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quarta-feira, 7 de abril de 2010

Dez montanhas russas que você precisa conferir em Orlando e Tampa

Publicado no Terra em abril de 2010
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Uma pesquisa alemã de 2007 mostrou que o coração de uma pessoa não acelera durante as quedas em uma montanha russa e sim quando o carrinho está subindo até o topo para depois despencar num trajeto frenético e assim produzir mais endorfina. Eles não poderiam estar mais certos em relação a isso. Os parques de Orlando e Tampa disponibilizam loucos passeios nestes tipos de brinquedos para aqueles que querem sentir a adrenalina crescendo à toa. E mais, pode ter certeza que quando o carrinho parar, você vai ter a sensação de ter superado qualquer temor que teve um dia. Confira agora a lista das dez montanhas-russas mais interessantes:

»Veja fotos

1 - SheiKra no Busch Gardens Florida, em Tampa (61 metros de altura / 112 km/h de velocidade máxima / 971 metros de extensão)
Essa é para quem tem nervos de aço. Você sobe os 61 metros a 90 graus, depois cai a 90 graus e enfrenta ainda um looping com giro simultâneo. Depois vem mais uma queda de 42 metros de altura que desemboca em um túnel subterrâneo e finalmente termina por uma passagem na água. São três minutos de pura agonia.

2 - Incrível Hulk no Islands of Adventure, em Orlando (46 metros de altura / 108 km/h de velocidade máxima / 1127 metros de extensão)
Depois de uma passadinha no laboratório do Dr. Bannera, a emoção começa quando o carrinho vai de 0 a 65 km/h em apenas dois segundos. E isso é só o começo porque a velocidade aumenta e você enfrenta nada mais, nada menos que sete inversões e duas passagens subterrâneas. Com certeza, Hulk esmaga.

3 - Kraken no Sea World, em Orlando (45 metros de altura / 105 km/h de velocidade máxima / 1273 metros de extensão)
Batizada com o nome do mitológico monstro marinho, essa montanha russa possui três trajetos subterrâneos (um deles espirra água em quem está assistindo), já foi a maior montanha-russa em extensão da Flórida, até ser superada pelo Expedition Everest da Disney.

4 - Montu no Busch Gardens, em Orlando (45 metros de altura / 96 km/h de velocidade / 1214 metros de extensão)
É uma das mais altas e longas montanhas-russas invertidas do mundo, em que a força G chega a 3,85. E ainda tem um looping vertical de 18 metros de altura.

5 - Kumba no Busch Gardens de Tampa (42 metros de altura / 106 km/h de velocidade máxima / 1212 metros de extensão)
Você despenca e depois mergulha em 34 metros de loopings (um dos maiores dos Estados Unidos) e ainda sentirá a falta de gravidade por três segundos enquanto está girando em espirais de 360 graus. Tudo isso com as pernas soltas.

6 - Manta no Sea World, em Orlando (42 metros de altura / 90 km/h de velocidade máxima / 1023 metros de extensão)
Inaugurada em maio de 2009, você vai deitado, de barriga para baixo, o que faz com que um looping se torne bem ameaçador. E mais, no final do passeio o carrinho ainda encosta em um lago.

7 - Dueling Dragons no Islands of Adventure em Orlando (38 metros de altura / 90 km/h de velocidade máxima / 975 metros de extensão)
É a única no mundo com duas montanhas-russas que se entrelaçam (dois circuitos diferentes) e nos três minutos de passeio, além dos loopings e voltas, a emoção está garantida já que o carrinho de um dos dragões passa a apenas 45 centímetros do outro.

8 - Expedition Everest no Disney Animal Kingdom em Orlando (34 metros de altura/80 km/h de velocidade máxima/ 1348 metros de extensão)
De um vilarejo no Nepal você pega um trem que entra dentro do Monte Everest e passa a ser perseguido pelo Yeti, o abominável homens das neves. O melhor trecho é quando ao encontrar os trilhos torcidos, você volta de ré no escuro.

9 - Rock'n'Roller Coaster no Disney Hollywood Studios, em Orlando (24 metros de altura / 92 km/h de velocidade máxima / 1037 metros de extensão)
O grande barato desta montanha russa indoor (ou seja, coberta) é que você entra em uma limusine para cruzar Los Angeles em direção a um show do Aerosmith, que aliás, faz a trilha do passeio. Não tão radical como as outras, ainda assim, vale a pena pela diversão.

10 - Space Mountain no Magic Kingdom, em Orlando (27 metros de altura / 43,5 km/h / 974 metros de extensão)
Comparada às anteriores, essa aqui é um passeio no parque, mas a tradicionalíssima montanha russa do Tomorrowland, em operação desde 1975, ganhou roupagem nova nos saguões e na área de embarque. O trajeto, porém, permanece inalterado e com um detalhe delicioso: é totalmente no escuro.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Sete dicas para curtir os parques de Orlando

Publicado no Terra em março de 2010
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Orlando é uma cidade que gira em torno dos parques e restaurantes temáticos, mas do mesmo jeito que você quis visitar um, outras milhares de pessoas também tiveram a mesma ideia e por isso é bom prestar a atenção em algumas dicas.

1 - A maioria dos hotéis disponibiliza vans e ônibus gratuitos para os parques temáticos mais famosos (Disney World, Universal e Sea World). A grande vantagem é que você não precisa se preocupar em dirigir ou pagar estacionamento, mas por outro lado existe hora de saída dos hotéis e hora de volta (algumas podem lhe impedir de assistir alguns shows noturnos). E, em tempo, motorista lá não espera nem cinco minutos depois do horário combinado. Se você optar por táxi saiba que pode sair caro.

2 - Programe-se para chegar aos parques na hora da abertura das portas. É garantia de menos fila nos brinquedos mais radicais (e mais legais). Aproveite a primeira hora da manhã para ir onde você realmente quer, porque perto do horário do almoço os parques costumam encher muito.

3 - Na Disney existe o Fast Pass, um passe que lhe permite cortar a fila em um horário determinado, mas enquanto você tiver um para um brinquedo não pode tirar um fast Pass para outra atração. Já a Universal, o Islands of Adventure, o Sea World e o Busch Gardens oferecem tickets mais caros, mas que lhe permitem não ficar horas parado para entrar em um brinquedo. É uma vantagem se você for em época de férias escolares americanas ou spring break (uma semana de descanso na primavera, geralmente em maio).

4 - Procure comprar seus tickets pela internet antes, já que alguns parques oferecem preços especiais pela via online.

