendida por R$ 38,72 (tamanhos P, M e G) no site da empresa.

2) Cueca Lupo Orgânico: tem todas as qualidades da cueca de algodão tradicional, mas com uma pegada ecológica: o plantio é feito dentro dos mais rigorosos padrões de responsabilidade eco-ambiental, sem utilização, por exemplo de agrotóxicos. Um pouco mais pesada que a de bambu, ela tem excelente ventilação (não esquenta), absorve a umidade corporal e possui ótimo caimento. Além disso, tem esse efeito de você saber que é um produto que não agride a natureza. Nem a sua, nem a externa. É vendida em torno de R$ 25,00 na página da empresa.

3) Cueca Core 100% algodão da C-IN2: a famosa marca de underwear masculina americana chega ao Brasil com três tipos de tecido (100% algodão, algodão + fibra de madeira e algas marinhas e algodão + 69% bambú) e modelos diversos que podem ser adquiridos apenas pela internet. A Core, 100% algodão, é muito confortável e com um design mais arrojado, já que possui uma bolsa de tecido na frente para melhor alocar seu instrumento consagrado pelo uso. O resultado é que com uma calça jeans, por exemplo, o equipamento fica realçado - vantagem para moçoilos atrás de aventuras. Custa R$ 52 na loja online. Alguns dos modelos vem ainda com o chamado sling support, espécie de suspensório para o pênis e os testículos, mas infelizmente (ou felizmente) não consegui experimentar essa novidade, já que o primeiro lote se esgotou na empresa.

4) Cueca Elliptic Liocel da C-IN2: este é o famoso modelo com fibras de madeira e algas marinhas (o que desperta uma tremenda curiosidade) e propriedades anti-inflamatórias, mas acabou sendo o que menos me agradou, graças a um detalhe: ela deu a sensação de esquentar e passou a incomodar. Apesar disso, o modelo é um modelo bonito, também vem com aquela ¿bolsa¿ para o seu brinquedo e possui uma excelente fixação no corpo. É vendido à R$ 59,00 nas cores laranja, vinho e cinza.

- Serviço
Todos os fabricantes possuem loja online e entregam em todo o Brasil.

C-IN2: www.underwearmasculina.com.br
Daiany: www.daianyintima.com.br
Lupo: www.lupoemcasa.com.br
Zorba: www.zorbashop.com.br

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Os itens do guarda-roupa masculino que as mulheres abominam

Publicado no Terra em fevereiro de 2009
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Nenhum homem no mundo é obrigado a ser um escravo das tendências da moda ou acompanhar todos os modelos de cores e tecidos dos eventos "fashion week" antes de sair de casa, mas o mínimo de bom senso é necessário para não fazer feio frente ao público feminino.

Sendo assim, perguntamos a 10 mulheres, entre 25 e 40 anos, o que as horrorizavam no modo masculino de se vestir e saímos com uma lista de todos os itens errados. Se você tiver um deles em casa, queime-o. Confira:

Camiseta regata
Essa peça parece ser a primeira grande unanimidade. Só se usa a regata na praia, para ir e voltar da areia. Fora disso, por mais sarado que você seja, ela deve permanecer na gaveta.

Pochete
Outro grande campeão na ojeriza das moças. As pochetes são perdoáveis apenas no modelo esportivo, usados por corredores, durante a corrida ou por fotógrafos e assistentes para auxiliar na profissão.

Camiseta de futebol
Por mais fanático que você seja por seu time, essa vestimenta é direcionada apenas na prática do esporte bretão ou para ir e voltar do estádio. Não envergonhe sua namorada desfilando com uma ao lado dela.

Short curto
Aqui parte-se do pressuposto que suas pernas vão encantar as meninas, mas o visual geral vai afastá-las. Pior ainda é se você for adepto do short com a camiseta enfiada para dentro. Aí o melhor é comprar um boné com hélice em cima para completar o visual nerd.

Camisa de manga curta e gravata
A menos que você seja um nativo dos EUA ou da Europa (eles adoram!), por favor evite isso. O melhor é uma bela camisa social de manga comprida dobrada.

Tênis de corrida com calça jeans
Não, você não parecerá descolado com esse visual. Tênis de corrida serve para correr mesmo. Invista em você mesmo e compre um de solado baixo com cores mais transadas e de uma marca boa.

Roupas e acessórios marrom
É muito difícil combinar preto ou azul marinho com marrom. Tem que ser craque para parecer elegante com isso, portanto não coloque uma calça preta com cinto marrom, ou azul com sapato cor da terra. É tiro e queda para parecer ridículo.

Papete ou sandália franciscano
Boa para caminhadas na praia ou algumas trilhas, pode ser considerada crime se usada na cidade. De meia, então, já é uma grande justificativa para a pena de morte.

Gravata de crochê
Essa moda foi morta e enterrada nos anos 80 e é lá que deve ficar.

Visual de skatista
Se você já passou dos 25 anos de idade, não vai ficar legal aparecer com aquelas camisetas largas e enormes e metade da cueca para fora da calça. Aliás, calças de cintura mais baixa provocam o humilhante visual do "cofrinho" em mesas de bar.

Por fim, atente para mais alguns detalhes básicos:
- Eventos sociais pedem roupas sociais, nunca jeans.
- A menos que você seja carcereiro de alguma penitenciária não precisa andar com um molho de 25 chaves no bolso (não é esse volume que chama a atenção).
- Celular preso ao cinto até pode fazer com que você se sinta o Batman, mas não vai atrair nenhuma mulher-gato.
- Corrente de ouro no peito com camisa aberta faz um sucesso tremendo na banca do bicho. Só lá.
- Não misture estilos. Camiseta não cai legal com calça social e sapato. E, em tempo, calça social sempre pede um cinto.
- Finalmente, vale a pena sempre ressaltar que sapato preto vai bem com meia preta. Nunca, em hipótese nenhuma, com meias bege ou branca.