domingo, 14 de fevereiro de 2010

Botox pode influenciar a maneira que seu cérebro lê emoções


Publicado no Terra em fevereiro de 2010
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A toxina botulínica, aquela que promete eliminar as rugas de preocupação de sua face, tornando-o mais jovem, também pode deixá-lo menos triste e zangado. De acordo com o site Science Daily, uma pesquisa conduzida pelo médico David Havas, da Universidade do Wisconsin, mostrou que paralisar a habilidade de certas partes do corpo se mexer afeta também as os aspectos cognitivos e emocionais das pessoas.

Para chegar ao resultado, o médico fez pessoas lerem três tipos de frases, uma que transmitisse raiva, outra tristeza e a terceira alegria, antes e depois da aplicação da toxina na testa (cujo franzir transmite claramente emoções). Ao acabar de ler e compreender a sentença, o voluntário deveria apertar um botão. Após o uso da toxina, ou seja, com os músculos da testa paralisados e, assim, incapazes de transmitir emoções, os pacientes sentiam dificuldade de entender o que estava escrito nos cartões, quando o sentimento era de raiva ou tristeza e demoravam mais tempo para concluir a tarefa. Não houve, porém, nenhuma disparidade quando a emoção era de alegria.

Com isso, foi mostrado que os centros emocionais do cérebro mandam mensagens para os músculos da testa, por exemplo, e estes acabam enviando mensagens de volta para o cérebro. Quando eles não podem se mexer e transmitir um sentimento, o cérebro acaba se perdendo nesse looping.

Apesar dos efeitos serem pequenos os estudiosos acreditam serem bastante positivos, pois se você perde a capacidade de identificar sentimentos ruins tão rapidamente, pode ser menos influenciado pelo meio que vive e assim ser mais feliz. É a velha música que diz que quando você sorri, o mundo sorri com você.

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