5 - Todos os parques possuem algum tipo de brinquedo em que seu carrinho cai na água e você se molha inteiro, portanto é sempre bom levar uma mochila com camiseta, bermuda ou calça e tênis extras para não morrer de frio quando a noite chegar.

6 - Cada atração nos parques tem uma historinha antes para você entrar no clima, então noções básicas de inglês vão fazer com que seu passeio seja um pouco mais divertido.

7 - Se você for fumante atente-se para o fato de que todos os parques possuem áreas destinadas ao cigarro marcadas em seus mapas. Não tente porém fumar em algum local não permitido. Os funcionários dos parques até serão gentis com você ao pedir para apagar seu cigarro, mas os frequentadores do parque seguramente não o serão.

terça-feira, 30 de março de 2010

As cinco frases que você mais vai ouvir em Orlando (e como respondê-las)

Publicado no Terra em março de 2010
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Dando continuidade à série Orlando, essa é uma matéria muito importante para quem ficar lá, no mínimo, uma semana. Afinal, é inacreditável, mas você consegue ouvir as mesmas frases uma infinidade de vezes. Os americanos que trabalham nos parques, lojas e hotéis são, na sua grande maioria, muito educados e gentis conosco, porque sabem que vamos gastar os tubos naquela cidade. Além disso, especialmente nos parques, todos cumprimentam os turistas. Assim, para que você, que não fala inglês, não fique perdido, montamos um guia com as frases mais faladas e como você deve respondê-las:

1 - A frase: Hi, folks. How are you today? (Rai folqs. Rau ar iu tchudei?)
Que significa: Oi pessoal. Como vocês estão hoje?
Quando você vai ouvir: em qualquer loja, quiosque, vendedor de cachorro-quente etc que entrar ou abordar
Se você não fala inglês, responda: fine (faine)
Se você fala inglês: dê uma explanação sincera e detalhada de todos os seus sentimentos e sensações. Só para ver até quando o atendente vai conseguir segurar o sorriso.

2 - A frase: How many? (Rau méni)
Que significa: Quantas pessoas?
Quando você vai ouvir: nos brinquedos, quando eles estão organizando as filas (sim, eles fazem isso!)
Se você não fala inglês, responda: faça um sinal com os dedos indicando quantos
Se você fala inglês: lembre-se de sua terceira aula de inglês e diga algo entre "one" e "ten".

3 - A frase: Please remain sited until the full stop of your cart (Plis rimein cited ãntiu de ful istóp óf iour cart)
Que significa: Por favor, fique sentado até a parada total de seu carro.
Quando você vai ouvir: nos brinquedos, especialmente montanha-russa, quando a viagem frenética chega ao final e você está pensando seriamente em sair dali diretamente para o banheiro.
Se você não fala inglês, responda: não responda. Fique sentado e espere, oras. Ou você pode se arrebentar. Depois corra para o banheiro.
Se você fala inglês: também não responda. Fique sentado, espere e fale para quem estiver do seu lado: what a ride, man! But I think I´m gonna throw up.

4 - A frase: Bye guys. Thank you. Have fun! (Bai gais. Sanq iu. Rev fãn)
Que significa: Tchau, pessoal. Obrigado. Divirtam-se!
Quando você vai ouvir: em todas as lojas, de todos os parques.
Se você não fala inglês, responda: dê um sorriso e faça um sinal com a cabeça.
Se você fala inglês: dê um sorriso e também faça um sinal com a cabeça.

5 - A frase: Oh my God, you´re hot. How about going to my place after my shift? (ou mai gód, iur rót. Rau abaut goin tchu mai pleice éfter mai shift?
Que significa: O meu Deus, você é um gato. Que tal ir para minha casa depois do meu expediente?
Quando você vai ouvir: em seus sonhos depois de um jantar no Hooters.
Se você não fala inglês, pense: eu realmente deveria ter prestado atenção nas aulas de inglês do colégio.
Se você fala inglês: continue sonhando, cara.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Dez dicas "de camarada" para se virar bem em Orlando

Publicado no Terra em março de 2010
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Orlando é um dos pontos turísticos americanos que mais atraem brasileiros. É relativamente perto (são oito horas de viagem), tem os famosos shoppings de outlets, onde coleções antigas são vendidas a preço de banana, e uma farta concentração de parques para todos os gostos. Eu e a jornalista Lika Rodrol passamos uma semana em Orlando para elencar as principais atrações do lugar.

Durante toda a semana, serão publicadas matérias para mostrar o que há de melhor em Orlando. Nesse primeito texto, juntamos algumas dicas para que sua viagem seja mais tranquila (ou pelo menos, com poucos imprevistos). Leia antes de se programar e boa viagem!

1 - Já saia do Brasil com a ideia de que vai esperar um bom tempo na imigração, uma vez que a cidade também é o paraíso de férias de ingleses e alemães e muitos aviões chegam ao mesmo tempo. Tenha cuidado ao preencher as fichas de imigração pois qualquer errinho pode fazer com que você volte para o balcão para fazer outra. E saiba que, para evitar caras feias dos agentes, somente famílias, casais casados e adultos com crianças podem ir em grupo a um balcão da imigração. Namorados, amigos ou amasiados devem ir um por vez.

2 - Se você quer ter liberdade em sua programação, alugue um carro. Para isso basta sua carteira de motorista brasileira e um cartão de crédito internacional. Os modelos mais simples saem em torno de US$700 a semana, mas não se esqueça de fazer seguro e alugar um GPS (este sai US$70). O estacionamento dos parques varia de US$12 a US$ 15. A parte divertida é tentar descobrir quando a conversão à direita é livre, e quando não é. Na dúvida, espere o carro de trás buzinar impacientemente quando você estiver parado.

3 - No aeroporto informe-se se seu hotel dispõe de transporte gratuito. Se não, pode utilizar um dos serviços disponíveis lá. É mais barato e confortável que um táxi.

4 - Quem prefere não ter dores de cabeça com estacionamento ou multas, pode utilizar um dos inúmeros transportes gratuitos para os parques, mas estes possuem horário certo para ir e voltar. Taxis também estão disponíveis, mas costumam sair caro. 5 - Não estranhe se você resolver caminhar até um destino e não ver ninguém nas calçadas. O americano não tem o hábito de andar, e dá a impressão que eles vão à casa do vizinho de carro.

