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segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Ernest Borgnine e o segredo da longevidade

Publicado no site da revista Alfa em novembro de 2010
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No último dia 12 de novembro estreou no Brasil RED- Aposentados e Perigosos, um daqueles filmes deliciosamente descartáveis, que servem para você se divertir, pura e simplesmente. Não há grandes discussões de temas profundos, as cenas de ação são as mais surreais e inacreditáveis possíveis e o humor dá o tom dos diálogos. RED é, na verdade, uma homenagem a grandes atores, que nos últimos 30 anos preencheram as telas de cinema e nos fizeram mais felizes (John Malkovich, para variar, dá um show). Acontece que no meio desta turma, aparece um cara que está há 59 anos ininterruptos no cinema e na TV e é uma lenda entre os cinéfilos, Ernest Borgnine.

Aos 93 anos de idade, Borgnine desfila simpatia em uma ponta do filme. Em termos de idade avançada ainda na ativa, perde apenas para Elli Wallach (que apareceu em Wall Street – O Dinheiro Nunca Dorme) e Kirk Douglas ( pai de Michael Douglas que mesmo depois de um derrame, fez shows de stand up), ambos com 94. Borgnine sempre foi o coadjuvante de luxo que marcava o filme. Foi assim em Os 12 Condenados, Meu Ódio Será Tua Herança, Fuga de Nova York e Gattaca.

De sua longa carreira, dois papéis se destacam, o Sargento “Fatso” Judson de A um Passo da Eternidade e o açougueiro Marty Piletti de Marty. O primeiro quase acabou com sua carreira, pois o ator fazia um sargento da PM que espanca o soldado interpretado por Frank Sinatra e acaba o matando. Para o público, que via o cantor como um símbolo sexual, aquilo era uma heresia e Borgnine foi hostilizado por um trabalho bem feito. Dois anos depois, em 1955, ele aparece na pele de um sensível e tímido açougueiro quarentão no Brooklin. Morando com a mãe, ele acaba conhecendo a professora Clara e vê nela uma maneira de deixar a solidão. Sua interpretação lhe rendeu o Oscar de melhor ator, batendo medalhões como Spencer Tracy, James Dean e Jimmy Cagney.

Borgnine fez vários seriados de TV como Future Cop, Águia de Fogo e The Single Guy, apareceu em ER, The District, Family Law, entre outras e ainda dublou o “Mermaid Man” no desenho animado Bob Esponja. Em 2011, ele ainda vai dar as caras em quatro produções. O segredo para tanta disposição? Quando perguntado sobre isso no programa Fox & Friends em 2008, ele brincou: “eu me masturbo para caramba”. Taí uma boa filosofia de vida, de um homem que a curte muito.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Masturbação e sexo excessivos são ligados a câncer

Publicado no Terra em janeiro de 2009
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Existe uma velha piada que diz: quando li que fumar faz mal, então parei de fumar; quando li que beber faz mal, parei de beber e quando li que sexo faz mal, parei de ler. Chegou o dia!

Pesquisadores da Universidade de Nottingham, na Inglaterra, descobriram após analisar mais de 800 homens, que aqueles com vida sexual muito intensa entre seus 20 e 30 anos, especialmente os que se masturbavam muito, são mais propensos a desenvolver câncer de próstata. Entretanto, após os 40 anos essa alta freqüência sexual vai ajudar a prevenir a moléstia.

O estudo comparou 431 homens que foram diagnosticados com câncer de próstata antes dos 60 anos com 409 "controles" e abordou que idades tinham quando começaram uma vida sexual, frequência de masturbação e sexo, quantos parceiros tiveram e incidência de doenças venéreas.

Na realidade o segredo se encontra nos hormônios masculinos, já que não só estão inteiramente ligados a esse tipo de câncer como também norteiam a disposição sexual do homem.

Apesar de mostrar que sexo e masturbação podem ser benéficos após os 40, já que o sexo libera toxinas do corpo que podem causar a doença, o Dr. Polyxeni Dimitropoulou, que liderou a pesquisa publicada em novembro na revista especializada British Journal of Urology International, diz que este resultado ainda não é conclusivo e que mais estudos deverão ser realizados. Em tempo, cegueira e pelos na mão não foram levados em conta nesse estudo.

Acabou a desculpa esfarrapada: beber ajuda no sexo

Publicada no Terra em janeiro de 2009
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Todos sabem que a bebida dá mais coragem para ousar na hora da conquista, além de fazer os homens menos criteriosos na escolha da parceira. Existem até aqueles que usam a bebida para justificar algumas falhas na hora H.

Agora, graças a médicos australianos, os homens poderão tomar um drinque ou outro sem medo. Pesquisadores da Western Australia's Keogh Institute for Medical Research, chefiados pelo Dr. Kew-Kim Chew, examinaram 1.580 homens australianos e chegaram à conclusão que os que bebiam mais tinham 30% menos problemas com disfunção erétil.