6 - Em muitas lanchonetes e restaurantes, você deve aguardar para ser direcionado a uma mesa, portanto não dê o furo de entrar e se sentar, a não ser que alguém lhe avise que isso é permitido.

7 - Para quem está mais interessado em compras, existem alguns truques como ir com uma mala e comprar outra lá (de US$18 a US$40) ou levar roupas velhas (ou seja, você usa e deixa no hotel, abrindo espaço na bagagem). Só lembramos que no Brasil só é permitido que se traga US$500 em compras por pessoa. O excedente deve ser declarado e paga-se uma taxa de 50% do valor ultrapassado.

8 - Existem hotéis de todos os estilos em Orlando. Um quarto em um Confort In, por exemplo, pode sair a US$49 a diária sem café da manhã. Já o The Point Resort cobra US$69 o casal, mas os quartos possuem geladeira, microondas e cafeteira, ou seja, você prepara seu desjejum. Neste hotel também existem quartos duplos, ideais para famílias (comportam até seis pessoas), que além de uma cozinha completa, também há máquina de lavar e secadora de roupas. As diárias saem por US$179.

9 - Faça compras de comida e badulaques em um Wall-Mart ou na rede Wallgreens. São extremamente baratos e seguramente existirá um perto de você.

10 - Importante: não se esqueça de fazer um seguro-saúde internacional para o caso de algum acidente de percurso. Você vai pagar cerca de US$70 por pessoa para uma semana de cobertura, mas acredite quando dizemos que qualquer pequeno tratamento lá sai muito mais caro do que isso.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

As 15 músicas natalinas mais tocadas nos parques de Orlando

Publicado no Terra em dezembro de 2009
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É tempo de natal nos parques de Orlando e, obviamente, onde quer que você esteja vai escutar as mesmas músicas sendo tocadas nos auto-falantes, mas com um detalhe muito legal, nas mais variadas versões. Ou seja, cada um dos clássicos é apresentado em rock, jazz, salsa, instrumental, cantado etc. Abaixo uma seleção das músicas mais tocadas lá, que você pode conferir também no Sonora:

1 - All I want for Christmas, com Maria Carrey. »Ouça um trecho
2 - Frosty the Snowman, com Harry Connick Jr. »Ouça um trecho
3 - I heard the bells at Christmas day, com Counting Crows. »Ouça um trecho
4 - Its the most wonderful time in the world, com Toni Braxton. »Ouça um trecho
5 - Jingle Bells, com B2K ou com Natalie Cole. »Ouça um trecho
6 - Jingle Bells Rock, com The Platters. »Ouça um trecho
7 - Joy to the World, com Michael Bolton. »Ouça um trecho
8 - Let it Snow, com Frank Sinatra. »Ouça um trecho
9 - Rockin around the Christmas tree, com Alabama. »Ouça um trecho
10 - Rudolph the red-nosed deer, com Ella Fitzgerald ou com Chicago. »Ouça um trecho
11 - Santa Claus is coming to town, com Jackson 5 ou com Supremes. »Ouça um trecho
12 - Silent Night, com Amy Grant. »Ouça um trecho
13 - Thank God it´s Christmas, com Queen. »Ouça um trecho
14 - We wish you a Merry Christmas, com Take 6. »Ouça um trecho
15 - White Christmas, com America ou com Michael Buble. »Ouça um trecho

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Magic Kingdom promove festa de Natal do Mickey com apresentações especiais

Publicado no Terra em dezembro de 2009
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Que o Magic Kingdom, no complexo Disney World na Florida, tem a capacidade de transformar qualquer adulto em criança deslumbrada, isso todo mundo sabe, mas imagine unir esse encanto com a magia do Natal. Até 18 de dezembro, o parque promove o Mickey's Very Merry Christmas Party (a festa do natal muito feliz do Mickey) com atrações especiais a partir das 19 horas e seguindo até a meia-noite.

» Veja a parada de Natal da Disney

Com ingressos a US$62 (pagos à parte da utilização do parque no período diurno), o visitante pode curtir cada brinquedo à noite (e acredite, o Big Thunder Mountain Railroad - a montanha-russa do Frontierland - é muito mais divertida no escuro), além de ganhar chocolate quente e cookies em vários pontos do parque. No Main Street USA, a iluminação das casas e da árvore de Natal é um show à parte, tendo ainda apresentações de barbershop quartets (conjuntos vocais de quatro pessoas cantando músicas natalinas à capela) e neve artificial lançada dos telhados.

Às 20h30 e 22h30, acontece a Parada de Natal com todos os personagens Disney/Pixar celebrando a data mais festiva do ano e, obviamente, com a presença do Papai Noel. O tradicional show de fogos de artifício do Castelo da Cinderela - lindamente iluminado - ganha uma edição exclusiva para essa época do ano. Destaque para a personagem Sininho descendo em grande estilo por um fio no topo do castelo. A narração do Grilo Falante, explicando o porquê do Natal ser tão encantador e trilha sonora de levar às lágrimas o mais durão dos homens completam a magia. Sem falar, é claro, nos fogos, que formam deslumbrantes desenhos no ar como rostos sorrindo e presentes. Imperdível até para quem não acredita no bom velhinho.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Livro relata a aventura de dois brasileiros velejando de Miami a Ilhabela

Publicado no Terra em dezembor de 2009
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Era 24 de fevereiro de 1994 quando dois brasileiros deixaram Miami a bordo para enfrentar 13.500 kilômetros de mar em 289 dias de aventura com destino a Ilhabela, mas com um detalhe muito original, entrariam no Brasil pela Amazônia. Para adicionar mais um detalhe insólito nessa história, os dois viajaram em dois Hobby Cats 21 Sport Cruiser, um catamarã sem cabine nem motor, não muito ideal para uma travessia oceânica. A saga toda está contada no recém-lançado livro Entretrópicos da Editora Terra Virgem.

» Veja a capa do livro

Os dois aventureiros eram Beto Pandini, empresário da noite paulistana e Marcus Sulzbacher, publicitário, mas no caminho 19 outras pessoas subiram a bordo dos dois barcos, como o fotógrafo Gui von Schmidt e o sul-africano Duncan Ross, este sim o mais gabaritado em conhecimentos náuticos. O livro, com fotos deslumbrantes, é dividido em três partes: As Ilhas, com o trajeto pelas Bahamas, República Dominicana, Porto Rico e Pequenas Antilhas; Os Rios, quando entraram no continente sulamericano pelo rio Orinoco na Venezuela (desta vez com motor de popa para navegar contra a corrente) e depois seguiram pelos rios Negro e Amazonas até chegar em Belém e finalmente A Costa com a descida pelas praias brasileira (mais uma vez contra a corrente) até Ilhabela em São Paulo, onde chegaram em 6 de novembro.

Os relatos são muito divertidos e interessantes como a hospedagem gratuita em um resort nas Antilhas, as dificuldades de se lidar com a polícia venezuelana e até mesmo uma excursão ao Pico da Neblina, onde jogaram fora uma placa deixada lá pelo ex-presidente Fernando Collor. Também é emocionante os relatos sobre as pessoas que encontraram no caminho, todos muito solidários e encantados com a disposição dos marujos em vencer as águas e cumprir o seu objetivo.

Para saber mais da incrível aventura, fomos conversar com Beto Pandiani e tentar entender o que move um grupo de pessoas a passar quase um ano em perigo constante.

Terra: Quinze anos se passaram entre a aventura Entretrópicos e a publicação do livro. Por que tanto tempo para contar como foi?
Beto Pandiani: Parece mesmo uma ironia, a primeira viagem foi a mais simples de ser viabilizada financeiramente, mas a mais difícil de ser documentada em livro. Quando terminamos a viagem no final de 1994 oferecemos aos patrocinadores a oportunidade de publicarmos um livro fotográfico e eles aceitaram. Começamos mas logo no inicio de 1995 uma crise econômica desastrosa varreu nosso projeto do mapa, tudo foi cancelado. Acabei voltando para minha atividade com restaurantes porque não pude dar continuidade aos meus projetos. Foi frustrante e depois quanto mais tempo foi se passando mais difícil foi ficando. Há três anos decidi pedir a Editora Terra Virgem para incentivar o projeto do livro Entretrópicos porque ia tentar viabilizá-lo. Foi o que aconteceu. Se eu acreditasse que as coisas são casuais diria que foi um "acidente" vender o livro depois de tantos anos.

Terra: Pela narrativa, a impressão que temos é que houve um planejamento, mas não a exata noção de todos os perigos que a viagem continha. Até que ponto foi um risco calculado?
BP: Sabemos que quando uma viagem começa a chance de terminarmos não é grande, não por falta de planejamento ou por falta de capacidade, mas entendemos que andamos contra todas as estatísticas. Nunca sabemos se vamos conseguir terminar, mas nunca duvidamos do que podemos. O primeiro objetivo é voltar para casa, o segundo é chegar onde queremos mais amigos do que quando partimos. Pode-se pensar em muitos riscos e se preparar, mas a vida no mar trás um componente muito forte, o imponderável. A natureza é imponderável e o máximo que podemos fazer é nos prepararmos para o pior.

Terra: Houve algum momento em que vocês pensaram em desistir ou que a "canoa quase virou"? De tudo, qual foi o pior trecho?
BP: Nunca passou pela minha cabeça desistir. Já aconteceu o contrário, tentar imaginar um jeito de prolongar a viagem. Piores trechos foram vários, mas os mais críticos de todas as viagens, foram a travessia da Passagem de Drake, ao sul da Patagônia chilena e argentina e agora a travessia do Pacífico quando as quebras nos deixaram extremamente vulneráveis. Pela primeira vez quase fomos obrigados a pedir um resgate. Não aconteceu por pouco. Quanto a risco de vida eu nunca me senti próximo a uma situação limite.

Terra: Existe a passagem onde vocês escalam o Pico da Neblina e jogam fora a placa deixada por Collor. Você não teme uma reação do ex-presidente?
BP: Jogamos a placa fora e na época noticiamos para a mídia. Jogaria de novo. Vejo que os valores morais estão atrasados, na época da Idade Média. A tecnologia avançou e nós ficamos no passado. Esta noção de modernidade é ilusória e nos coloca em um estado de sonambulismo. Seria bem sadio se todos se manifestassem, pois o Collor foi eleito para um cargo público, não para ser dono de um feudo. Não tenho medo algum. Se cada um tivesse noção da sua força e importância nós seríamos mais unidos e tenho certeza que não teríamos governos impunes que nos fazem de bobos.

Terra: O fator humano é muito forte na narrativa, especialmente a descoberta que as pessoas podem ser muito solidárias. Depois da aventura, vocês mantiveram esse espírito? E como isso alterou a vida de vocês depois da chegada?
BP: Este é o meu olhar, como fui eu que escrevi o livro só posso responder por mim. Acho que foi o contrário, este espírito de olhar as pessoas com compaixão eu levei comigo. O que eu trouxe de volta é a certeza que o homem vale a pena. O que alterou na minha vida é que hoje posso falar do que vi e vivi. São testemunhos reais e longe da pretensão de explicar o mundo, posso dizer que aprendi muito sobre a nossa natureza e quero dizer a natureza humana.

Terra: Por falar em depois, o que aconteceu com cada um dos tripulantes nesses 15 anos?
BP: Em cada viagem fui montando equipes que algumas vezes se repetiram e em outras oportunidades foram renovadas. Tenho meus companheiros como algo sagrado, pois foram pessoas que compartilharam momentos únicos e muito especiais para mim. Hoje todos estão em outras atividades profissionais. Sou o único que vive exclusivamente das viagens e continuamos todos conectados.

Terra: Que outras aventuras você fez?
BP: Desde que me conheço por gente, gosto de viajar. Fiz outras viagens que não foram patrocinadas, mas me trazem boas recordações. Viajei 50 dias de moto pela Patagônia em 1989, indo até Ushuaia, participei da Regata dos 500 anos Portugal - Brasil, duas longas viagens no final dos anos 70 acampando pelo litoral do norte do Brasil até São Paulo. Foram muitas outras, mas sempre em caráter pessoal.

Serviço

Entretrópicos - De Miami a Ilhabela a bordo de dois Hobie Cats 21
Terra Virgem Editora
Textos de Beto Pandiani e Xavier Bartaburu
Fotos de André Andrade, Gui von Schmidt e Roberto Linsker
120 páginas - Preço: R$ 70,00

sexta-feira, 19 de junho de 2009

10 coisas que identificam o turista paulista na praia

Publicado no Terra em junho de 2009
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São Paulo que amanhece trabalhando. São Paulo, a locomotiva do Brasil. Por todo o lado nós paulistanos temos a fama de estressados, workaholics e pessoas que só pensam em trabalhar, até a hora em que surge um feriado ou o momento mágico e deslumbrante das férias. Aí a coisa muda. Ou não? Já sabemos que paulistas são loucos por praia a ponto de lotar as estradas quando de um descanso prolongado ou no verão.