O estudo mostrou também que aqueles que bebem dentro do limite, aparentam ter uma performance sexual melhor, mas mesmo os grandes beberrões têm menos problemas que os que não chegam perto do álcool.

A descoberta do Dr. Chew foi publicada online no Journal of Sexual Medicine este mês e conclui que não há justificativa para recomendar a parar de beber aos que estão com dificuldades de manter uma ereção. Um alerta porém vai para os fumantes. Sim, o cigarro pode acabar com uma boa noite de sexo e é um vilão contra seu brinquedinho.

Gravata: a marca da forca

Publicado no Terra em janeiro de 2009
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Ela é um dos símbolos mais poderosos de elegância e prestígio e ao mesmo tempo, o horror do executivo dos países tropicais. A gravata divide opiniões há séculos. E a culpa é dos Croatas. Ou seria dos franceses?

Lá nos tempos da Guerra dos 30 anos, entre 1618 e 1648, os franceses se encantaram com o fato dos mercenários da Croácia desfilarem com uma echarpe amarrada ao pescoço e os nobres da cidade-luz passaram a fazer a mesma coisa. Isso deu origem a essa peça muito controversa do vestuário masculino.

De lá para cá, vimos todos os tipos de formatos, estampas, comprimento e largura, até chegar ao século 21 com a discussão sobre para que usar uma gravata e um grande movimento para bani-la.

Uma pesquisa do Instituto Gallup no ano passado entre executivos norte-americanos, mostrou que houve uma queda de 6% no número de pessoas que usam essa peça e uma redução de 48% no faturamento provenientes de venda da gravata entre 1995 e 2007.

Ainda nos EUA, a Men's Dress Furnishings Association, entidade que representava os fabricantes de gravata, fechou suas portas depois de 60 anos de existência.

E até o Fórum Mundial resolveu que seus participantes devem ir mais casuais. Se antes a gravata era sinônimo de poder, a geração dos grandes executivos de tecnologia e internet, colocaram-na como algo formal demais. O espírito jovem e criativo está, aos poucos, eliminando-a do universo masculino. E Bill Gates, Larry Page e Steve Jobs estão aí para comprovar essa tendência.

E como fica no Brasil, um país que chega a 40 graus centígrados no verão? A personal stylist Chris Fancini dá as dicas: "em certos segmentos do mercado como bancos e advocacia, o uso de gravata ainda é fundamental e deve ser, pois é preciso passar seriedade. Mas, nos lugares onde o calor é infernal, o profissional de gravata já começa o dia ruim com aquilo apertando seu pescoço", explica. Ou seja, seu uso está condicionado ao que você faz e à imagem que você quer passar. Em entrevistas de emprego, por exemplo, também é item obrigatório.

A consultora de moda aponta também que o brasileiro, assim como o americano, está com dificuldade em abolir a gravata porque comete alguns crimes na hora de se vestir. "O homem coloca uma camisa e uma calça social e erra na meia e no sapato. Para você ter uma idéia existem grandes lojas que vendem meia branca social! É preciso investir em um guarda-roupa consistente, com camisas de bom algodão e colarinho duro, um belo blazer, calçados de solado de couro e meias que combinem com o sapato ou com a calça. E não confundir o não uso da gravata com casual Friday, que permite solado de borracha ou camisa pólo", ensina.

Se você é um engravatado, tem que prestar atenção a alguns detalhes. Embora hoje a moda esteja ditando os modelos mais estreitos, não há nenhuma obrigação de segui-la, mas o ideal é sempre usar uma gravata que orne com a camisa ou com o terno.

Se usar uma camisa azul clara com terno cinza, por exemplo, uma gravata amarela ou azul com detalhes em cinza cai muito bem. Outro crime a ser evitado é não repetir desenhos como terno risca de giz ou camisa listrada com gravata listrada.

É preciso ficara tento também com as estampas. Atualmente utilizam-se aquelas que não são muito grandes, nem muito pequenas e as totalmente pretas estão descartadas. Bichinhos e personagens infantis, somente em festas à fantasia.

Para os casuais, além do investimento citado anteriormente, lembre-se de nunca usar meia branca com calça e sapatos escuros, a menos que você queira ficar parecido com o Michael Jackson. E Chris Francini alerta para camisas mais escuras que o blazer ou o paletó. "Não é elegante. Fica com um ar de mafioso ou jogador de futebol. A camisa escura abate a pessoa e é preferível sempre estar mais claro perto do rosto", aconselha.

Obviamente que as regras que aqui citamos são para os não iniciados em tendências de moda. Há muitos anos, Giorgio Armani apareceu todo de preto, mas o mestre sabia brincar com as texturas e brilhos de modo a parecer sempre elegante. O mais seguro é aprender o bê-á-bá antes de fazer experimentações.