Também é sabido que o Rio de Janeiro é um dos destinos favoritos, então resolvemos consultar alguns cariocas para saber quais são as manias paulistas facilmente identificáveis na praia. Sabemos que muita gente vai xingar, mas o resultado está abaixo:

Paulista leva a casa para a praia: nós chegamos na orla equipados de celular, Ipod, cadeiras (porque homem paulista não põe a bunda na areia), toalhas, esteira, 11 tipos de protetores solar, geladeira com a cerveja, brinquedos das crianças, cartas para jogar truco, bola de futebol, raquetes diversas, bóias e, em alguns casos, o cachorro.

Paulista adora uma fila: seja para comer, tomar sorvete e, a mais famosa em cidades no litoral, comprar o pãozinho matinal, ficar de 30 a 90 minutos na fila parece ser o máximo de divertimento para nós.

Paulista geralmente começa o verão branco e termina vermelho: isso quando não volta com manchas brancas em pedaços do corpo devido ao excesso de protetor solar.

Paulista joga frescobol com bola de tênis: é sério isso. Bola de borracha, nem pensar, mesmo porque quando cai no mar é impossível de se achar.

Paulista consome muito: do camarãozinho no espeto que há 3 dias está tomando sol na barraquinha a "lindíssimas" estatuetas feita de côco e conchas, passando por esteiras de palha e colares hippies, nós compramos de tudo. Só que regateamos o preço, porque sabemos que aquela rede que começa custando R$ 300 vai ser comprada por R$ 25.

Paulista fica estressado até o terceiro dia de féria: é praticamente impossível para o turista de São Paulo relaxar e esquecer o escritório nos três primeiros dias de descanso. Depois ele começa lentamente a relaxar e pensar em alternativas ao trabalho como montar uma pousada na praia ou vender sanduíche natural na areia. No penúltimo dia de férias começa a ficar deprimido porque a folga está acabando e dali a alguns dias tem que pegar no batente de novo.

Paulista viaja no feriado só para se estressar na volta: especialmente no verão, nós adoramos levar cinco horas para rodar 120 km, descansar uns dias, aproveitar até o último minuto de sol na praia para assim enfrentar umas sete horas de congestionamento na volta da capital. Adivinha o resultado? E isso é válido para Campos do Jordão no inverno também.

Paulista vai para a praia e depois reclama da areia no pé: e nesse processo doloroso toca levar minutos preciosos batendo desesperadamente com a toalha no pisante para ver se fica impecavelmente limpo. Isso sem contar uma mania que assusta nossos irmãos cariocas: nós vamos até a beira da água de chinelo e depois tiramos para entrar no mar.

Paulista não deixa de ser paulista em cidades no nordeste ou no Rio de Janeiro: ou seja, precisamos achar urgentemente um shopping (de preferência com cinema). Se tiver todas as regalias em um resort que evite que nos desloquemos para paragens distantes, melhor ainda.

Paulista vai para o Rio de Janeiro e acha que o Corcovado e o Pão de Açúcar são a mesma montanha: apesar de loucos por mapas, guias e agora pelo GPS, os turistas paulistas ainda hoje fazem a confusão. E os cariocas se divertem!

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Conheça as 29 melhores cidades para um homem viver

Publicado no Terra em junho de 2009
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Referência no que diz respeito ao mundo masculino, o site AskMen.com lançou sua edição 2009 das 29 melhores cidades para um macho de verdade morar e viver muito bem.

» Veja o ranking das cidades
» Veja o ranking das cidades - 2
» Veja o ranking das cidades - 3

Cada cidade foi avaliada em oito categorias:

- Esportes e Entretenimento: Horas em que bares e clubes ficam abertos, quantidade de clubes de esportes e eventos esportivos exclusivos sediados lá.

- Cultura: Número de restaurantes com estrelas no exclusivíssimo Guia Michelin, número de festivais de arte e número de profissionais empregados em arte.

- Moda: Número de lojas de roupas masculinas e se a cidade hospeda ou não um fashion week.

- Saúde: Expectativa de vida masculina e incidência de ataques cardíacos.

- Poder & Dinheiro: Custo de vida e aumento de emprego e ganhos.

- Sexo & Encontros: porcentagem homem x mulher, número de mulheres solteiras e número de mulheres com diploma.

- A boa-vida: Dias com sol, desenvolvimento urbano planejado e quantidade de partidas em vôos internacionais.

- Liveability: Capacidade de alguém se sentir confortável morando lá e varia de acordo com a característica da cidade.

Todos esses ingredientes foram colocados em uma fórmula estatística e o resultado descartou qualquer cidade brasileira do ranking final. Da America do Sul entraram Santiago no Chile em 26º lugar e Buenos Aires em 13º. A número 1 do ranking ficou para Chicago. Segundo o site, a cidade mescla um ar cosmopolita com conforto, combinando cultura, entretenimento e sofisticação de um destino internacionalmente reconhecido, com um estilo de vida acessível a qualquer um. Além disso, é berço de 39% dos melhores comediantes americanos e possui alguns dos melhores restaurantes do mundo.

Antes que nossos brios nacionalistas se exaltem, lembremos que Nova Iorque reduziu drasticamente o crime, Londres despoluiu o Tâmisa, Buenos Aires mantém seu patrimônio histórico-cultural impecável, Cape Town apagou sua história centenária de discriminação racial, Copenhagen tornou-se verde pelo critério das nações Unidas, e em nenhuma delas existem cidades-favela como Rocinha ou Heliópolis.

Um guia para cada cidade do ranking pode ser conferido no site www.askmen.com (em inglês).

quinta-feira, 12 de março de 2009

Hotel tem pacote especial para 40 anos de protesto de Lennon

Publicado no Terra em março de 2009
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Há 40 anos, mais especificamente entre 26 de maio e 2 de junho de 1969, o mítico Beatle John Lennon e sua esposa, Yoko Ono, resolveram passar sua lua de mel "acampados" no quarto 1742 do hotel Fairmont Queen Elizabeth em Montreal, no Canadá e, deitados na cama, deram uma série de entrevistas a jornalistas pregando a paz mundial, culminando na gravação do hino Give Peace a Chance (dê uma chance à paz).

Agora, para comemorar a data, o hotel está promovendo pacotes especiais para os fãs do músico com acomodações para uma noite, café na cama para dois e ainda dando o CD com a canção e a letra da música. O Imagine Package, oferecido para estadias entre 01 de março e 21 de junho, custa US$ 199 para uma suíte comum ou US$ 599 para a famosa 1742. Além disso, o barman do hotel criou um drinque especial para a ocasião que traz gin (inglês, em homenagem à Lennon), saquê (para Yoko), grenadine (que simboliza o amor) e limão (para mostrar que, às vezes, o amor é azedo).

As comemorações, porém, não param por aí. Em Rotterdam, na Holanda, o fã Marcel Gootjes está convidando a todos para 3 dias de cama no Euromast Tower onde, a 100 metros de altura, ele quer espalhar mensagens de paz e levantar fundos para as organizações de auxílio a filhos da guerra, crianças que perderam suas famílias em batalhas. Já na terra dos Beatles, Liverpool, o grupo FAB4PEACE promoverá um evento no What´s Cooking restaurant. Além de camas orgânicas, os manifestantes usarão Macbooks "verdes" da Apple para disparar mensagens e vídeos no YouTube e no Twitter. Finalmente no Japão, mais especificamente na cidade de Saitama, o John Lennon Museum abrirá a exposição "O mundo de AMOR que John e Yoko criaram", com manuscritos do cantor e análises de suas canções.


Site do Fairmont Queen Elizabeth: www.fairmont.com

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Entre de cabeça na prática do mergulho

Publicado no Terra em fevereiro de 2009
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Esqueça tudo o que você tem como conceito de mergulho. Essa prática esportiva não é tão cara quanto parece, não é reservada somente a homens e é menos perigosa que pegar ônibus lotado no fim da tarde.

Apesar de existir desde a antiguidade (Heródoto relatou resgate submarino de tesouros em navios persas, 500 anos antes de Cristo), até meados do século 20 a prática era restrita ao uso militar e a alguns aventureiros que se dispunham a investir nos equipamentos caríssimos como o escafandro e o SCUBA.

Os grandes revolucionários da área foram os franceses Jacques Cousteau e Emile Gagnan que aperfeiçoaram o sistema de cilindro de ar comprimido e regulador de ar conhecido hoje como aqualung (pulmão aquático), dando maior mobilidade ao mergulhador e popularizando o equipamento em todo mundo. Até 30 anos atrás, quem queria se arriscar a respirar debaixo da água tinha que passar por um treinamento rígido e extenuante, geralmente ministrado pela marinha. Daí, atrelar o esporte a quem possui porte físico avantajado, ou seja, ao público masculino.

As organizações oficiais de mergulho, entre elas, a PADI, até por razões mais comerciais, resolveram amainar o treinamento e dividi-los em partes menores de curta duração e hoje é possível mesmo com cursos introdutórios, já se divertir muito e explorar as profundezas. No Brasil, é possível achar escolas que ministram todo tipo de treinamento, começando pelo básico (que vai mostrar como é o equipamento, como respirar, normas de segurança, procedimentos de resgate etc.), seguido pelo avançado (mergulho noturno, profundo - até 30 metros - navegação por bússola, naufrágio de observação, busca e recuperação, entre outros) e depois uma gama enorme de especializações como cavernas, navegação submarina, mergulho multi-níveis e mergulho técnico.

Cristina Alencar, proprietária da RIMAK (www.rimak.com.br), uma das mais conhecidas escolas em São Paulo e mergulhadora há 14 anos acredita que o esporte é ótimo para fazer amigos. "Quando você sai em uma excursão de mergulho, encontra uma série de pessoas com o mesmo perfil e objetivos que você. Não é nem preciso vir acompanhado porque os grupos são grandes e sempre acontece um entrosamento muito grande". Uma vez que as regras de segurança ditam que sempre se mergulha em duplas, a prática é excelente também para casais, mesmo porque poderão dizer a todos que se amam até debaixo d´água. Além disso, o mergulho possibilita um grande autoconhecimento e um contato maior com seus próprios limites. Isso sem contar a maravilhosa experiência de descobrir um mundo totalmente diferente, com cores, seres e ambientes deslumbrantes e aprender a respeitar o mar.

Outro detalhe importante é, que em grande parte dos cursos, o aluno vai praticar antes dentro de uma piscina. Depois, o seu primeiro contato submarino real será acompanhado por um instrutor. Somente após realizar uma série de exercícios, receberá sua carteira de mergulhador. Vivemos em um país que possui 9.188 quilômetros de costa marítima, e a prática é possível em todos os meses do ano, mesmo que seja no inverno. Aliás, é nessa estação, mais propriamente no eixo Rio-São Paulo, que encontramos a melhor água, ou seja, a visibilidade é maior devido a pouca chuva e a temperatura do mar é mais quente que no verão em muitos pontos. "Cada região do Brasil tem características diferentes. Em Fernando de Noronha, por exemplo, por seis meses mergulha-se no mar de dentro - lado da ilha voltado ao continente - e nos outros no mar de fora, mesmo porque as águas ficam agitadas e mexidas, impossibilitando um bom mergulho", diz Cristina.

Se você quiser aprender hoje mesmo saiba que um bom curso (duração de quatro noites ou um fim-de-semana) varia entre R$300 e R$350. Não é necessário ter todo o equipamento, somente o básico: nadadeira, snorkel e máscara. Se quiser levar a garotadinha também (uma grande oportunidade para elas começarem a respeitar o mar e a vida marinha), as escolas ensinam crianças a partir de 10 anos de idade.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Vá para o Inferno e outros lugares com nomes engraçados

Publicado no Terra em fevereiro de 2009
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Se você vai viajar e quer tirar ótimas fotos ao lado de placas de cidades com nomes estranhos, saiba que o mundo está recheado de lugares onde dá para parar e pensar "o que a pessoa tinha na cabeça quando nomeou o vilarejo daquele jeito?". Pior: muitas prefeituras usam a denominação do local para alavancar o turismo, que tem uma série de atrações. Confira.

Nos domínios do tinhoso
Uma das cidades mais famosas dos Estados Unidos é Hell (Inferno, em inglês), no estado de Michigan. Existem duas histórias para esse título. A primeira envolve colonizadores alemães que em 1830, ao chegarem, exclamaram em sua língua materna que tudo era "so schön und hell" (tão bonito e brilhante) e aí o nome pegou. A segunda envolve o fundador da vila. Quando perguntado que nome ela teria, disse "you can name it Hell for all I care" (por mim, você pode chamá-la de inferno). Seja qual for a versão verdadeira, tudo lá gira em torno de brincadeiras com o nome, das camisetas à decoração das lojas até o bar The Damn Site Inn (o lugar amaldiçoado). Hell também batiza o nome de cidades na Noruega e nas Grandes Cayman e, no mesmo tema, no estado de Vermont temos a Satans Kingdom (reino de Satã). Um detalhe engraçado é que a 453 km da versão americana de Hell, encontramos a cidade de Paradise (paraíso).

Não era isso que a gente queria dizer
Na Áustria existe uma vila com o singelo nome de Fucking (que lá se pronuncia fu-quing). Antes que você pense bobagem, o nome veio da família que fundou o condado lá pelos idos de 1070, chamada Focko. Só que no alemão o sufixo ING indica a que família pertencia o local. Ou seja, Fucking quer dizer "da família Focko". Na segunda guerra mundial, depois da invasão aliada, a cidade fez sucesso entre os soldados americanos e ingleses, por razões óbvias. Hoje existe até excursão para o local. Aliás, a vila detém o recorde austríaco de roubos de placas. Todos querem levar a indicação de Fucking para casa.

Sopa de letrinhas
Imagine o que deve ser morar ou fabricar placas indicativas para as cidades de LLANFAIRPWLLGWYNGYLLGOGERYCHWYRNDROBWLLLLANTYSILIOGOGOGOCH (escrito assim mesmo, mas conhecida apenas por Llanfairpwllgwyngyll), no país de Gales ou ainda Taumatawhakatangihangakoauauotamateapokaiwhenuakitanatahu na Nova Zelândia. O nome da primeira cidade, com 58 letras, quer dizer "A igreja de Santa Maria no vale da nogueira branca perto da corredeira do redemoinho e da igreja de São Tarsílio da caverna vermelha". Tudo isso em galês. O nome foi oficializado no século 19 como uma tentativa de aumentar a visitação ao local e muita gente hoje pára em sua estação de trem só para ser fotografado ao lado de uma placa.

A segunda cidade foi batizada com o nome de um morro e, para encurtar a conversação entre os locais, é apelidada de Taumata. No dialeto maori, o nome significa "o topo onde Tamatea, o homem dos grandes joelhos, o escalador de montanhas, o engolidor das terras por onde viajou, tocou sua flauta para sua amada". Está no Guinness Book como o maior nome de cidade no mundo.

Santo batismo, Batman!
Para quem curte o homem-morcego, existem duas opções bem legais. Você pode visitar Batman na Turquia, cujo prefeito chegou ao ponto de tentar processar Christopher Nowlan e a Warner Bros por usar o nome da cidade no filme Batman Returns. Nem o Coringa teria pensado nessa! Já nos Estados Unidos temos a comunidade de Bat Cave (Batcaverna ou caverna dos morcegos), na Carolina do Norte. O divertido mesmo é passar por lá e levar para casa o jornal The Bat Biz (negócios de Bat).

Ho Ho Ho!
Para quem adora o bom velhinho e as luzes coloridas piscantes, a pedida é viajar para North Pole, no Alaska, cidade a 2,7 mil quilômetros ao sul do verdadeiro pólo norte geográfico da Terra. Obviamente que lá é Natal o ano todo e o turista tem a chance de ver a maior estátua de Papai Noel do mundo e a loja Santa Claus House. O interessante é que milhares de cartas de crianças são endereçadas ao local perto de 25 de dezembro, e muita gente vai até lá só para carimbar cartões de Natal nos correios. A cidade já foi até destruída no gibi dos Novos Vingadores, da Marvel Comics, em 2006, porque vilões não comemoram o Natal. Só que Papai Noel mesmo mora na Finlândia, mais especificamente no Santa Claus Village, um parque temático na Lapônia todo dedicado ao gordo velhinho.

A baixaria está na sua cabeça
Existem inúmeras cidades que fazem a alegria de brasileiros, já que adoramos uma piada de duplo sentido. Por exemplo, você pode ir para Bunda, na Tanzânia, ou ainda em Bunda, na Austrália, onde existe até a Rua Bunda. E que tal viajar para Bosta na Suécia, que, ao contrário do que o nome sugere, é um belíssimo lugar? Isso sem contar algumas cidades cuja sonoridade dos nomes lembram coisas impublicáveis aqui.

Para brasileiro rir muito
Se você prefere, porém, prestigiar o turismo nacional, o Brasil possui inúmeros locais que vão ficar ótimos no seu álbum de viagem. Temos Nova Iorque no Maranhão, Barcelona no Rio Grande do Norte, Buenos Aires em Pernambuco, Holanda no Ceará (que tem também outra cidade chamada Tróia) e França na Bahia. Em Minas Gerais, os machões se encontram em Pintópolis ou em Ressaquinha. No Rio de Janeiro, temos a cidade de Varre-e-Sai, enquanto no Rio Grande do Sul encontramos a capital das meninas frescas, Não-me-Toque. Para os exaltados sugerimos Bofete em São Paulo. E, no próximo fim de ano, pegue toda a família e comemore a data festiva em Feliz Natal no Mato Grosso.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Visite os sete lugares aprovados por James Bond

Publicado no Terra em fevereiro de 2009
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Além de carros incríveis, mulheres deslumbrantes e equipamentos invejáveis, o maior agente da coroa britânica, James Bond, possui uma milhagem aérea considerável e tem a oportunidade de conhecer locais exóticos e se hospedar em hotéis luxuosíssimos.

Você seguramente não precisa ser um agente "00" para fazer o mesmo, então confira alguns destinos dignos do mito:

Veneza, Itália
Umas das cidades mais associadas a romantismo no mundo, Veneza encanta com seus canais e gôndolas, pontes e palácios medievais. E serviu como palco em três aventuras do espião: Moscou contra 007, 007 Contra o Foguete da Morte e o recente Cassino Royale.

Nos passeios vale destacar a Piazza de San Marco, a Torre de Campanile, o palácio dos Doges e ainda ir para Murano, cidade dos famosos cristais e vidros.

Veneza possui todo tipo de acomodação aos visitantes, mas se você quiser viver como um legítimo James Bond, então a pedida são três hotéis 5 estrelas que já serviram de locação nos filmes citados: o Gritti Palace Hotel, o Hotel Danieli e o Cipriani Hotel na ilha de Giudecca. Luxuosíssimos, a diária nesses 3 palácios varia entre 400 e 6.000 euros.

Jamaica
Foi na ilha tropical que vimos Bond, ao lado da estonteante Ursula Andress, enfrentar seu primeiro vilão, o famigerado Dr. No. Depois, na pele de Roger Moore, assistimos o agente secreto derrotar Kananga em Viva e Deixe Morrer.

Terra do reggae, da filosofia rastafári e de praias deslumbrantes, a Jamaica faz parte do arquipélago das Antilhas e o turismo encontra-se mais concentrado no norte da ilha, entre Ocho Rios e Negril.

Dependendo de onde quer se hospedar, as diárias variam de US$70 a US$ 200, isso sem contar os muitos resorts de luxo que abundam no local. Nosso herói descansou no Sans Souci Resort & SPA em Ocho Rios (em torno de US$400, a diária) e quase morreu em uma cerimônia de vudu no Rose Hall Great House, lendária mansão de uma praticante de magia negra, hoje aberta à visitação e com uma taverna onde era a masmorra.

Istambul, Turquia
Na antiga Constantinopla, hoje Istambul, Bond encontrou aliados divertidíssimos em Ali Kerim Bei e seus inúmeros filhos em Moscou contra 007. Já em O Mundo Não é o Bastante, Pierce Brosnan foi torturado por Elektra King numa ilha do Estreito de Bósforo, o menor canal de passagens do mundo.

Confusa, agitada, cheia de contrastes e muita religiosa (são muitas mesquitas), a cidade é situada em dois continentes: parte fica na Europa e parte na Ásia.

Uma verdadeira aula de história a céu aberto, dentre os locais turísticos mais recomendados, os destaques vão para o Museu Arqueológico com inúmeras peças dos impérios Otomano e Bizantino, além do sarcófago de Alexandre, o Grande; o Grande Bazar; o palácio Topkaki; a Mesquita Azul e a Fortaleza da Europa.

Istambul é barata comparada ao resto da Europa, e é possível encontrar hotéis a partir de 45 euros.

Bahamas
Foi na cadeia de ilhas espalhadas em 800 quilômetros de água, separando o mar do caribe do Oceano Atlântico, que 007 acabou com os planos da Spectre em A Chantagem Atômica e ganhou seu Aston Martin em Cassino Royale.

O complexo de 700 ilhas comporta 57 aeroportos e 29 marinas definidas com entradas oficiais nas Bahamas. Entre resorts gigantescos e pequenas pousadas, o turista tem inúmeras opções de hospedagem, dependendo do conforto desejado.

Se você quiser porém, ficar no Albany House, na ilha de New Providence, onde Daniel Craig seduziu a belíssima Caterina Murino (depois de desfilar de sunga na praia), prepare seu bolso.

Um chalé que comporta 10 pessoas varia entre US$50 mil e US$80 mil por semana. Um detalhe importante: todos os vôos que saem do Brasil fazem escala em Miami, então é necessário visto americano para a viagem.

Phuket, Tailândia
A ilha de Phuket, no mar de Andaman na Tailândia é a maior fonte de turismo no país e apareceu em dois sucessos de 007: O Homem da Pistola de Ouro e O Amanhã Nunca Morre.

O filme de 1974 com Roger Moore e Christopher Lee fez o local ser tão famoso que a Phang Nga Bay, com suas incríveis formações rochosas calcárias saindo das águas cristalinas, foi rebatizada de baía James Bond.

É o lugar ideal para quem gosta de esportes radicais, contato com a natureza, agitação noturna e paisagens deslumbrantes. Mais cara que o resto do país, Phuket Town oferece aos seus visitantes hotéis de todas as categorias e resorts para agente secreto nenhum botar defeito.

Os vôos saídos do Brasil param em Dubai e os pacotes geralmente oferecem estadia em Bangkok.

Corfu, Grécia
Em Somente para seus olhos, Bond se vê na Grécia ao lado da mais que belíssima Melina, tentando recuperar um decodificador britânico. Corfu, a ilha em que ele passeia, é a segunda maior de todo o país e foi a primeira a abrir suas portas para o turismo, sendo assim mais estruturada.

Repleta de fortificações, museus, palácios e praias de tirar o fôlego, a ilha também é ponto obrigatório a quem curte esportes no mar, como esqui, vela e outros. E é aí também que a vida noturna é intensa com muitos bares, cafés e danceterias. É possível achar acomodações em torno de 100 euros, a diária.

Udaipur, Índia
O filme era péssimo, mas o local é maravilhoso. Em Octopussy, o agente secreto vai conhecer a líder de uma organização internacional de roubos de arte na Índia, mais especificamente em Udaipur no estado de Rajasthan.

A cidade possui todo aquele ar caótico, típico do país, mas tem muita coisa para ver e conhecer tais como palácios de antigos marajás, zoológico, safári nas florestas locais, museus, muitos templos e ainda um observatório solar, já que as condições climáticas e o fato de estar situado sobre um lago são ideais para observar o astro-rei.

É no lago Pichola que Bond fica hospedado no resort 5 estrelas Taj Lake Palace, um luxuoso palácio construído em 1746, onde a diária mais simples está em torno de US$450. Um detalhe histórico nesse hotel: os atendentes atuais são descendentes dos antigos mordomos imperiais.

Ganhe R$250 mil para viver no paraíso

Publicado no Terra em janeiro de 2009
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O comitê turístico do estado australiano de Queensland está oferecendo essa quantia razoável, U$150 mil dólares australianos, para quem quiser viver seis meses nas Ilhas Hamilton, localizadas na Grande Barreira de Corais, como uma espécie de zelador e porta-voz.

Além de não pagar nenhum aluguel e morar em uma residência de três dormitórios, o escolhido terá direito a computador, internet, câmeras e filmadoras digitais, passagens aéreas e plano de saúde.

Os requisitos são saber mergulhar com snorkel, ser um excelente nadador, ter espírito aventureiro, falar e escrever inglês fluentemente, fazer amizade com os locais, manter um blog e um fotoblog diariamente e ainda - veja como é difícil - aproveitar o clima tropical e o modo de vida do lugar.

Apesar da acusação de ser um golpe de marketing por alguns veículos da imprensa mundial, a estratégia é séria e faz parte de um plano de três anos e investimento de 1,7 milhões de dólares australianos para incrementar o turismo local.

Os interessados, australianos ou estrangeiros, podem se cadastrar através do site www.islandreefjob.com. A campanha que se iniciou em 12 de janeiro e vai até 22 de fevereiro, escolherá apenas uma pessoa entre onze finalistas. As atividades começam em 1º de julho de 2009.